Análise do Copernicus mostra extensão do buraco no ozônio sobre a Antártida em novembro de 2025. Foto: CopernicusRelatório europeu aponta que o buraco no ozônio sobre a Antártida teve em 2025 o menor tamanho e duração em cinco anos, reforçando sinais concretos de recuperação global.
O buraco no ozônio sobre a Antártida em 2025 foi o menor e o de fechamento mais precoce desde 2019, sinalizando um avanço importante na recuperação da camada que protege a Terra da radiação ultravioleta. A análise consta de boletim divulgado pelo Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus, da União Europeia, que acompanha alterações atmosféricas globais.
Vista da região antártica em 2025, ano em que o buraco no ozônio foi o menor em meia década. Foto: Wikimedia/Joe Mastroianni, National Science FoundationSegundo o relatório, a abertura do buraco no ozônio começou em agosto e teve um comportamento distinto dos anos anteriores, especialmente em comparação com o período de 2020 a 2023, quando as anomalias se destacaram por sua intensidade e longa duração. O recorde de fechamento mais tardio ocorreu em 2020, quando a abertura só se encerrou em 28 de dezembro.
Para os especialistas do Copernicus, o resultado observado em 2025 é atribuído principalmente à continuidade dos efeitos do Protocolo de Montréal, tratado internacional firmado em 1987 por 198 países, que eliminou gradualmente mais de 99% das substâncias destrutivas à camada de ozônio, como os CFCs e o brometo de metila.
Gráfico do Copernicus mostra que o buraco no ozônio sobre a Antártida foi significativamente menor em 2025, com fechamento precoce e área reduzida. Foto: CopernicusA diretora do CAMS, Laurence Rouil, classificou o avanço como um reflexo da cooperação global bem-sucedida. “É uma lembrança do que a comunidade internacional pode alcançar diante de desafios ambientais complexos”, afirmou.
O relatório também destaca que eventos extremos como a erupção do vulcão Hunga Tonga, em 2022, contribuíram para o agravamento do buraco no ozônio em anos anteriores, ao injetar vapor d’água e cinzas na estratosfera. Apesar disso, os dados mais recentes são promissores. Além da Antártida, o Ártico apresentou, em março de 2024, uma camada de ozônio 14% mais espessa que a média histórica da região.
A previsão mais recente da Organização Meteorológica Mundial é de que a camada de ozônio esteja totalmente recuperada até 2050, um marco com potencial de reduzir significativamente os riscos de doenças como câncer de pele e catarata, além dos impactos nos ecossistemas.
Bruna Akamatsu é jornalista e mestre em Comunicação. Especialista em jornalismo digital, com experiência em temas relacionados à economia, política e cultura. Atualmente, produz matérias sobre meio ambiente, ciência e desenvolvimento sustentável no portal Brasil Amazônia Agora.
Portal Brasil Amazônia Agora

Nenhum comentário:
Postar um comentário