terça-feira, 15 de julho de 2014

Notícias Geografia Hoje

Milícia sunita expulsa rivais de cidade síria

Ação dos rebeldes aconteceu na cidade síria oriental de Deir al-Zor e reforça controle sobre a província produtora de petróleo


O Estado Islâmico, antes conhecido como Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), expulsou rebeldes rivais da cidade síria oriental de Deir al-Zor nesta segunda-feira (14), reforçando o controle sobre a província produtora de petróleo, além do território que controla no Iraque, de acordo com ativistas.

AP
Povo sírio transporta alimentos enquanto retornam para Moadamiyeh, subúrbio de Damasco controlado pelos rebeldes, na Síria

Combatentes sunitas do Estado Islâmico avançaram contra os rivais na província de Deir al-Zor com a ajuda de armas apreendidas em uma ofensiva relâmpago contra as forças do governo iraquiano na fronteira no mês passado.

A luta tem se concentrado em grande parte em torno do controle dos campos de petróleo e de cidades ao longo do rio Eufrates, causando a morte de centenas de combatentes desde o início do ano.

Nesta segunda, a milícia expulsou dezenas de rebeldes rivais de Deir al-Zor, incluindo A Frente Nusra - ramo sírio da Al-Qaeda - e o Ahrar al-Sham, um grupo islâmico radical, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, baseado no Reino Unido.

"O Estado islâmico está agora no controle da província de Deir al-Zor, com exceção de algumas áreas e do aeroporto militar que o governo controla", explicou o diretor do Observatório, Rami Abdurrahman.

Combatentes de grupos islâmicos rivais fugiram ou prometeram lealdade ao Estado islâmico, disse Abdurrahman, acrescentando que as forças do governo leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad, ainda controlam cerca de metade da cidade de Deir al-Zor.

Os militantes também mataram um líder local da Frente Nusra, segundo Abdurrahman. Combatentes publicaram na Internet fotos que seriam do corpo do líder da Frente Nusra, mas as informações não foram confirmadas.

Omar Abu Leila, porta-voz do grupo rebelde Exército Sírio Livre, no leste do país, disse que centenas de combatentes fugiram para a área de Deraa, no sul, e para a região de Qalamoun, próxima ao Líbano desde que o Estado Islâmico declarou um "califado" na área que controla, a qual abrange o leste da Síria e o norte do Iraque.

Ele afirmou que o fluxo de armas vindas do Iraque desequilibrou a balança em favor do Estado Islâmico e ajudou o grupo a assegurar o controle dos campos de petróleo locais. "Não tivemos nenhuma ajuda de fora", disse Abu Leila.
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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Vulcão no Alasca gera alerta

Vulcão no Alasca gera alerta | Scientific American Brasil | Duetto Editorial



Steve Quinn

Um vulcão no Alasca que vinha lançando cinzas e lava há anos ganhou nova intensidade essa semana, informou a agência de notícias Reuters em 3 de junho. De acordo com autoridades locais, a erupção ejetou uma nuvem de fumaça e cinzas a uma altitude de7.315 m, levando cientistas a emitir seu mais alto grau de alerta vulcânico em cinco anos.

Até o momento, porém, a intensa atividade do monte Pavlof, localizado em uma região desabitada a966 kma sudoeste de Anchorage, não tem atrapalhado o tráfego aéreo regional graças ao clima favorável que está facilitando que os aviões evitem a área afetada, navegando ao redor dela.

Ainda assim, a erupção foi suficientemente intensa para que cientistas do Observatório de Vulcões do Alasca (Alaska Volcano Observatory) emitissem seu primeiro alerta vermelho desde 2009, quando o monte Redoubt, na Cordilheira Aleutiana, teve uma série de erupções que lançaram cinzas a uma altitude de15.240 m.

De acordo com Michelle Coombs, uma geóloga de pesquisa do observatório, o alerta máximo “Significa que o vulcão pode permanecer ativo por semanas ou até meses”. Mas ela acrescentou: “Não creio que ficaremos no vermelho por tanto tempo; apenas estamos esperando que o alerta se prolongue por algum tempo com base no comportamento passado da montanha”. 

As áreas afetadas são desabitadas, exceto por alguns destinos de caça, salientou Coombs.

Geólogos emitiram o primeiro alerta tarde da noite de segunda-feira, dia 2 de junho. Na manhã seguinte, 3 de junho, as nuvens de material ejetado tinham atingido uma altitude de 7.315 m.

As chamadas plumas vulcânicas (ou colunas de erupção) são criadas quando ejeções de lava da cratera do vulcão, de 2.517 mde altura, caem de volta em gelo glaciar, explicou Coombs.

“Nesse momento, com o tempo claro, a montanha só está proporcionando um bom espetáculo”, observou a cientista. “Estamos recebendo muitos relatórios dos pilotos e muitas fotos boas, que nos permitem ficar de olho no vulcão”.

O monte Pavlof está situado em uma rota frequentemente utilizada por aviões a jato que voam entre a América do Norte e a Ásia, que em geral voam a uma altitude de cerca de 9 mil metros e provavelmente não seriam afetados por cinzas em altitudes mais baixas, observaram cientistas do observatório.

(Editado por Cynthia Johnston e Sandra Maler)

O neoambientalismo nos levará a desastre

O neoambientalismo nos levará a desastre | Scientific American Brasil | Duetto Editorial



A influência humana sobre o funcionamento do sistema da Terra como um todo teve início com a Revoluçao Industrial. Ilustração do rio Monongahela, Pittsburgh PA, de 1857


Clive Hamilton

SA Forum é um ensaio convidado de especialistas sobre temas da atualidade em ciência e tecnologia.

Quatorze anos atrás, quando o angustiado Paul Crutzen deixou escapar a palavra "Antropoceno" em encontro científico no México, o famoso químico atmosférico estava expressando seu desespero com a escala de danos humanos para a Terra. Tão profunda tem sido a influência dos humanos que Crutzen, ganhador do Prêmio Nobel, e seus colegas escreveram mais tarde que o planeta entrou em uma nova época geológica definida por um único fator preocupante: a "marca humana sobre o ambiente global tornou-se tão grande e ativa que rivaliza com algumas das grandes forças da natureza em seu impacto sobre o funcionamento do sistema da Terra. "

A ciência por trás da alegação de Crutzen é extensa e robusta, e gira em torno das profundas e irreversíveis mudanças trazidas pelo aquecimento global. No entanto, tão logo a idéia do Antropoceno se difundiu, as pessoas começaram a rever o seu significado distorcendo suas implicações. Uma nova raça de ecopragmáticos saudou a época como uma oportunidade. Eles se reuniram em torno do Instituto Breakthrough, um "think tank" neogreenfundado por Michael Shellenberger e Ted Nordhaus, autores do controverso artigo de 2004 intitulado "A Morte do Ambientalismo." Eles não negam o aquecimento global; em vez disso, surfam por cima dele insistindo que o quaisquer que sejam os limites e pontos de ruptura do sistema Terra, a tecnologia humana e engenhosidade vai transcendê-los.

Como as concentrações de dióxido de carbono passa de 400 ppm, pela primeira vez em um milhão de anos, e os cientistas alertam para um aquecimento dos EUA em verões tórridos por volta da década de 2070, Shellenberger e Nordhaus escreveu que até o final do século "quase todos nós seremos próspero o suficiente para viver uma vida saudável, livre e criativa. "A resposta, dizem eles, não é de mudar de rumo, mas " abraçar o poder humano, tecnologia e processo mais amplo de modernização" com mais força.

O argumento nos isenta a todos para a necessidade de mudar os nossos caminhos, o que é música para os ouvidos dos políticos conservadores. O Antropoceno é compatível com o sistema.

Esta visão tecnocêntrica depende de uma crença de que, com o advento da nova época geológica, nada de essencial mudou. Este Antropoceno reinventado repousa sobre uma transição suave do fato de que os seres humanos sempre têm modificado seus ambientes a uma defesa de uma pós-moderna "ciber-natureza" sob supervisão humana, como se não houvesse diferença qualitativa entre queimadas na agricultura [primitiva] e pulverização de aerossóis de sulfato na estratosfera para regular a temperatura da Terra.

Por esta razão, a hipótese do respeitado palaeoclimatologista William Ruddiman que o Antropoceno começou cerca de 8.000 anos atrás com o início da agricultura e desmatamento da floresta tem um apelo imediato a ecopragmáticos. Ele parece dar embasamento científico para o desejo de defender o status quo contra a evidência de que o culpado é poderosamente protagonizado pelo combustível fóssil do expansionismo técnico e industrial, que começou no final do século 18.

A hipótese de início de Antropoceno dissolve efetivamente a distinção entre o Holoceno, que começou há cerca de 11.700 anos atrás, e abrange o início da agricultura, e o Antropoceno, permitindo aos ecopragmáticos argumentar que não há nada inerentemente preferível sobre a Terra - uma reivindicação moral do Holoceno que permite a criação consciente de um tipo diferente de planeta. Por isso sua atração para esquemas de geoengenharia destinadas a regular a radiação solar ou alterar a composição química dos oceanos. Nas palavras do ecopragmáticos mais ativos, o cientista ambiental Erle Ellis, "Vamos ter orgulho do planeta que criamos." Ellis fala do "bom Antropoceno", uma era de ouro em que renunciar os vínculos nostálgicos de uma natureza intocada pelo os seres humanos e abraçar a nova época como "madura com oportunidades criadas por humanos."

Mas a idéia de um bom Antropoceno é baseada em uma leitura fundamentalmente errada de ciência. Ela surge a partir de um equívoco ao fazer o salto cognitivo do pensamento ecológico - a ciência da relação entre organismos e seu ambiente, para a Terra o pensamento do sistema local, a ciência de toda a Terra como um sistema complexo além da soma de suas partes. A premissa de Antropoceno [aqui] vai contra uma forte evidência, fornecida por Crutzen, Will Steffen e outros pesquisadores, que podemos detectar uma influência humana sobre o funcionamento do sistema da Terra como um todo somente com o início da revolução industrial.

O significado revolucionário da ciência do sistema Terra está perdido entre ecopragmáticos. Na realidade, a chegada da nova época não representa apenas a propagação da influência humana em todo o mundo, mas uma mudança fundamental na relação entre humanos e o sistema de uma Terra na qual a atividade humana agora se acelera, desacelera e distorce os grandes ciclos que tornam o planeta uma entidade dinâmica.

A distinção radical do Antropoceno reside no fato de que os seres humanos tornaram-se uma nova "força da natureza", que está a moldando a evolução geológica do planeta. De longo alcance. O impacto dos humanos modernos [é tão intenso] que o conceituado palaeoclimatologista Wally Broecker sugeriu que não é uma nova época geológica, classificação relativamente menor na escala de tempo geológico, mas uma nova era - o Antropozoico - em pé de igualdade com o desenvolvimento da vida multicelular na história da Terra.

Alguns dos que negam a ciência climática acreditam que somente Deus pode mudar o clima; ecopragmáticos, Os ecopragmáticos, ao contrário, classifica o humano como “espécie deus”. E eis o que a “espécie deus” e o pensamento de " espécie deus" pode oferecer: uma atmosfera com 500 ppm de CO2 (provavelmente mais perto de 700 ppm) e um clima quente, sufocante e caótico. Para aqueles que preferem a ciência do clima ortodoxa, tal otimismo sem limites é apenas expressão do desejo.

SOBRE O AUTOR (S)

Clive Hamilton é professor de ética pública da Charles Sturt University, em Canberra. Ele é o autor de Earthmasters: The Dawn of the Age of Engineering Climáticas (Yale University Press, 2013).

Notícias Geografia Hoje

Crimes ambientais financiam terrorismo
Contrabando de marfim, lixo tóxico irregular e demais crimes ambientais geram US$213 bilhões anuais

Shutterstock

David Biello

Na Somália, o grupo terrorista al-Shabaab recebe pelo menos US$38 milhões todos os anos por cortar árvores ilegalmente e transformá-las em carvão. A atividade é a maior fonte de renda do grupo. No continente africano como um todo, o comércio ilegal de carvão – principal combustível de cozinha da África – provavelmente produz mais dinheiro que o tráfico ilegal de drogas.

Se reunidos, todos os tipos de crimes ambientais – do contrabando de marfim ao despejo ilegal de lixo tóxico realizado pela China – gera até US$213 bilhões para indivíduos indesejáveis em todo o mundo. Os dados foram compilados em um novo relatório do Programa Ambiental das Nações Unidas e da Interpol.

A maior porcentagem desse valor vem de crimes florestais – o corte ilegal de madeiras raras, como teca, e outras árvores ilegalmente derrubadas e perdidas na forma de exportação. E também existe o contrabando de vida selvagem, morta ou viva.

O contrabando de marfim chega a US$165 milhões anuais na Ásia, enquanto nossos parentes vivos mais próximos – grandes primatas como chimpanzés, gorilas e orangutangos – estão sendo sequestrados na natureza e vendidos a colecionadores particulares.

Mas o crime ambiental pode ser enfrentado. O Brasil, por exemplo, já reduziu dramaticamente o desmatamento da Amazônia com melhor policiamento, e a África Oriental aumentou suas apreensões de marfim. E, como consumidores, todos nós podemos ajudar no combate ao crime reduzindo a demanda por esses produtos. Simplesmente diga “não”.
Scientific American Brasil

Notícias Geografia Hoje

Injeção de água residual induziu terremotos
Estudo associa onda de terremotos em Oklahoma Central à injeção de água residual em poços

Katsrkool/Flickr
Cientistas declaram que locais de injeção de água residual, onde águas tóxicas produzidas pela perfuração petrolífera e pela fratura hidráulica são injetadas no solo para evitar poluir a água potável, poderiam estar levando ao grande aumento dos terremotos em Oklahoma.

Kevin Schultz 

Mais de 230 terremotos com uma magnitude maior que 3.0 já sacudiram o estado de Oklahoma este ano. Antes de 2008, a média estadual era de apenas um por ano. O aumento na atividade sísmica deixou residentes e especialistas curiosos sobre sua causa subjacente.

Pesquisas anteriores mostraram que processos como a injeção de águas residuais na perfuração petrolífera e em fendas hidráulicas de todo o estado poderia induzir um pequeno número de terremotos, mas cientistas nunca conseguiram conectar esses eventos a poços distantes. Pelo menos até agora.

Um estudo publicado em 3 de julho na Science explica como locais de injeção de água residual – áreas onde a água tóxica remanescente da perfuração petrolífera e de processos de fratura hidráulica é injetada no solo entre camadas impermeáveis de rochas para evitar poluir a água potável – poderia estar levando a esse grande aumento na quantidade de terremotos, por vezes desastrosos.

“Realmente não existem precedentes para essa quantidade de terremotos em uma região tão ampla”, declara o coautor do estudo, Geoffrey Abers da Cornell University. “A maior parte das grandes sequências de terremotos que vemos envolvem um tremor principal seguido de vários tremores secundários, ou pode ser no centro de um vulcão em sistemas vulcânicos ou geotérmicos. Então é possível ver pequenos focos, mas nada tão distribuído ou persistente quanto isso”.

Abers e seus colegas coletaram dados sobre as taxas e volumes de líquidos associados com locais de injeção de água residual. Em seguida eles modelaram o fluxo da água e calcularam as propriedades físicas das rochas em que a água foi injetada. Ao fazer isso, a equipe determinou que um número relativamente pequeno de locais de injeção em Oklahoma pode, afinal, ter a capacidade de induzir terremotos relativamente fortes a grandes distâncias, por todo o estado. “O importante é que estamos vendo que os terremotos estão mais distribuídos, distantes dos poços e em várias direções diferentes”, observa Abers. “Alguns desses terremotos fica a até 32km de distância do que parecem ser os poços responsáveis pelo aumento de pressão”.

Cientistas sabem desde 1960 que a injeção de água residual, processo em que milhões de barris dessa água são forçados em um poço, podem induzir terremotos aumentando a pressão de fluidos subterrâneos. Esse aumento de pressão reduz a força friccional de falhas geológicas, explica Abers, permitindo que deslizem.

O sismólogo Austin Holland do Serviço Geológico de Oklahoma, que não se envolveu no estudo, declara que poderia haver um grande número de fatores envolvidos nos terremotos. Mas, assim como os autores do estudo, ele também encontrou evidências ligando os terremotos de Oklahoma à atividade de petróleo e gás. “Certamente existe uma contribuição vinda da área de petróleo e gás, mas a questão é quanto, qual a extensão disso e como está ocorrendo”, comenta ele. “Esse estudo certamente ajudará a melhorar nossa compreensão para a discussão científica a respeito do que está ocorrendo em Oklahoma”.

De acordo com Abers, o número de locais de injeção de água residual também parece estar aumentando, e o pesquisador aponta que a taxa permitida de água residual dobrou entre 2004 e 2008, e muito provavelmente aumentou desde então. Ainda de acordo com ele, vários terremotos no Texas nos últimos anos foram ligados à injeção de água residual, mas a escala desses eventos desaparece se comparada ao que está ocorrendo em Oklahoma. Também existem casos bem documentados de terremotos provocados por injeção de água residual em Ohio, Utah, Colorado e na Colúmbia Britânica, todos no ano passado.

Holland adicionou que esses eventos exigem discussões políticas e sociais. “Será que é tão importante produzir petróleo e gás em Oklahoma, e será que estamos dispostos a lidar com os problemas desses poços de despejo para produzir o petróleo e o gás que estamos acostumados a produzir?”, pergunta ele.

Abers aponta que serão necessárias pesquisas sobre o assunto para melhor compreender a complexidade desses processos conforme eles continuam a acontecer. “Eu acho que esse aumento na taxa de terremotos no centro do continente é realmente extraordinário e vai continuar, mas essa não é a última palavra sobre o assunto”, destaca Abers. “Claramente existe algo importante acontecendo por lá que precisamos observar para tentar entender”.
Scientific American Brasil

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Notícias Geografia Hoje

Incêndios ocultos na Amazônia desafiam cientistas

Fenômeno de difícil percepção por satélites destruiu área equivalente a dois Espíritos Santos de 1999 a 2010, diz Nasa



De seu escritório no Centro Espacial Goddard, da Nasa, Douglas Morton analisa um fenômeno oculto e danoso na Amazônia.

Doug Morton
Incêndios rente ao solo são de difícil percepção por satélites

São incêndios rente ao solo, de baixa intensidade e expansão lenta - meio metro por minuto -, mas capazes de manter suas chamas acesas por semanas e destruir áreas consideráveis de selva.

O fogo de sub-bosque (a área mais próxima ao solo) destruiu mais de 85 mil quilômetros quadrados no sul da Amazônia entre 1999 e 2010, segundo a Nasa, o equivalente a quase duas vezes a área do Espírito Santo.

Esses incêndios são um desafio para Morton e seus colegas da agência espacial dos EUA, porque os satélites, usados para detectar chamas muito maiores e mais destrutivas, não identificam facilmente fogo tão próximo do chão.

"A razão por que (os incêndios) são considerados ocultos é que o fogo queima o sub-bosque e a folhagem das árvores bloqueia o sinal do satélite", disse Morton.

Da sede da Nasa no Estado de Maryland, ele combina suas análises remotas com dados recolhidos em visitas a áreas afetadas em países como o Brasil, para onde viaja constantemente.

O uso de satélites

Embora os satélites tenham dificuldade para detectar incêndios que ocorrem sob as copas das árvores, Morton depende deles, pois existem áreas da Amazônia que só são acessíveis com ajuda remota.

"(Esses dados) são realmente importantes para estudar a dinâmica do ecossistema da floresta amazônica", disse.

Para evitar as dificuldades impostas pelas restrições dos satélites, Morton e sua equipe estão recorrendo ao que a Nasa descreveu como "técnica inovadora": em vez de se concentrar em encontrar incêndios ocultos ativos, o que eles fazem é analisar os danos que eles deixam para trás e a recuperação posterior da área.

Assim, por exemplo, foi possível determinar que, em épocas de grande atividade de incêndios ocultos, como os de 2005, 2007 e 2010, a área de floresta afetada foi consideravelmente maior do que a área de desmatamento para a agricultura, de acordo com um estudo publicado no ano passado.

A análise também permitiu concluir que os riscos para esses incêndios são particularmente ligados às alterações climáticas: condições específicas de seca, por exemplo, são ideais para esses incêndios se espalharem por grandes áreas.

Por outro lado, os incêndios que estão ligados ao desmatamento, um dos principais problemas na Amazônia, são movidos mais por pressões econômicas, tais como o uso da terra para a agricultura.

"Obviamente, é importante saber onde há incêndios hoje, mas é a informação temporal que nos ajuda a fazer a investigação, a entender como as variações climáticas e as forças econômicas estão mudando os padrões de incêndios", disse.

No ano passado, o governo informou que o desmatamento da Amazônia brasileira aumentou 28% em 12 meses.

Morton tem viajado frequentemente ao Brasil para entender o fenômeno. Sua última viagem à região amazônica foi em 2012, ao Estado do Pará, onde realizou medições na floresta.

Ele diz que o objetivo de suas viagens é vincular o conhecimento local com as observações remotas dos satélites. Assim, espera estudar as variações no uso da terra, as mudanças climáticas e como as pressões econômicas - por exemplo, para a agricultura - estão afetando a atividade dos incêndios.
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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Egito de ponta-cabeça


Há dois anos e meio, o país árabe enfrenta uma violenta crise política, econômica e social. A revolução que luta por democracia já derrubou o ditador Hosni Mubarak, em 2011, e, após um ano de governo militar interino, Mohammed Morsi foi eleito. Entretanto, acusado de traição e deposto, o poder que estava com Morsi voltou para as mãos dos militares

Maurício Barroso


Desde o dia 25 de janeiro de 2011, o Egito vive um caos político, econômico e social. Este processo teve início na Tunísia, com a chamada Primavera Árabe, revolução popular que exige maior democracia, e teve reflexo na região do Norte da África e no Oriente Médio. Os protestos antigoverno derrubaram, em menos de um mês, o então presidente Hosni Mubarak, que governou aquele país por 30 anos. Pouco mais de um ano depois, o candidato Mohammed Morsi, da Irmandade Mulçumana, foi eleito presidente em um pleito conturbado e com pouca adesão da população - o voto no Egito não é obrigatório.

Mesmo com uma maioria de votos discutível, Morsi ain- da representava a mudança. Contudo, no fim de dezem- bro do ano passado, após um referendo, ele oficializou uma nova e polêmica Constituição, que tinha preceitos religiosos e a perda de direitos sociais já conquistados.

Em julho deste ano, após um levante popular com 17 milhões de pessoas tomando as ruas do Cairo, o que já é considerado o maior protesto na história da humanidade, Mohammed Morsi foi deposto pelos militares.

Simpatizantes e agremiados da Irmandade Mulçumana, o maior e mais forte grupo político egípcio, saíram às ruas em protestos de apoio ao presidente deposto. A reação dos militares foi com munição pesada e, entre os dias 13 e 14 de agosto, aproximadamente 525 pessoas morreram. Esse número foi divulgado pelo Ministério da Saú- de do Egito. O porta-voz do governo, Mohamed Fathalá, disse que, do total de mortos, 482 eram manifestantes, além de 43 policiais. De acordo com dados oficiais, 3.717 pessoas ficaram feridas.

Dias depois do derramamento de sangue, as forças de segurança invadiram acampamentos de ativistas favo- ráveis a Morsi, destruíram barracas e carros e atacaram manifestantes. Em resposta à violência, o governo inte- rino do presidente Adly Mansour impôs estado de emer- gência e toque de recolher por um mês no Cairo e em mais 13 regiões. A onda de violência levou à renúncia do vice-presidente Mohamed ElBaradei, que disse que sua consciência estava perturbada com a perda de vidas, prin- cipalmente, pelas mortes que poderiam ter sido evitadas.

DÓLARES NORTE AMERICANOS
O apoio dos Estados Unidos ao Egito teve início na década de 1970. Ao assinar a paz com Israel, em 1979, o ditador da época, Anwar Sadat, tirou o país da influência da União Soviética. Dois pontos são cruciais para o apoio persistir por tanto tempo: o tratado de paz é fundamental para a segurança do Oriente Médio, e também de Israel, grande aliado dos EUA; além disso, o Egito controla o Canal de Suez, a mais importante rota comercial do mundo. Por isso, os EUA repassam àquele país US$ 1,5 bilhão anualmente. Grande parte deste dinheiro vai para os militares.

HOSNI MUBARAK
Apesar de ter obtido a liberdade condicional em um processo sobre corrupção, o ex-presidente do Egito Hosni Mubarak, de 85 anos, deixou o poder em 2011 e vai continuar preso, em decorrência de outras acusações. Mubarack é acusado de ser um dos responsáveis pela violência policial na contenção de manifestantes durante a onda de protestos que levaram à sua saída do poder, em fevereiro de 2011. Na ocasião, 850 pessoas morreram, de acordo com números oficiais.

LUTA POR DEMOCRACIA
Este período conturbado e violento que vive o Egito é um processo de luta por mais democracia, oriundo de uma juventude secularista, que exige o Estado lai- co, mas será que isso é possível em um país de origem teocrática? Para a historiadora e escritora Márcia Ca- margos, é difícil falar em democracia no modelo oci- dental, visto que a religião tem papel decisivo naquele país. "Estamos diante de uma série de novos desafios em termos de análise de política internacional, já que o Estado laico é a maior reivindicação dos jovens re- volucionários e, em contrapartida, existe a Irmandade Mulçumana, que defende um socialismo religioso", ex- plica ela. Márcia observa que o Alcorão, muitas vezes apontado como culpado por algumas posições funda- mentalistas, é, na verdade, avançado e reserva muitos direitos para as mulheres, por exemplo.

Manifestações violentas marcaram a derrubada do atual governo no Egito. Com os militares no poder, transição para a democracia deve demorar muitos anos e prejudicar ainda mais a economia do país, além dos direitos dos cidadãos

Sobre o fato da deposição de Mohammed Morsi ser um retrocesso em meio ao processo de democrati- zação do Egito, a historiadora argumenta, dizendo que a questão é complexa e controversa: "As eleições egípcias ocorreram sem alegria e tiveram uma grande abstenção. Então, dizer que ele [Morsi] teve, pelo me- nos, 50% da população a seu favor é um engano". Os números reforçam este pensamento, já que, nos dois dias da eleição do segundo turno, foram registrados apenas 24.965.772 milhões de votantes, o que repre- senta 49% do eleitorado.

Para a historiadora, o que aconteceu não foi uma des- mobilização política, mas um boicote ao pleito vindo dos jovens secularistas. "Este e outros fatos demonstram que Morsi não agradava e que estava bem distan- te de ser uma unanimidade"

Além de não ser uma unanimidade, Mohammed Morsi não queria ser candidato à presidência, mas foi forçado, pela Irmandade Muçulmana, a participar de um processo eleitoral conturbado, repleto de denúncias de fraude, com tendência de apoio ao candidato (herdeiro) de Mubarak, o seu ex-primeiro-ministro Ahmed Shafiq. Existia também a possi- bilidade de atentados.

Ainda no primeiro turno, já existiam notícias de frau- des. O candidato de esquerda, Hamdeen Sabahy, che- gou a apresentar um recurso para suspender a eleição presidencial do Egito, devido a alegadas irregularida- des de voto e um processo pendente contra Ahmed Shafiq de concorrer ao pleito.

ÚNICA ALTERNATIVA
Com a ausência no segundo turno do candidato da esquerda Sabahy, que tinha aceitação de boa parte dos secularistas, a única alternativa viável foi Morsi; este, no entanto, foi acusado de trair a revolução e de gover- nar para a sua agremiação (Irmandade Muçulmana), e não para os egípcios. O estopim para a sua queda foi o texto da nova Constituição, que retirava direitos já conquistados. "De maneira que ele [Morsi] foi um retrocesso, tendo também a Irmandade Mulçumana se engajado na Primavera Árabe a reboque. Quando percebeu que aquele processo não tinha volta e que era bem organizado, conseguiu dar força à mobilização", analisa Márcia Camargos. A postura da Irmandade Muçulmana, na opinião da estudiosa, foi um "aproveitamento" político de uma mobilização popular, fato que permitiu que eles (a Irmandade Muçulmana) elegessem seu presidente na ausência de outras organizações mais estruturadas. "Em terra de cego, quem tem um olho é rei", a historiadora lembra o ditado popular para explicar o cenário.

O momento atual no Egito é atípico. Os mesmos jovens que derrubaram o então presidente sentem uma indefinição e uma apreensão, porque, se Morsi não era unanimidade, os militares estão longe disso, mas alguns analistas internacionais acreditam que o exército seja a única força que poderia manter a ordem e dar continuidade ao processo democrático. "Da mesma maneira que os cientistas políticos quebram a cabeça para analisar o movimento recente no Brasil, o mesmo acontece em relação ao Egito, onde esses acontecimentos não podem ser analisados com fundamentos clássicos. É preciso pensar novos conceitos para se aprofundar neste processo", acredita Márcia Camargos.

EGITO
O Egito é um dos países mais populosos da África, com pouco mais de 81 milhões de habitantes. Metade da população egípcia vive nos centros urbanos, em especial no Cairo (sua capital), em Alexandria e em outras grandes cidades do Delta do Nilo, região de maior densidade demográfica. Com uma área de cerca de 1.001,450 km², o Egito limita-se a oeste com a Líbia, a sul com o Sudão e a leste com a Faixa de Gaza e Israel. O litoral norte é banhado pelo Mar Mediterrâneo; e o litoral oriental, pelo Mar Vermelho. A península do Sinai é banhada pelos Golfos de Suez e de Acaba.

IRMANDADE MULÇUMANA
Fundada em 1928, a Irmandade Muçulmana é uma instituição tão importante quanto o Exército na sociedade egípcia. Ao longo das décadas de autoritarismo militar, o grupo foi perseguido, mas conseguiu deixar raízes em diversos setores da sociedade egípcia, principalmente entre os pobres. Hoje, a Irmandade é considerada a principal força de um moderno fundamentalismo islâmico em todo o mundo árabe.

AJUDA FINANCEIRA
Em época de guerra, ou de grandes tensões, como é a situação do Egito, a economia não anda e seu reflexo é sentido no dia a dia, com a falta de abastecimento e de outros serviços, além de alimentos, por exemplo. Diante deste cenário, os países árabes estão prontos para ajudar o Egito, em meio ao agravamento da crise no país, após a morte de 750 pessoas em três dias de confrontos entre manifestantes e forças policiais. O chefe da diplomacia da Arábia Saudita, príncipe Saud Al Faisal, disse, em agosto, que os árabes estão dispostos a colaborar com os egípcios, para compensar a suspensão da ajuda de países do Ocidente.


"Em época de guerra, ou de grandes tensões, como é a situação do Egito, a economia não anda e seu reflexo é sentido no dia a dia, com a falta de abastecimento e de outros serviços, além de alimentos, por exemplo"

A declaração do príncipe ocorreu antes da reunião dos chanceleres dos 28 países da União Europeia, para analisar uma possível suspensão da ajuda financeira ao Egito, em resposta ao aumento da violência e da repressão no país.

Nos Estados Unidos (EUA), vários senadores, incluindo o ex-candidato presidencial do Partido Republicano John McCain, pediram ao governo a interrupção da assistência militar anual de US$ 1,3 bilhão ao Egito. Em tempo, Al Faisal criticou as posições dos países ocidentais. O governo da Arábia Saudita anunciou ajuda ao Egito no valor de US$ 5 bilhões, depois da destituição do poder de Mohamed Morsi. Os governos do Kuwait e dos Emirados Árabes Unidos, vizinhos e aliados da Arábia Saudita, também anunciaram apoio ao Egito. Ambos pretendem repassar, àquele país, de US$ 3 bilhões a US$ 4 bilhões.

Além da perda de apoio financeiro dos EUA, é provável que os militares percam também a ajuda militar. A chanceler alemã, Angela Merkel, disse, em agosto, que a Alemanha avaliará suas relações com o Egito e pode suspender a exportação de armamentos para o país. "Temos de reconsiderar a situação. Suspender a exportação de armas pode ser um caminho para deixar claro ao governo egípcio que a violência não é aceitável", disse a chefe de Estado, em entrevista a uma rede de te- levisão alemã. Na mesma onda, em represália ao derramamento de sangue, além de os senadores norte-americanos exigirem que os EUA cortem a assistência militar que fornecem àquele país, o presidente Barack Obama anunciou o cancela- mento de manobras militares conjuntas com o Exército egípcio, acrescentando que "condena ve- ementemente" as operações levadas a cabo pelas forças de segurança. Contudo, ele não se pronun- ciou sobre a ajuda financeira para fins militares.

Após essas declarações e pressões internacionais, o ministro das Relações Exteriores do Egito, Nabil Fahmi, disse que a ajuda estrangeira não deve implicar uma intervenção nos assuntos internos egípcios. Segundo Fahmi, o que acontece atualmente "é mais importante do que pensar na ajuda externa".

BRASIL
O governo brasileiro posicionou-se sobre os con- flitos entre militares e civis que deixaram centenas de mortos, e o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, Eduardo dos Santos, reiterou, em reunião com o embaixador do Egito em Brasília, Hossameldin Mohamed Ibrahim Zaki, que é responsabilidade do governo interino do presidente Adly Mansour proteger os civis. "À luz dos acontecimentos recentes, o Itamaraty expressa preocupação com a segurança de manifestantes civis desarmados e de nacionais brasileiros", diz, em nota divulgada no dia 16 de agosto. "O governo brasileiro recordou ao em- baixador [Hossameldin Zaki] o entendimento de que a responsabilidade pela proteção de civis e pela interrupção da violência recai sobre o gover- no interino egípcio", acrescenta.

Antes do Brasil, outros países já haviam feito o mesmo. Os governos do Equador e de vários países europeus haviam convocado os embaixadores para cobrar explicações sobre a onda de violência. Desde junho, os protestos tornaram-se frequentes no país. Ativistas favoráveis e contrários ao pre- sidente deposto, Mohamed Mursi, enfrentam-se nas ruas do Cairo, a capital, e nas principais cidades do país.

Para a historiadora Márcia Camargos, o que aconteceu no Egito não foi surpresa, já que existia uma onda de insatisfação que, hoje, virou um tsunami. Contudo, existe pressa por mudança, a população sofre com o desemprego, a falta de alimento e não há perspectiva de dias mais agradáveis. "É uma situação desesperadora, é complicado pedir para a população esperar mais um ano por melhoras", finaliza.

CRONOLOGIA DO CAOS NO EGITO
25 de janeiro de 2011
Início dos protestos na Praça Tahrir.
11 de fevereiro de 2011
Presidente Hosni Mubarak renuncia.
24 de junho de 2012
Mohammed Morsi, candidato da Irmandade Muçulmana, vence as eleições presidenciais.
26 de dezembro de 2012
Após referendo, Morsi oficializa uma nova e polêmica Constituição.
3 de julho de 2013
Morsi é deposto pelos militares, após 17 milhões de pessoas tomarem as ruas em protesto contra o seu governo.
14 de agosto de 2013
Centenas de simpatizantes de Morsi são mortos, em meio à tentativa das tropas de esvaziarem protestos de apoio ao presidente deposto.

TEOCRACIA
Forma de governo em que os membros da igreja interpretam as leis e têm autoridade tanto em assuntos cívicos quanto religiosos. Exemplos atuais de regimes deste tipo são o Vaticano, dirigido pela Igreja Católica e tendo como chefe de Estado o papa; o Irã, controlado pelos aiatolás (líderes religiosos islâmicos) desde a Revolução Islâmica, em 1979; e Israel, oficialmente um Estado judeu.

ESTADO LAICO
Um Estado laico defende a liberdade religiosa para todos os seus cidadãos e não permite a interferência de correntes religiosas em matérias sociopolíticas e culturais.

Fontes: Agência Brasil, BBC Brasil, Folha de S.Paulo e Estado de S.Paulo
Revista Geografia - Conhecimento Prático

terça-feira, 1 de julho de 2014

Notícias Geografia Hoje

Grupo islâmico anuncia criação de califado no Iraque e na Síria; entenda



O Isis tenta trazer de volta a noção puritana do Islamismo

O grupo militante Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isis, sigla em inglês) anunciou a criação de um califado, ou Estado Islâmico, nas áreas sob o seu controle no Iraque e na Síria.

O Estado Islâmico se estenderia de Aleppo, no norte sírio, até a província de Diyala, no leste iraquiano.

O grupo proclamou seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, como califa e "líder dos muçulmanos em todo lugar". Ele será chamado de "Califa Ibrahim".

O editor da BBC Árabe, Mohamed Yehia, explica abaixo o que o anúncio representa e suas consequências no Oriente Médio:

A palavra "califado" em árabe significa, literalmente, o processo de escolher um líder (o califa) para muçulmanos ao redor do mundo.

O termo também se refere ao sistema de governo que começou após a morte do profeta Maomé. O último califado foi o Império Otomano, e foi abolido pelo nacionalista e secular líder turco Mustafa Kamal Ataturk em 1924.

O Isis está agora tentando trazer de volta a noção puritana do Islamismo, e se apresentar como líder de todos os mulçumanos.

Essa é uma iniciativa tomada por uma linha extremamente dura do grupo sunita, e não será reconhecida pelo Irã, ou pelos mulçumanos xiitas, assim como pela Arábia Saudita, que se vê como zeladora dos lugares mais sagrados do Islamismo.

Estados e comunidades mulçumanas moderadas também rejeitam esse movimento, e todos os governos da região veem o auto-declarado "Estado Islâmico" como uma ameaça, e perigo de segurança.

O Isis estabeleceu o sistema em partes da Síria e do Iraque, e o maior perigo que o "Estado Islâmico" (IS, na sigla em inglês) apresenta atualmente é aos países vizinhos da Síria e do Iraque, como Líbano, Jordânia, e Arábia Saudita.

O risco para países mulçumanos sunitas é mais interno que externo, caso grupos locais decidam se juntar ao IS e começar a confrontar autoridades e se armar.

O Irã não está sob risco direto por ser uma grande potência militar xiita na região e capaz de deter qualquer ameaça territorial, mas verá a ascensão de um grupo sunita ultramente fundamentalista como o IS como uma ameaça ao seu poder regional e esfera de influência.

O Isis vai querer atrair mais recrutas e expandir ou consolidar seu poder.

O grupo pediu à todos os grupos jihadistas sunitas que jurassem lealdade, e como tal, grupos afiliados à linha dura da Al-Qaeda têm escolhas difíceis para fazer.

Eles tanto podem lutar contra o IS, da mesma forma que grupos como o Jabhat Al Nusra - o afiliado oficial da Al-Qaeda na Síria - tem feito, ou sucumbir ao Isis, ou desafiar e arriscar ser marginalizado em decorrência do sucesso do Isis e se tornar irrelavante.
BBC Brasil

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Grupo islâmico anuncia criação de califado no Iraque e na Síria; entenda



O Isis tenta trazer de volta a noção puritana do Islamismo

O grupo militante Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isis, sigla em inglês) anunciou a criação de um califado, ou Estado Islâmico, nas áreas sob o seu controle no Iraque e na Síria.

O Estado Islâmico se estenderia de Aleppo, no norte sírio, até a província de Diyala, no leste iraquiano.

O grupo proclamou seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, como califa e "líder dos muçulmanos em todo lugar". Ele será chamado de "Califa Ibrahim".

O editor da BBC Árabe, Mohamed Yehia, explica abaixo o que o anúncio representa e suas consequências no Oriente Médio:

A palavra "califado" em árabe significa, literalmente, o processo de escolher um líder (o califa) para muçulmanos ao redor do mundo.

O termo também se refere ao sistema de governo que começou após a morte do profeta Maomé. O último califado foi o Império Otomano, e foi abolido pelo nacionalista e secular líder turco Mustafa Kamal Ataturk em 1924.

O Isis está agora tentando trazer de volta a noção puritana do Islamismo, e se apresentar como líder de todos os mulçumanos.

Essa é uma iniciativa tomada por uma linha extremamente dura do grupo sunita, e não será reconhecida pelo Irã, ou pelos mulçumanos xiitas, assim como pela Arábia Saudita, que se vê como zeladora dos lugares mais sagrados do Islamismo.

Estados e comunidades mulçumanas moderadas também rejeitam esse movimento, e todos os governos da região veem o auto-declarado "Estado Islâmico" como uma ameaça, e perigo de segurança.

O Isis estabeleceu o sistema em partes da Síria e do Iraque, e o maior perigo que o "Estado Islâmico" (IS, na sigla em inglês) apresenta atualmente é aos países vizinhos da Síria e do Iraque, como Líbano, Jordânia, e Arábia Saudita.

O risco para países mulçumanos sunitas é mais interno que externo, caso grupos locais decidam se juntar ao IS e começar a confrontar autoridades e se armar.

O Irã não está sob risco direto por ser uma grande potência militar xiita na região e capaz de deter qualquer ameaça territorial, mas verá a ascensão de um grupo sunita ultramente fundamentalista como o IS como uma ameaça ao seu poder regional e esfera de influência.

O Isis vai querer atrair mais recrutas e expandir ou consolidar seu poder.

O grupo pediu à todos os grupos jihadistas sunitas que jurassem lealdade, e como tal, grupos afiliados à linha dura da Al-Qaeda têm escolhas difíceis para fazer.

Eles tanto podem lutar contra o IS, da mesma forma que grupos como o Jabhat Al Nusra - o afiliado oficial da Al-Qaeda na Síria - tem feito, ou sucumbir ao Isis, ou desafiar e arriscar ser marginalizado em decorrência do sucesso do Isis e se tornar irrelavante.
BBC Brasil

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Grupo islâmico anuncia criação de califado no Iraque e na Síria; entenda



O Isis tenta trazer de volta a noção puritana do Islamismo

O grupo militante Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isis, sigla em inglês) anunciou a criação de um califado, ou Estado Islâmico, nas áreas sob o seu controle no Iraque e na Síria.

O Estado Islâmico se estenderia de Aleppo, no norte sírio, até a província de Diyala, no leste iraquiano.

O grupo proclamou seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, como califa e "líder dos muçulmanos em todo lugar". Ele será chamado de "Califa Ibrahim".

O editor da BBC Árabe, Mohamed Yehia, explica abaixo o que o anúncio representa e suas consequências no Oriente Médio:

A palavra "califado" em árabe significa, literalmente, o processo de escolher um líder (o califa) para muçulmanos ao redor do mundo.

O termo também se refere ao sistema de governo que começou após a morte do profeta Maomé. O último califado foi o Império Otomano, e foi abolido pelo nacionalista e secular líder turco Mustafa Kamal Ataturk em 1924.

O Isis está agora tentando trazer de volta a noção puritana do Islamismo, e se apresentar como líder de todos os mulçumanos.

Essa é uma iniciativa tomada por uma linha extremamente dura do grupo sunita, e não será reconhecida pelo Irã, ou pelos mulçumanos xiitas, assim como pela Arábia Saudita, que se vê como zeladora dos lugares mais sagrados do Islamismo.

Estados e comunidades mulçumanas moderadas também rejeitam esse movimento, e todos os governos da região veem o auto-declarado "Estado Islâmico" como uma ameaça, e perigo de segurança.

O Isis estabeleceu o sistema em partes da Síria e do Iraque, e o maior perigo que o "Estado Islâmico" (IS, na sigla em inglês) apresenta atualmente é aos países vizinhos da Síria e do Iraque, como Líbano, Jordânia, e Arábia Saudita.

O risco para países mulçumanos sunitas é mais interno que externo, caso grupos locais decidam se juntar ao IS e começar a confrontar autoridades e se armar.

O Irã não está sob risco direto por ser uma grande potência militar xiita na região e capaz de deter qualquer ameaça territorial, mas verá a ascensão de um grupo sunita ultramente fundamentalista como o IS como uma ameaça ao seu poder regional e esfera de influência.

O Isis vai querer atrair mais recrutas e expandir ou consolidar seu poder.

O grupo pediu à todos os grupos jihadistas sunitas que jurassem lealdade, e como tal, grupos afiliados à linha dura da Al-Qaeda têm escolhas difíceis para fazer.

Eles tanto podem lutar contra o IS, da mesma forma que grupos como o Jabhat Al Nusra - o afiliado oficial da Al-Qaeda na Síria - tem feito, ou sucumbir ao Isis, ou desafiar e arriscar ser marginalizado em decorrência do sucesso do Isis e se tornar irrelavante.
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Grupo islâmico anuncia criação de califado no Iraque e na Síria; entenda



O Isis tenta trazer de volta a noção puritana do Islamismo

O grupo militante Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isis, sigla em inglês) anunciou a criação de um califado, ou Estado Islâmico, nas áreas sob o seu controle no Iraque e na Síria.

O Estado Islâmico se estenderia de Aleppo, no norte sírio, até a província de Diyala, no leste iraquiano.

O grupo proclamou seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, como califa e "líder dos muçulmanos em todo lugar". Ele será chamado de "Califa Ibrahim".

O editor da BBC Árabe, Mohamed Yehia, explica abaixo o que o anúncio representa e suas consequências no Oriente Médio:

A palavra "califado" em árabe significa, literalmente, o processo de escolher um líder (o califa) para muçulmanos ao redor do mundo.

O termo também se refere ao sistema de governo que começou após a morte do profeta Maomé. O último califado foi o Império Otomano, e foi abolido pelo nacionalista e secular líder turco Mustafa Kamal Ataturk em 1924.

O Isis está agora tentando trazer de volta a noção puritana do Islamismo, e se apresentar como líder de todos os mulçumanos.

Essa é uma iniciativa tomada por uma linha extremamente dura do grupo sunita, e não será reconhecida pelo Irã, ou pelos mulçumanos xiitas, assim como pela Arábia Saudita, que se vê como zeladora dos lugares mais sagrados do Islamismo.

Estados e comunidades mulçumanas moderadas também rejeitam esse movimento, e todos os governos da região veem o auto-declarado "Estado Islâmico" como uma ameaça, e perigo de segurança.

O Isis estabeleceu o sistema em partes da Síria e do Iraque, e o maior perigo que o "Estado Islâmico" (IS, na sigla em inglês) apresenta atualmente é aos países vizinhos da Síria e do Iraque, como Líbano, Jordânia, e Arábia Saudita.

O risco para países mulçumanos sunitas é mais interno que externo, caso grupos locais decidam se juntar ao IS e começar a confrontar autoridades e se armar.

O Irã não está sob risco direto por ser uma grande potência militar xiita na região e capaz de deter qualquer ameaça territorial, mas verá a ascensão de um grupo sunita ultramente fundamentalista como o IS como uma ameaça ao seu poder regional e esfera de influência.

O Isis vai querer atrair mais recrutas e expandir ou consolidar seu poder.

O grupo pediu à todos os grupos jihadistas sunitas que jurassem lealdade, e como tal, grupos afiliados à linha dura da Al-Qaeda têm escolhas difíceis para fazer.

Eles tanto podem lutar contra o IS, da mesma forma que grupos como o Jabhat Al Nusra - o afiliado oficial da Al-Qaeda na Síria - tem feito, ou sucumbir ao Isis, ou desafiar e arriscar ser marginalizado em decorrência do sucesso do Isis e se tornar irrelavante.
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Grupo islâmico anuncia criação de califado no Iraque e na Síria; entenda



O Isis tenta trazer de volta a noção puritana do Islamismo

O grupo militante Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isis, sigla em inglês) anunciou a criação de um califado, ou Estado Islâmico, nas áreas sob o seu controle no Iraque e na Síria.

O Estado Islâmico se estenderia de Aleppo, no norte sírio, até a província de Diyala, no leste iraquiano.

O grupo proclamou seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, como califa e "líder dos muçulmanos em todo lugar". Ele será chamado de "Califa Ibrahim".

O editor da BBC Árabe, Mohamed Yehia, explica abaixo o que o anúncio representa e suas consequências no Oriente Médio:

A palavra "califado" em árabe significa, literalmente, o processo de escolher um líder (o califa) para muçulmanos ao redor do mundo.

O termo também se refere ao sistema de governo que começou após a morte do profeta Maomé. O último califado foi o Império Otomano, e foi abolido pelo nacionalista e secular líder turco Mustafa Kamal Ataturk em 1924.

O Isis está agora tentando trazer de volta a noção puritana do Islamismo, e se apresentar como líder de todos os mulçumanos.

Essa é uma iniciativa tomada por uma linha extremamente dura do grupo sunita, e não será reconhecida pelo Irã, ou pelos mulçumanos xiitas, assim como pela Arábia Saudita, que se vê como zeladora dos lugares mais sagrados do Islamismo.

Estados e comunidades mulçumanas moderadas também rejeitam esse movimento, e todos os governos da região veem o auto-declarado "Estado Islâmico" como uma ameaça, e perigo de segurança.

O Isis estabeleceu o sistema em partes da Síria e do Iraque, e o maior perigo que o "Estado Islâmico" (IS, na sigla em inglês) apresenta atualmente é aos países vizinhos da Síria e do Iraque, como Líbano, Jordânia, e Arábia Saudita.

O risco para países mulçumanos sunitas é mais interno que externo, caso grupos locais decidam se juntar ao IS e começar a confrontar autoridades e se armar.

O Irã não está sob risco direto por ser uma grande potência militar xiita na região e capaz de deter qualquer ameaça territorial, mas verá a ascensão de um grupo sunita ultramente fundamentalista como o IS como uma ameaça ao seu poder regional e esfera de influência.

O Isis vai querer atrair mais recrutas e expandir ou consolidar seu poder.

O grupo pediu à todos os grupos jihadistas sunitas que jurassem lealdade, e como tal, grupos afiliados à linha dura da Al-Qaeda têm escolhas difíceis para fazer.

Eles tanto podem lutar contra o IS, da mesma forma que grupos como o Jabhat Al Nusra - o afiliado oficial da Al-Qaeda na Síria - tem feito, ou sucumbir ao Isis, ou desafiar e arriscar ser marginalizado em decorrência do sucesso do Isis e se tornar irrelavante.
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Grupo islâmico anuncia criação de califado no Iraque e na Síria; entenda



O Isis tenta trazer de volta a noção puritana do Islamismo

O grupo militante Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isis, sigla em inglês) anunciou a criação de um califado, ou Estado Islâmico, nas áreas sob o seu controle no Iraque e na Síria.

O Estado Islâmico se estenderia de Aleppo, no norte sírio, até a província de Diyala, no leste iraquiano.

O grupo proclamou seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, como califa e "líder dos muçulmanos em todo lugar". Ele será chamado de "Califa Ibrahim".

O editor da BBC Árabe, Mohamed Yehia, explica abaixo o que o anúncio representa e suas consequências no Oriente Médio:

A palavra "califado" em árabe significa, literalmente, o processo de escolher um líder (o califa) para muçulmanos ao redor do mundo.

O termo também se refere ao sistema de governo que começou após a morte do profeta Maomé. O último califado foi o Império Otomano, e foi abolido pelo nacionalista e secular líder turco Mustafa Kamal Ataturk em 1924.

O Isis está agora tentando trazer de volta a noção puritana do Islamismo, e se apresentar como líder de todos os mulçumanos.

Essa é uma iniciativa tomada por uma linha extremamente dura do grupo sunita, e não será reconhecida pelo Irã, ou pelos mulçumanos xiitas, assim como pela Arábia Saudita, que se vê como zeladora dos lugares mais sagrados do Islamismo.

Estados e comunidades mulçumanas moderadas também rejeitam esse movimento, e todos os governos da região veem o auto-declarado "Estado Islâmico" como uma ameaça, e perigo de segurança.

O Isis estabeleceu o sistema em partes da Síria e do Iraque, e o maior perigo que o "Estado Islâmico" (IS, na sigla em inglês) apresenta atualmente é aos países vizinhos da Síria e do Iraque, como Líbano, Jordânia, e Arábia Saudita.

O risco para países mulçumanos sunitas é mais interno que externo, caso grupos locais decidam se juntar ao IS e começar a confrontar autoridades e se armar.

O Irã não está sob risco direto por ser uma grande potência militar xiita na região e capaz de deter qualquer ameaça territorial, mas verá a ascensão de um grupo sunita ultramente fundamentalista como o IS como uma ameaça ao seu poder regional e esfera de influência.

O Isis vai querer atrair mais recrutas e expandir ou consolidar seu poder.

O grupo pediu à todos os grupos jihadistas sunitas que jurassem lealdade, e como tal, grupos afiliados à linha dura da Al-Qaeda têm escolhas difíceis para fazer.

Eles tanto podem lutar contra o IS, da mesma forma que grupos como o Jabhat Al Nusra - o afiliado oficial da Al-Qaeda na Síria - tem feito, ou sucumbir ao Isis, ou desafiar e arriscar ser marginalizado em decorrência do sucesso do Isis e se tornar irrelavante.
BBC Brasil

O que é um califado?

O que é um califado? Entenda o anúncio de grupo rebelde

Mohamed Yehia

BBC Árabe
O Isis tenta trazer de volta a noção puritana do Islamismo

A palavra "califado" em árabe significa, literalmente, o processo de escolher um líder (o califa) para mulçumanos ao redor do mundo.

O termo também se refere ao sistema de governo que começou após a morte do profeta Mohamed. O último califado foi o Império Otomano, e foi abolido pelo nacionalista e secular líder turco Mustafa Kamal Ataturk em 1924.

O Isis está agora tentando trazer de volta a noção puritana do Islamismo, e se apresentar como líder de todos os mulçumanos.

Essa é uma iniciativa tomada por uma linha extremamente dura do grupo sunita, e não será reconhecida pelo Irã, ou pelos mulçumanos xiitas, assim como pela Arábia Saudita, que se vê como zeladora dos lugares mais sagrados do Islamismo.

Estados e comunidades mulçumanas moderadas também rejeitam esse movimento, e todos os governos da região veem o auto-declarado "Estado Islâmico" como uma ameaça, e perigo de segurança.

O Isis estabeleceu o sistema em partes da Síria e do Iraque, e o maior perigo que o "Estado Islâmico" (IS, na sigla em inglês) apresenta atualmente é aos países vizinhos da Síria e do Iraque, como Líbano, Jordânia, e Arábia Saudita.

O risco para países mulçumanos sunitas é mais interno que externo, caso grupos locais decidam se juntar ao IS e começar a confrontar autoridades e se armar.

O Irã não está sob risco direto por ser uma grande potência militar xiita na região e capaz de deter qualquer ameaça territorial, mas verá a ascensão de um grupo sunita ultramente fundamentalista como o IS como uma ameaça ao seu poder regional e esfera de influência.

O Isis vai querer atrair mais recrutas e expandir ou consolidar seu poder.

O grupo pediu à todos os grupos jihadistas sunitas que jurassem lealdade, e como tal, grupos afiliados à linha dura da Al-Qaeda têm escolhas difíceis para fazer.

Eles tanto podem lutar contra o IS, da mesma forma que grupos como o Jabhat Al Nusra - o afiliado oficial da Al-Qaeda na Síria - tem feito, ou sucumbir ao Isis, ou desafiar e arriscar ser marginalizado em decorrência do sucesso do Isis e se tornar irrelavante.
BBC Brasil

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Rebeldes declaram Estado Islâmico no Iraque e Síria


Os militantes do Isis dizem que querem ser conhecidos como "Estado Islâmico"

O grupo militante Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isis, sigla em inglês) disse ter estabelecido um califado, ou Estado Islâmico, nas áreas sob o seu controle no Iraque e na Síria.

O grupo proclamou seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, como califa e "líder dos muçulmanos em todo lugar". Ele será chamado de "Califa Ibrahim".

O anúncio foi difundido através de um áudio postado na internet. Nele, os rebeldes exigiram que todos os mulçumanos "jurem lealdade" ao novo governante e "rejeitem a democracia e outros tipos de lixo do Ocidente".

O Estado Islâmico se estenderia de Aleppo, no norte da Síria, até a província de Diyala, no leste do Iraque.
Contraofensiva

Porém os avanços do grupo rebelde continuam sendo disputados pelo exército iraquiano, que no domingo continuou a ofensiva para recuperar a cidade de Tikrit, no norte do país.

Jatos do governo iraquiano atacaram áreas rebeldes e confrontos foram desencadeados em partes de Tikrit, segundo testemunhas.

Segundo testemunhas, a proteção dos rebeldes em torno da cidade foi reforçada por um grande número de explosivos improvisados.

Após encontrar forte resistência no sábado, tropas do governo recuaram para a cidade de Dijla.

"As forças de segurança estão avançando de áreas diferentes", disse o tenente-general iraquiano Qassen Atta a jornalistas.

O Iraque disse no domingo que recebeu a primeira carga de jatos militares pedida à Rússia para ajudar no combate aos rebeldes.
Forças curdas estão envolvidas em batalhas contra os rebeldes no norte do Iraque


Testemunhas e jornalistas disseram à BBC que o forte confronto nos últimos dois dias causou muitas mortes nos dois lados.

Segundo relatos, os insurgentes teriam derrubado um helicóptero e capiturado o piloto.
Israel

Em resposta às conquistas feitas por insurgentes sunitas no Iraque, o primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu a criação de um Estado curdo independente no Iraque.

Em um discurso em Tel Aviv, ele disse que os curdos "são uma nação de guerreiros", "provaram compromisso político" e "são dignos de independência".

Refugiados continuam fugindo para o Curdistão iraquiano para escapar dos confrontos

No semana passada, o líder curdo-iraquiano Massoud Barzani disse à rede americana CNN que "chegou a hora de o povo curdo determinar seu futuro".

Correspondentes dizem que os curdos há muito tempos desejam um Estado independente, mas permanecem divididos entre Síria e Turquia, Irã e Iraque.

A comunidade internacional, incluindo a vizinha Turquia e os Estados Unidos, são contra a divisão do Iraque.
BBC Brasil

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