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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Notícias Geografia Hoje

Islândia eleva nível de alerta para erupção de vulcão


Possível erupção vulcânica faz autoridades da Islândia elevarem nível de risco para a aviação

O risco de uma erupção no vulcão de Bardarbunga, na Islândia, está aumentando. Autoridades meteorológicas disseram ter identificado sinais de que o magma já está se movimentando.

O nível de risco para a aviação foi elevado para laranja, o quarto mais alto em uma escala de cinco estágios.

Embora a erupção em si não tenha sido ainda constatada, se ela acontecer poderá causar explosões e emissão de cinzas em uma grande área.

Ao entrar em erupção em 2010, outro vulcão da Islândia- o Eyjafjallajokull – produziu uma nuvem de cinzas que causou uma interrupção severa no espaço aéreo europeu. A nuvem de cinzas produzida pela erupção afetou centenas de milhares de passageiros devido a restrições de voos.

O sistema vulcânico de Bardarbunga está localizado na região noroeste da geleira de Vatnajokull.
Terremoto mais forte

Uma "intensa atividade sísmica" começou em 16 de agosto e um terremoto intenso foi registrado na região durante a segunda-feira.

Segundo autoridades locais, esse foi o mais forte terremoto registrado na região desde 1996.

"Atualmente não há sinais de erupção, mas não podemos desconsiderar que a atividade atual vai resultar em uma erupção subglacial explosiva", afirmou um meteorologista. Ele disse que a situação está sendo monitorada.

Os códigos de cores da aviação são usados para indicar o nível de risco que um vulcão representa para as viagens aéreas.

Um alerta laranja indica que um vulcão tem potencial de entrar em erupção ou já está nesse estágio, porém sem a emissão massiva de cinzas.

Um alerta vermelho indica uma erupção iminente ou a emissão significativa de cinzas na atmosfera durante uma erupção.
BBC Brasil

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A beleza indômita da Islândia

O vulcão Eyjafjallajökull, pouco antes do amanhecer de 23 de abril de 2010: o pior já passou. A lava agora flui livremente. Antes, ao irromper, ela derreteu o gelo e causou uma inundação que destruiu estradas e fazendas. A cinza na atmosfera fechou o tráfego aéreo europeu por uma semana

Em Litlanesfoss, a cascata cruza na perpendicular um antigo fluxo de lava que formou colunas ao se resfriar

Em Hveravellir - literalmente, "nascentes quentes na planície" -, finos terraços de geiserita se precipitaram da água ao esfriar. Um notório bandido do século 18, Fjalia-Eyvindur, refugiu-se ali durante anos, roubando ovelhas dos pastos de verão.

A torrente glacial jorra sobre uma saliência rochosa de 12 metros de altura em Godafoss, a "cascata dos deuses". Quando o Parlamento islandês adotou o cristianismo no ano 1000, seu líder arremessou os ídolos pagãos na cascata. A ilha musgosa, segundo a geógrafa Gudrún Gisladóttir, "está protegida das ovelhas".

Robert Kunzig
Modelada por geleiras e vulcões, há séculos esta paisagem sofre o impacto dos seres humanos (e das ovelhas). Mas continua espetacular
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 O vulcão está calmo, sua geleira envolta em nuvens, mas, para chegar ali, atravessamos canais fluviais gelados e, por duas vezes, o carro de Siggi atolou. Fora da cabana aquecida, a copa das bétulas com troncos retorcidos forma uma teia de ramagens que se destaca na encosta branca. “Era assim quando os vikings aqui desembarcaram”, diz Gudrún, a irmã de Siggi. Ela é geógrafa, e Siggi, geoquímico. Eles me contam a história da paisagem da Islândia, e, levando em conta a ovelha, sob a forma de carne defumada, todos os quatro atores principais estavam presentes.

Vulcões

Foram eles que moldaram a Islândia e a mantiveram acima das ondas do Atlântico durante pelo menos 16 milhões de anos. Às vezes um deles entra em atividade. Em 2010, quando os responsáveis pelo espaço aéreo europeu estavam atordoados com as cinzas lançadas pelo Eyjafjallajökull, Siggi saiu correndo com seu jipe até o âmago escuro da nuvem. Quando tentou coletar um pouco de cinza, esperava ouvi-la tamborilando em seu capacete, mas só havia silêncio. “Era como farinha”, conta. Mas em partículas afiadas como vidro.

Geleiras

Elas começaram a se formar e a se desfazer por volta de 3 milhões de anos atrás, antes mesmo do início das eras glaciais no planeta. Agora estão encolhendo com rapidez, mas ainda recobrem os vulcões mais altos. Quando um fjall (vulcão) entra em atividade sob uma jökull (geleira), o resultado é uma jökulhlaup – torrente de água derretida e gelo que escorre para o mar, inundando plantações que logo em seguida podem ser cobertas pela cinza.

Pessoas

Sabe-se que os primeiros colonos desembarcaram na Islândia em 874, apenas três anos depois de duas imensas erupções. Antes de 871, a Islândia, com uma área pouco maior que a do estado de Pernambuco, estava praticamente desabitada. Os únicos mamíferos terrestres eram as raposas-do-ártico. Entre as duas grandes erupções predominou o silêncio completo, interrompido apenas pelo vento, pelo o mar e pelo guincho das aves marinhas.

Os islandeses impregnaram de sentido essa terra vazia, mas também a desnudaram. As florestas de bétula antes cobriam as várzeas e os vales, estendendose pelo menos por um quarto do país; hoje ocupam apenas 1% do território. Até o século 19, árvores foram abatidas e viraram carvão vegetal.

Ovelhas

Os colonos trouxeram também rebanhos bovinos e suínos, mas, como em seguida o clima esfriou durante 500 anos, as ovelhas, protegidas por seu pelo longo, se tornaram a principal criação. No verão, quase meio milhão delas continuam a pastar em liberdade nas terras altas. E, sendo ovelhas, elas comem de tudo – incluindo os brotos de bétula. “Menos da metade do território islandês tem algum tipo de cobertura vegetal”, diz Gudrún. Antes, chegava a dois terços. E, à medida que ficavam expostos, os fofos solos vulcânicos foram sendo levados embora em grande quantidade tanto pelo vento quanto pela água.

Em resumo: os seres humanos e seus rebanhos, lutando para sobreviver em uma terra de vulcões e geleiras, provocaram uma rara deterioração do ambiente. Mas, para quem não conhece essa história, a beleza que resta é deslumbrante.

Em 21 de dezembro, às 11 da manhã, Siggi, Gudrún e eu tentamos seguir até outro vulcão, o Katla, cuja jökulhlaup de 1918 quase carregou o avô deles quando estava no campo recolhendo as ovelhas. Mas uma nevasca nos obriga a voltar. Depois, ao cruzarmos um rio glacial, abre-se um buraco nas nuvens sobre o oceano. Os morros ao norte do rio ficam banhados em uma luz suave.

Gunnar, o arquetípico herói das sagas, vivia nessa serra, conta Siggi. Passamos por uma elevação onde Gunnar, seguindo para o exílio depois de uma sangrenta disputa, foi derrubado de seu cavalo. Olhando na direção de sua casa, ele pronunciou os versos que todo islandês conhece, e Siggi traduz de modo aproximado: “Bela é a encosta, mais bela do que jamais se viu. Antes voltar para casa do que acabar em terras estranhas”. Ainda hoje a Islândia exerce tal atração. “Além do mais”, comentam Orsolya e Erlend Haarberg, que vieram da Noruega para fazer essas fotos, “não há nenhuma árvore bloqueando a vista fantástica.”
NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Islândia Terra em transe
Vulcões, geleiras, gêiseres, rios de água fervente, lagos termais, sol à meia-noite e baleias nadando defronte à cidade. Estamos na Islândia

Texto e fotos: Johnny Mazzilli, de Reikjavik, Islândia


Próximo ao centro da capital, o Sólfar, uma escultura estilizada das primeiras embarcações vikings usadas pelos habitantes da Islândia, fotografada às 23h30, durante o Midnight Sun, o sol da meia-noite.

Um dos países que eu mais queria conhecer era a Islândia. Desde menino, abria enciclopédias antigas e velhos mapas surrados – tudo que eu dispunha àquela época para sonhar – e meu olhar ia direto para aquela ilha isolada na vastidão do Atlântico Norte. A enciclopédia Conhecer dava conta de que lá vivia um povo meio esquimó, pescadores e caçadores de baleias, e eu ficava imaginando. Muitos anos depois, em minhas idas à Escandinávia, a Islândia foi ficando mais próxima, até que em minha última viagem a Noruega inclui o país em meu roteiro.

No século 7, monges irlandeses em busca de isolamento empreendiam excursões esporádicas às Ilhas Faroe. Vez por outra se aventuravam mais ao norte, em uma ilha remota e desabitada à qual chamavam Thule. Em meados do século 9, o viking Naddoddur perdeu-se na viagem da Noruega para as Ilhas Faroe e atingiu a costa da Islândia. É considerado o primeiro viking a desembarcar na ilha. A chegada dos nórdicos, povo rude e politeísta, acabou com a tranquilidade dos irlandeses, que se retiraram em fuga.

Gardar Svavarsson, viking de origem sueca, realizou a primeira circunavegação em Thule, constatou tratar-se de uma ilha e rebatizou-a de Gardarshólmi (Ilha de Gardar). Flóki Vilgerdarson, o terceiro viking a aportar propositadamente naquelas paragens, após um rigorosíssimo inverno transcorrido em meio a terríveis dificuldades, rebatizou-a de Island, nome que perdura até hoje.

Abaixo, Gulfoss, a maior cachoeira da Islândia. Na página ao lado, acima, momento inicial da erupção do Geysir, quando a bolha de ar surge e expele água fervente. Abaixo, Geysir, o mais famoso gêiser da Islândia, que entra em erupção regularmente a cada cinco minutos.

Em 870, teve início a colonização com Ingólfur Arnarsson, o primeiro habitante permanente da Islândia. Ele abandonou a Noruega, sua pátria, após uma grave disputa feudal, e a única coisa que se sabe sobre ele é que seu filho foi um grande líder tribal e fundou o primeiro Parlamento islandês. Quando Arnarsson e seus companheiros se aproximaram da baía onde mais de sete séculos depois seria fundada a cidade de Reykjavik, avistaram fumarolas originadas nos numerosos gêiseres e batizaram aquele lugar de baía enfumaçada (reik = baía e avik = fumaça).

O complexo e áspero idioma islandês originou- se da língua dos vikings, conhecida na Escan dinávia como old norwegian, ou norueguês antigo. Na Noruega, Dinamarca e Suécia, o old norwegian evoluiu e deu origem ao sueco, ao dinamarquês e ao norueguês, idiomas muito semelhantes entre si. Em virtude do isolamento geográfico e cultural, porém, o islandês manteve- se próximo da língua ancestral dos vikings. O resultado é que os escandinavos não entendem nada do islandês.

Glauber Rocha que me dê licença, mas é a Islândia a verdadeira terra em transe, um caldeirão em ebulição de atividade geotérmica e vulcânica. Há 10 mil anos, as geleiras cobriam 100% do país. Hoje, cobrem 10% – o que não é pouco. Sua maior geleira, o Vatnajökull (vatna = água, jökull = geleira), é maior que a soma das três maiores geleiras da Europa continental.


Numerosos vulcões, geleiras, gêiseres e rios de água fervente formam uma paisagem exótica, com vastos campos de lava cobertos de musgo verde-pálido e pontilhados de pedregulhos do tamanho de caminhões. De tempos em tempos, violentas erupções modificam a geografia inóspita do interior do país. Apenas 2% da ilha tem cobertura vegetal e a paisagem é predominantemente marrom.

Mais da metade dessas erupções acontece embaixo dos glaciares, ocasionando um fenômeno chamadojokulhlaup – enormes fluxos de água causados pelo súbito e intenso derretimento glacial, que podem aflorar em minutos ou horas após o início da erupção e provocar alagamentos devastadores. Por essa razão, as áreas em volta dos vulcões são desabitadas.

Isso não é tudo: outro fenômeno tão bizarro como mortífero às vezes se origina desse cenário dantesco. Quando uma erupção irrompe por baixo de uma gigantesca geleira, o magma a 1.200ºC se choca com o gelo e lança para o ar enormes nuvens de vapor e minúsculas partículas incandescentes. São essas cinzas que, expelidas pelo vulcão Eyjafjallajoekull, têm causado o fechamento do espaço aéreo de vários países europeus, pelo risco que representam para a aviação.

Além disso, a combinação da nuvem de vapor com as partículas gera uma carga estática intensa, que mais de uma vez desencadeou sequências de raios. Em 1918, durante uma erupção do Katla, o segundo maior vulcão da Islândia, centenas de cabeças de gado que pastavam fora do alcance dos dejetos do vulcão morreram eletrocutadas. Aliás, os vulcões da Islândia, tais como o Hekla e o Katla, são sempre batizados com nomes femininos porque, segundo os islandeses, explodem sem motivo e sem avisar.


Os gêiseres, de todas as feições e tamanhos, são uma intrigante marca registrada do país. Crateras com vários metros de diâmetro onde borbulha uma água cinzenta, fendas estreitas de onde saem jatos sibilantes de vapor quentíssimo, enormes buracos no solo que expelem lama fervente e ruídos sinistros. Névoas formadas pelos vapores de várias fumarolas e o onipresente cheiro de enxofre completam o cenário surreal.

A água quente jorra com fartura do subsolo e é inteligentemente usada pelos islandeses para esquentar a água fria. Mais do que isso, toda a energia elétrica consumida no país é produzida em usinas termoelétricas movidas a água quente. Há estações de prontidão abastecidas com petróleo, prontas para entrar em ação em caso de uma eventual pane termoelétrica, o que até hoje não aconteceu. Dessa forma, mais de 95% da energia gerada ali é limpa e renovável.

As águas termais têm também uma importante função social na Islândia. No Brasil, as pessoas vão ao clube ou à praia quando o clima está bom, mas os islandeses vão aos banhos termais principalmente quando o clima está ruim, e nos banhos as pessoas constroem suas relações.


Na página ao lado, vapores e fumaças carregados de enxofre na região de gêiseres, o sol da meia-noite e os atarracados cavalos islandeses. Abaixo, Blue Lagoon, famosa por suas propriedades terapêuticas.

Renato Grunenfelder é um suíço de 43 anos que há 20 vive na Islândia. Ele me leva para uma caminhada a 20 quilômetros de Reykjavik. Subimos um morro pardacento com vegetação rasteira. Aqui e ali, pequenas colunas de vapor denunciam gêiseres espalhados pelas encostas. Após quatro quilômetros, chegamos ao fundo do vale, depois de termos passado por dezenas de gêiseres de diferentes aspectos. Lá existe um grande buraco com mais de dois metros de diâmetro, em cujo interior pula uma lama cremosa e azulada tal como um enorme tacho de polenta fervente. Ainda longe da beirada, o terreno cede facilmente debaixo de meus pés. Decido retroceder.

Saímos dali e voltamos um pouco vale abaixo, até um ponto onde dois riachos se juntam: um, de água fria, o outro, de água quentíssima. Daí foi só escolher a temperatura da água entrando em um ponto do rio mais próximo ou distante da união dos riachos. À meia-noite, estávamos tranquilamente sentados em uma pedra dentro do rio, com a água quente até o pescoço, observando o sol pálido que se recusava a se pôr.

O Blue Lagoon, ou Lagoa Azul, a 55 quilômetros de Reykjavik, próximo de Keflavik, é o mais expressivo cartão-postal da Islândia. Suas águas cálidas são de uma incomum tonalidade azul-clara, formadas por uma mistura de água doce e salgada. A argila branquíssima do fundo é composta por uma sílica muito fina. O local já foi eleito, por suas reconhecidas propriedades terapêuticas e cosméticas, o melhor banho termal do mundo.

Os islandeses vão aos banhos termais principalmente quando o clima está ruim, e ali constroem suas relações



Mesmo com a crise, foi preservada a excelente qualidade de vida do povo islandês. No inverno, a superfície congelada do lago no centro de Reykjavic serve de pista de patinação. Mulheres com bebês são uma simbologia constante em estátuas e pinturas. Ao lado, pubs e cafés no centro estão cheios de turistas.

A Islândia tem vastas regiões desabitadas e uma população pequena, que vive principalmente nas áreas costeiras. Não há cidades no interior do país, onde há poucas e precárias estradas de terra e nenhuma infraestrutura. Os islandeses têm várias histórias sobre os “heróis do interior”, pessoas que, por terem cometido algum crime ou sofrido perseguições no passado, fugiram para esses lugares e neles sobreviveram durante anos, escondendo-se em cavernas e vivendo como nômades.

Dos 350 mil habitantes do país, 200 mil vivem na pequena capital, Reykjavik. Apesar de sua localização geográfica, próxima à Groenlândia e limítrofe ao Círculo Polar Ártico, os invernos são relativamente amenos na Islândia se comparados a outros lugares na mesma latitude, em virtude do calor trazido pela Corrente do Golfo à ilha. De junho a agosto, verão no Hemisfério Norte, é a época do Midnight Sun, o sol da meia-noite, quando há luz 24 horas por dia. O astro se aproxima do horizonte e, em vez de se pôr, volta a se erguer no céu. Há crepúsculo, porém não há noite. A temperatura é agradavelmente amena e a ilha recebe grande quantidade de turistas.

Há muita coisa interessante para ver e fazer. No centro de Reykjavik, lojas, pubs e restaurantes estão cheios de turistas, atraídos pela grande desvalorização da coroa islandesa, a krona. A gastronomia é criativa e exuberante, baseada principalmente em pescados, frutos do mar e aves marinhas. A Baía de Husavik, defronte à cidade, é um santuário de baleias, facilmente avistadas em saídas de barco do cais central.


Os cavalos são parte da paisagem islandesa. Pequenos e atarracados, eles são mais ou menos como eram os equinos da Europa continental por volta do século 11. Cavalgar é um esporte nacional, assim como o golfe, outra paixão no país. Há campos muito bem cuidados espalhados por toda a Islândia.









No centro de Reykjavik, lojas, pubs e restaurantes estão cheios de turistas, atraídos pela desvalorização da coroa islandesa

Uma ótima sugestão é o Golden Circle, passeio que visita duas áreas interessantes, Geysir e Gulfoss, a pouco menos de 100 quilômetros de Reykjavik. O Geysir é um gêiser que estoura regularmente a cada 5 minutos e lança água fervente a mais de 20 metros de altura. O belíssimo Gulfoss é a maior queda d’água do país. Há caminhadas em glaciares, safáris de aves marinhas, passeios de snowmobile (uma espécie de jetski para neve) e visitas a fazendolas bucólicas com seus telhados recobertos de grama verdinha.


Como Reykjavik é uma cidade pequena, as empresas que levam os turistas passam de hotel em hotel, coletam as pessoas, levam-nas para os passeios e as devolvem a seus respectivos hotéis na volta, tudo muito pontual e organizado. Basta ligar e solicitar o passeio. Na hora combinada, uma van vem buscá-lo.


A crise mundial afetou dramaticamente a economia islandesa, cujos principais rendimentos advêm da pesca e de indústrias de softwares e biotecnologia. Com forte endividamento em diversas moedas estrangeiras, o país foi arrastado para a moratória da noite para o dia. O desemprego saltou de 8% para 19% e a Islândia passou a depender de ajuda econômica exterior.


De um dos países mais prósperos da Europa antes da crise, a Islândia hoje tem quase todos os seus bancos quebrados e muita gente se mantém em dois empregos, hábito anterior à crise. Para o turismo, se antes ela era um país caro, hoje os preços estão muito mais acessíveis, embora não tenham se tornado baratos.


Serviço
Como chegar: a Iceland Air voa a partir de várias capitais europeias –www.icelandair.com
Onde ficar: a rede Foss Hotels tem dez hotéis espalhados pelo país –www.fosshotel.is
Passeios a cavalo: Ishestar – www.ishestar.is
Safári de baleias: Elding www.elding.is
Gêiseres, Gulfoss e Blue Lagoon: Reykjavik Excursions – www.re.is
Turismo geral no país: GJ Travel – www.gjtravel.is
Quem leva: a Latitudes tem saídas personalizadas para a Islândia –www.latitudes.com.br
Site oficial de turismo na Islândia: www.goiceland.org

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