terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O NIÓBIO É O FUTURO

O Brasil é detentor de 98 % das reservas mundiais de NIÓBIO, para não dizer que é o seu dono exclusivo. O Nióbio será fundamental à humanidade quando a fusão nuclear for dominada em alguns anos. E com isso, a era do petróleo finalmente terá chegado ao fim no planeta.


Nióbio.
Primeiro, se o Brasil possui praticamente todas as reservas de Nióbio do mundo, sendo que a maior parte delas está na Amazônia, como se explica ser o País exportador de apenas 40 % desse minério circulando pelo mundo e ganhar tão pouco com a sua comercialização ?

Segundo, será que o Brasil vai tratar para sempre o Nióbio da mesma forma que hoje exporta minérios, ou seja, da forma como exporta bananas, sem qualquer visão estratégica, do seu próprio futuro ?

Terceiro e ainda pior, será que o Brasil vai entregar de graça a Amazônia para longe de sua soberania e perder o futuro da humanidade com o Nióbio?

De acordo com o DNPM, a aplicação mais importante do Nióbio hoje é como elemento de liga para conferir melhoria de propriedades em produtos de aço, especialmente nos aços de alta resistência e baixa liga usados na fabricação de automóveis e de tubulações para transmissão de gás sob alta pressão.


Vem a seguir seu emprego em superligas que operam a altas temperaturas em turbinas das aeronaves a jato. O Nióbio é também adicionado ao aço inoxidável utilizado em sistema de escapamento dos automóveis, e ainda na produção de ligas supercondutoras de nióbio-titânio, usadas na fabricação de magnetos para tomógrafos de ressonância magnética. Encontra aplicação também em cerâmicas eletrônicas e em lentes para câmeras.

Há alguns anos, um consórcio internacional formado por EUA, UE, Índia, Japão, China, Rússia e Coréia do Sul decidiu construir um protótipo de € 6 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões) de um rator de fusão nuclear.


O reator termonuclear experimental do Projeto ITER está em construção na cidade francesa de Cadarache e deverá entrar em operação em 2015. O reator é uma grande câmara de aço em forma de pneu, com um volume equivalente a meia piscina olímpica.

Dentro dele, campos magnéticos serão utilizados para tentar fazer o gás hidrogênio chegar a uma temperatura superior a 100 milhões de graus Celsius - isto é 6 vezes mais quente que o núcleo do Sol.


Reator experimental do Projeto ITER.
(Arte ITER)

Quando essa técnica de fusão nuclear for dominada, a era do petróleo terá mesmo chegado ao fim e o Nióbio será a chave na geração de energia em grande escala, a qual mudará a história da matriz energética utilizada pela humanidade.


Com este magnífico feito, o homem passará a dominar o fogo termonuclear, aquele que ocorre no interior das estrelas pela fusão de átomos de hidrogênio a uma temperatura de 15 milhões de graus centígrados, gerando hélio e uma brutal quantidade de energia limpa, barata e inesgotável, pois, o trítio isótopo pesado do hidrogênio usado como combustível é abundante na face da Terra na forma de água pesada.


Assim, as usinas termonucleares limpas e muito mais seguras que as nucleares, geradoras de energia farta e barata, se multiplicarão sem restrições pelo planeta, exigindo milhares de toneladas de nióbio puro para manter o fogo solar aceso. Se não tiver o Nióbio brasileiro, não haverá tal larga escala mundial.
www.defesabr.com

3 comentários:

Carlinhos Medeiros disse...

Professor;
Obrigado, pela visita e pelo apoio.

Cristiane disse...

Estive aqui! Como sempre, ótimos posts

Cristiane disse...

Oi! Tenho passado por aqui todos os dias, mas não tenho te "encontrado"...

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