segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Notícias Geografia Hoje


A revolução foi pior para a Líbia do que Khadafi?
James Robbins
Gaddafi comandou um brutal regime na Líbia e foi derrubado em 2011

Quando a cura é pior que a doença? Esta é uma pergunta sem resposta, mas quando se trata da Líbia pós-revolução, é uma questão a ser analisada.

A doença era a tirania brutal de Muamar Khadafi. A cura foi uma revolução apoiada por ataques aéreos internacionais, sucedida por um Estado fracassado que se tornou um campo para extremistas islâmicos.

Diplomatas tendem a ser otimistas profissionais. A maioria acredita que é possível chegar-se a um bom RESULTADO em quase qualquer crise - pelo menos na teoria. Mas conversar sobre o colapso da Líbia é um teste duro para o sangue frio que eles costumam ter.

Sempre que, por exemplo, há algum pequeno sinal de progresso em meio a um aparente desastre, diplomatas britânicos costumam falar em "progresso na direção certa". Mas ninguém usa essa frase sobre a Líbia atual.

Em vez disso, os conselhos de viagem emitidos pela chancelaria britânica não deixam espaço para dúvidas. "Desaconselha-se qualquer viagem à Líbia devidos aos combates e a GRANDE instabilidade no país".

"Cidadãos britânicos na Líbia são instados a deixar imediatamente (o país) por meios comerciais. A embaixada britânica em Trípoli foi fechada temporariamente e não é possível prestar assistência consular".

O alerta foi seguido pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas esta semana, ao anunciar sanções CONTRA dois grupos islâmicos líbios acusados de terem ligações com o grupo Al-Qaeda no Magrebe Islâmico.

O governo britânico não chega a dizer que a Líbia está em colapso total mas analistas são MAIS diretos.
Forças rebeldes

O grupo de estudos Menas aponta para a decisão extraordinária da Suprema Corte da Líbia que considerou a Câmara dos Deputados do país inconstitucional.

"Esta decisão foi especialmente chocante para a Câmara", disse o Menas, "já que a decisão do tribunal era sobre se a realização de suas sessões (na cidade de) Tobruk era LEGAL ou não.

"Por isso, a decisão de que a própria existência da Câmara (ao invés apenas sobre a sua localização) é ilegal foi um GRANDE golpe contra o Parlamento. O tribunal também determinou que sua decisão não pode ser apelada e que todas as decisões tomadas pela Câmara deveriam ser consideradas nulas e sem efeito".

Facções rivais e forças do governo se enfrentam constantemente na Líbia

Então, o que aconteceu com o país "libertado" em 2011 de décadas de ditadura Khadafi?

Ocorreu-se o colapso - previsto por muitos especialistas - de uma frágil aliança de conveniência entre os rebeldes.

Em junho de 2014, a Líbia realizou sua segunda eleição nacional desde a derrubada de Khadafi. Mas poucos meses depois de ser eleito, o novo Parlamento foi forçado a deixar a CAPITAL, Tripoli, expulso por islamistas e milícias tribais em um país fragmentado e excessivamente armado.

A Câmara dos Deputados foi forçada a um exílio interno, reunindo-se na cidade de Tobruk, perto da fronteira leste da Líbia. Os islamitas têm a sua própria legislatura alternativa em Trípoli, o Conselho Nacional Geral.

Analistas apontam que, além do efeito desastroso desta ruptura interna, a guerra civil é um golpe fatal nas perspectivas de investimento estrangeiro, vitais para a Líbia. Quem deve negociar com os investidores? Há qualquer lugar do país que seja seguro para eles investirem?
Luz no fim do túnel?

Há alguma esperança de uma cura para a Líbia?

Os Estados Unidos foram forçados a deixar o país. A embaixada americana agora tem sede em Malta, despojada da maior parte de sua influência. Diplomatas britânicos trabalham na embaixada em Túnis.

A ONU está tentando atuar como mediadora entre as facções rivais mas, até agora, sem sucesso - o que não é totalmente surpreendente já que acredita-se haver mais de 1.700 diferentes grupos espalhados por todo o país brigando por poder.

A inteligência ocidental tende a confirmar a crescente infiltração de extremistas islâmicos, o surgimento de grupos ativamente envolvidos com o grupo 'Estado Islâmico' ou pelo menos simpáticos à ideia de um califado conquistar o que for possível no Norte da África e o Oriente Médio.

A Líbia pode tornar a situação grotesca na Síria parecer relativamente simples.

Mas nada disso equivale a dizer que a Líbia era melhor sob Khadafi. Foi o controle absoluto, disfarçado de ideologia, imposto por ele e sua família que destruiu qualquer fundação de um governo representativo.

Muamar Khadafi foi uma doença terrível. E a cura ainda não foi encontrada.
BBC Brasil

Notícias Geografia Hoje

Após 'trégua', 1 mil já morreram por conflito na Ucrânia, diz ONU

Relatório do Escritório do Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos descreve "colapso total da lei e da ordem" no leste do país

Uma média de 13 pessoas foi morta diariamente no leste da Ucrânia desde que passou a vigorar o cessar-fogo firmado no início de setembro, afirmou nesta quinta-feira o Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (EACDH).

Segundo a ONU, 957 pessoas morreram em meio à escalada de violência dos dois lados do conflito, que opõe o governo ucraniano a rebeldes separatistas pró-Rússia.

Um novo relatório da EACDH evidencia o "colapso total da lei e da ordem" nas cidades de DONETSK e Luhansk, controladas pelos insurgentes.

O INFORME também destaca as acusações de abusos supostamente praticados por forças do governo.

Desde o início do confronto, a Rússia vem sendo repetidamente acusada de incentivar a violência ao fornecer armas aos rebeldes – alegação negada por Moscou.

O primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, acusou a Rússia nesta quinta-feira de BUSCAR "deliberadamente uma guerra de larga escala".

Segundo afirmou Yatseniuk a jornalistas, as ações do presidente da Rússia,Vladimir Putin, "são uma ameaça a todo mundo, à ordem global, à paz global".

Em outro desdobramento do conflito, Dalia Grybauskaite, presidente da Lituânia, país que integra a Otan e é membro da União Europeia, descreveu a Rússia COMO "um Estado terrorista" em entrevista a uma rádio.

Enquanto isso, Putin afirmou durante um encontro em Moscou que a "onda das chamadas revoluções coloridas" (levantes populares na Ucrânia, Geórgia e Quirguistão" vem provocando "consequências trágicas".

"Para nós é uma lição e um ALERTA", disse Putin em reunião no Conselho de Segurança da Rússia. "Devemos fazer tudo que é necessário para que nada parecido jamais aconteça na Rússia".


O cessar-fogo, firmado no dia 5 de setembro, não interrompeu o ciclo de violênciaSoldados e milícias ainda atuam no leste da Ucrânia; confrontos com rebeldes pró-Rússia são frequentes
'Colapso total'

O conflito entre o governo ucraniano e rebeldes separatistas pró-Rússia teve início no leste da Ucrânia em abril deste ano, quando Kiev lançou uma operação para retomar o CONTROLE de áreas dominadas pelos insurgentes, após a anexação da península da Crimeia por Moscou.

Desde que o confronto começou, CERCA de 900 mil pessoas já abandonaram suas casas. Desse total, 400 mil fugiram para a Rússia, informou o relatório da ONU, que cobre o período até o último dia 31 de outubro.

Os novos dados sobre as mortes em decorrência do conflito, contidos em um comunicado de imprensa de 18 de novembro, registram que outras 9.921 pessoas ficaram feridas no conflito.

Das 957 pessoas mortas desde o cessar-fogo, 119 eram mulheres, acrescenta a ONU. No total, pelo menos 4.317 pessoas foram mortas desde o conflito eclodiu em abril.

No relatório divulgado nesta quinta-feira, a ONU descreve a situação no leste da Ucrânia como "um colapso total da lei e da ordem, e uma falta de proteção de direitos humanos para a população" especialmente nas regiões de DONETSK e Luhansk.

O informe assinala que "casos de abusos de direitos humanos por grupos armados continuam a ser REGISTRADOS, incluindo tortura, arbitrariedade e detenção incomunicável, execuções sumárias, trabalho forçado, violência sexual e destruição e apropriação ilegal de propriedade."
Relatório da ONU registrou abusos de ambos os lados do conflito

Tais abusos, segundo a ONU, "podem ser considerados CRIMES CONTRA a humanidade".

Para as Nações Unidas, os direitos humanos estão sendo diretamente afetados, pela GRANDE quantidade de armas e de rebeldes que incluem "funcionários da Federação Russa".

Forças do governo da Ucrânia e milícias que lutam voluntariamente contra os rebeldes também vêm sendo acusadas por abusos dos direitos humanos tais como detenção ilegal, tortura e maus-tratos, diz o relatório.

A ONU também pede uma investigação completa do uso de bombas de fragmentação no conflito. O governo da Ucrânia foi acusado pela ONG HUMAN RIGHTS Watch no mês passado por usar armas em áreas residenciais, uma alegação que Kiev nega.

Sob fogo

O Ocidente acusa a Rússia de estar por trás do confronto armado, financiando os rebeldes que lutam CONTRA o governo de Kiev

Como parte da trégua firmada na capital bielorrussa, Minsk, MONITORES do órgão de segurança da Europa, OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, na sigla em inglês), inspecionaram as áreas no leste da Ucrânia que fazem fronteira com a Rússia.

Eles reclamaram que foram recebidos a tiros na quarta-feira por soldados uniformizados operando nos territórios controlados pelo governo.

Dois tiros foram disparados CONTRA o comboio da OSCE perto de Mariinka, a 15 km a oeste da Donetsk, de uma distância de cerca de 80 metros, afirmou o órgão, mas ninguém se feriu.

Uma porta-voz da OSCE se recusou a especular se soldados do governo ucraniano estariam envolvidos na ação.

Raio-X do conflito na Ucrânia

Familiares choram no enterro dos jovens Andrei Yeliseyev (18) e Daniil Kuznetsov (14), mortos por bombardeios em DONETSK

4,317 mortos desde abril, 957 deles desde a trégua de 5 de setembro, e 9.921 feridos.

466,829 desabrigados dentro da Ucrânia

454,339 refugiados morando no exterior, 387,355 deles na Rússia
BBC Brasil

Cinco pontos para entender o impasse sobre o programa nuclear do Irã


O Irã diz que seu PROGRAMA é pacífico, para a produção de energia, e rejeita as acusações de que o objetivo é a construção de armas nucleares

O governo americano sugeriu ao Irã que seja estendido o prazo FINAL (esta segunda-feira) para que se chegue a um acordo sobre o polêmico PROGRAMA nuclear de Teerã.

Diplomatas americanos disseram que o secretário de Estado do país, John Kerry, fez essa proposta ao chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, durante reuniões em Viena, onde ocorrem as negociações com potências ocidentais.

Os ESTADOS UNIDOS negaram uma afirmação feita por diplomatas iranianos de que um acordo parcial estava próximo de ser fechado.

França, Grã-Bretanha, ESTADOS UNIDOS e outras potências pretendem coibir o PROGRAMA nuclear iraniano e, em contrapartida, oferecem a redução das sanções internacionais que recaem sobre o país.

Obama afirmou estar confiante de que se for fechado um acordo sobre a capacidade nuclear do Irã, ele consegue persuadir o Congresso e o público americano a aceitá-lo.

O Irã diz que seu programa é pacífico, para a produção de energia, e rejeita as acusações de que o objetivo é a construção de armas nucleares.

Veja abaixo os pontos principais da crise com o país, que já dura quase 10 anos.

Quais as razões da crise?

O ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad recusou-se a interromper o PROGRAMA nuclear iraniano

As potências mundiais suspeitam que o Irã não tem sido honesto sobre seu PROGRAMA nuclear e trabalha para adquirir a capacidade de construir umabomba nuclear.

O Irã afirma que tem o direito à energia nuclear - e garante que o seu PROGRAMA é apenas para fins pacíficos.

Por que a crise se arrasta há tanto tempo?

Sanções CONTRA o Irã têm afetado duramente a economia do país

O PROGRAMA nuclear do Irã veio a público em 2002, quando um grupo de oposição revelou atividades até então secretas, incluindo a construção de uma usina de enriquecimento de urânio em Natanz e um reator de água pesada em Arak. O urânio enriquecido pode ser usado para fabricar armas nucleares, e o combustível de um reator de água pesada contém plutônio apropriado para uma bomba.

Posteriormente, o governo iraniano concordou em inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão da ONU responsável pela vigilância nuclear.

Mas a agência não conseguiu confirmar as afirmações do Irã de que seu PROGRAMA nuclear é exclusivamente para fins pacíficos e de que não tem COMO objetivo desenvolver armas nucleares.

Isso levou os EUA e seus aliados europeus a pressionarem o Irã a suspender o enriquecimento de urânio - que pode ser usado tanto para fins civis como para construir bombas nucleares.

No entanto, a eleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em 2005, interrompeu qualquer avanço nas negociações, e a AIEA levou o Irã ao Conselho de Segurança da ONU, por descumprir o Tratado de Não Proliferação Nuclear.

Clima mudou após a eleição de Hassan Rouhani COMO presidente do Irã, em junho de 2013

Desde então, o Conselho de Segurança adotou seis resoluções que exigem que o Irã suspenda o enriquecimento de urânio. Algumas delas impuseram sanções.

Em 2012, os EUA e a União Europeia começaram a impor sanções adicionais às exportações de petróleo e bancos iranianos, um duro golpe à economia LOCAL.

Apesar disso, o Irã continuou a enriquecer urânio. Em 2009, o país revelou a existência de uma nova instalação subterrânea em Fordo.

Houve várias rodadas de negociações entre o Irã e o chamado P5+1, grupo que reúne os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - EUA, Reino Unido, França, CHINA, Rússia - e a Alemanha.

Por anos não houve avanço. Mas o cinco meses depois, após conversas bilaterais secretas entre EUA e Irã, negociadores acertaram um acordo interino.

Qual foi o acordo?

Estudantes iranianos realizam ato em Teerã a favor do PROGRAMA nuclear do país

Sob o Plano de Ação Conjunta, que entrou em vigor em janeiro de 2014, o Irã efetivamente concordou em congelar sua produção de urânio enriquecido com pureza acima de 5% e comprometeu-se a diluir ou CONVERTER em óxido seu estoque de urânio enriquecido a quase 20%.

O Irã disse que não iria INSTALAR novas centrífugas de urânio ou construir novas instalações de enriquecimento. O país também concordou em não alimentar o reator em Arak e não construir uma instalação para reprocessamento de combustível.

Enquanto a maior PARTE das sanções internacionais - incluindo medidas que atingem os setores de petróleo, bancário e financeiro do Irã - foi mantida, o P5+1 concordou que o Irã repatriasse cerca de US$ 4,2 bilhões em receitas de vendas de petróleo congeladas em contas externas.

As vendas de produtos petroquímicos, negociações em ouro e outros metais preciosos e transações com empresas estrangeiras envolvidas da indústria automotiva iraniana tiveram autorização para serem retomadas. A expectativa era de que essas medidas gerassem receitas de US$ 1,5 bilhão.

O Irã também recebeu acesso a US$ 400 milhões em dinheiro para pagar a mensalidade de iranianos estudando no exterior, COMPRAR peças de reposição para aviões civis e alimentos e remédios de ajuda humanitária.

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