domingo, 8 de maio de 2011

Notícias Geografia Hoje

Os sistemas de algas pode capturar a maior parte do fósforo e nitrogênio no escoamento superficial

Green Nature Cleaner algas secas ao ar (acima) de um purificador relvado de algas capturado a maior parte do nitrogênio e do fósforo no estrume. USDA / Edwin Remsburg

Florações de algas que se alimentam de estrume rico em nutrientes e escoamento de fertilizantes pode esgotar o oxigênio da água quando morrem, criando inóspitas zonas mortas - mas a mesma escumalha verde também pode servir como uma solução de prevenção a montante. Um microbiologista com o Serviço de Pesquisa Agrícola EUA algas usadas para recuperar quase 100 por cento de nitrogênio e fósforo, nutrientes do esterco, e sugeriu que as algas secas, pode então atuar como fertilizante de liberação lenta para as explorações.

A solução oferece uma melhor gestão do ciclo de nitrogênio e fósforo, nutrientes que as plantas dependem. Experimentos têm mostrado que as algas podem capturar 60-90 por cento de nitrogênio e de 70 a 100 por cento de fósforo de uma mistura de esterco e água fresca, como se provou pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em quatro propriedades leiteiras.

O sistema é possível agora. Os agricultores terão de criar algas relva purificador (ATS) pistas cobertas com rede de nylon para servir como uma plataforma para que as algas crescem em cima. Os custos de captação de cerca de US $ 5 a $ 6 por quilo de nitrogênio e 25 dólares por quilo de fósforo é quase a mesma de outras práticas de gerenciamento de dejetos.

Mas Walter Mulbry, o microbiologista USDA, também mostrou que plântulas de milho e pepino poderia prosperar em um adubo orgânico feito a partir de algas secas. Isso poderia permitir que os agricultores a recuperar ainda mais os custos do sistema ATS, ou talvez um lucro se o preço é justo.

Mulbry já iniciou um estudo para ver se o adubo feito a partir de cama de frango e aves também podem se beneficiar do sistema de limpeza de algas. E ele também começou a estudar se os sistemas de ATS pode remover nitrogênio e fósforo dos estuários que desaguam na Baía de Chesapeake, para que eles pudessem limpar enxurrada que já tinha feito no sistema de água.

a versatilidade de algas já conquistou os cientistas que o vêem como o biocombustível do futuro, e os organismos minúscula planta também foram provar o seu valor na lavagem de dióxido de carbono e gases nitrosos de chaminés industriais. Uma empresa chamada Algenol sequer olhou para usar plástico derivado de algas como um substituto para o plástico derivado do petróleo.

Até o Departamento de Energia dos EUA e de vários ramos da Forças Armadas dos EUAcomeçaram a explorar seriamente as soluções derivadas de algas. Se isso não inteiramente garantir um futuro limpo, pelo menos, sugere um futuro com uma paleta de cores que vão desde scummy pálido ao verde brilhante.

[ USDA ]

http://www.popsci.com/science

Arroz com feijão ameaçado

Fast food muda perfil da alimentação de brasileiros e prejudica sua saúde

FERNANDA COLAVITTI
fcolavitti@edglobo.com.br

Galileu/Galileu
Foto: Ricardo Padue
A globalização alimentar cresce rapidamente no Brasil pelo seu pior lado: o da chamada junk food, os lanches e outros alimentos rápidos. A proliferação das redes de fast food, com seus cardápios variados de guloseimas gostosas e calóricas, como hambúrgueres, salgadinhos e doces —, aliada à variedade de alimentos disponíveis nos supermercados, está modificando os hábitos alimentares de norte a sul do país.

Nos últimos anos, o brasileiro tem se dividido entre a tradição do arroz com feijão, e a tentação — em alguns casos, irresistível — da 'comida rápida', como mostra um amplo mapeamento da alimentação no Brasil, publicado, no mês passado, no livro 'Um, Dois, Feijão com Arroz'.

Ainda que o bom e velho arroz com feijão continue sendo a base das refeições no país, o levantamento detectou um aumento no consumo de alimentos ricos em gorduras e açúcares, e pobres em nutrientes fundamentais, como cálcio e ferro, fibras, além do crescente entusiasmo pelos refrigerantes, em praticamente todos os Estados. 'Estamos trocando os pratos mais tradicionais de cada região pela comida globalizada', resume o nutrólogo Mauro Fisberg, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um dos autores do livro.

Ao contrário do que se imagina, não é somente entre os moradores das grandes cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, que ocorrem essas mudanças no perfil nutricional — ainda que estejam no topo do ranking.

No Piauí, pratos típicos — como o frango com farinha de mandioca, consumido em viagens e passeios —, estão dando lugar aos salgadinhos e refrigerantes. No Espírito Santo as refeições antes preparadas e consumidas em casa foram substituídas por comidas prontas de restaurantes e lanchonetes.

Em Goiânia, os refrigerantes, que não apareciam na dieta da população em estudos anteriores, já se tornaram o 12º componente do total de calorias da dieta das famílias — o consumo diário é de 98 mililitros, acima dos quase 93 mililitros de sucos naturais de frutas.

Surto de obesos
Os mineiros também sofreram mudanças significativas em seus hábitos alimentares, trocando as preparações típicas mais sofisticadas por pratos semiprontos. O estudo aponta outras substituições no Estado, como o café com leite pelo achocolatado, os vegetais in natura pelos alimentos industrializados e os doces de leite, em compota e cristalizados, pelos pudins, tortas e chocolates.

Batata cancerígena?

Galileu/Galileu
Foto: Ricardo Padue

Como se não bastasse causar uma série de problemas de saúde já comprovados, como doenças cardiovasculares e metabólicas, o excesso no consumo de frituras ganhou mais argumentos contrários nos últimos meses.

Um estudo publicado por pesquisadores suecos, em abril, mostrou que batatas fritas e outros alimentos ricos em carboidratos geram uma substância cancerígena, a acrilamida, quando submetidos a altas temperaturas.

Após serem confirmados por pesquisas na Noruega, Reino Unido e Estados Unidos, os resultados tornaram-se motivo de preocupação para a Organização Mundial da Saúde (OMS), que no mês passado reuniu especialistas para investigar a quantidade da substância necessária ao desenvolvimento da doença em humanos - já que os experimentos foram feitos em animais.

'Apesar de ainda não estarem comprovados, são estudos que devem ser levados a sério', aconselha a nutricionista Maria Alice de Assis, da Universidade Federal de Santa Catarina. Mais um motivo para maneirar nas deliciosas porções de 'fritas'.





Slow Food em alta

Galileu/Galileu
Slow Food: ingredientes regionais e alta gastronomia
Foto: restaurante LeTanTan

Mais do que saciar a fome - e bem rápido para não perder muito tempo - e manter as funções vitais do organismo, o ato de sentar-se à mesa para comer deve ser um momento de prazer; e a comida, parte undamental da identidade cultural de um país.

Esses são os princípios do movimento Slow Food, surgido na Itália, em 1986, como reação ao avanço das redes de fast food, com seus hambúrgueres e batatas fritas. Espalhados em 40 países, inclusive no Brasil, os cerca de 70 mil membros do Slow Food pretendem impedir o domínio dos lanches rápidos, embutidos e pré-cozidos sobre as comidas regionais.

Para isso, trabalham na divulgação da filosofia do movimento, sintetizada em um anifesto, que prega a necessidade de redescobrir a riqueza da culinária regional e evitar a padronização.

'Nossa idéia não é acabar com as redes de fast food, mas fazer frente à perda cultural gastronômica de cada país, resgatar o hábito de apreciar o alimento com calma e de relaxar à mesa', explica Heloisa Mader, fundadora do Convivium do movimento em São Paulo, cuja sede é o restaurante Le Tan Tan.

Desde o final de junho, a casa incorporou ao seu cardápio nove pratos tipicamente brasileiros, como o creme de milho com paio e couve, originário do interior de Minas Gerais. O restaurante também irá promover, uma vez por mês, eventos gastronômicos abertos a todos que não agüentam mais comer enlatados, embutidos e lanches.

Revista Galileu

Qual é a origem dos nomes dos Estados brasileiros?

Franklin Lincoln Ferreira, por e-mail

Daniel das Neves

Os Estados brasileiros foram batizados de acordo com basicamente três fontes: nomes indígenas relacionados à região, acidentes geográficos ou nomes de santos. Veja a origem de cada um.

Acre - o nome provavelmente vem de 'aquiri', corruptela de 'uwákürü', vocábulo do dialeto Ipurinã que denominava um rio local. Conta a História que, em 1878, o colonizador João Gabriel de Carvalho Melo fez um pedido por escrito a um comerciante paraense de mercadorias destinadas à 'boca do rio Aquiri'. Só que o comerciante não entendeu a letra de Melo, que parecia ter escrito algo como 'acri' ou 'aqri', e as compras foram entregues ao colonizador com o destino 'rio acre'

Alagoas - deriva dos numerosos lagos e lagoas que banham a região. Só Maceió, a capital, possui 17 lagoas, entre mais de 30 em todo o Estado

Amapá - a origem desse nome é controversa. Na língua tupi, o nome Amapá significa 'o lugar da chuva' - 'ama' (chuva) e 'paba' (lugar, estância, morada). A tradição diz, no entanto, que o nome teria vindo do nheengatu, uma espécie de dialeto tupi jesuítico, que significa 'terra que acaba', ou seja: 'ilha'. Também pode se referir à árvore amapá (Hancornia amapa), muito comum na região. Sua seiva é usada como fortificante e estimulador do apetite

Amazonas - o nome, que se transmitiu do rio à região e, depois, ao Estado, deve-se ao explorador espanhol Francisco de Orellana que, em 1541, ao chegar à região, teve de guerrear com uma tribo indígena. O cronista da expedição relatou que os guerreiros eram, na verdade, bravas índias. Elas foram comparadas às amazonas, mulheres guerreiras que, segundo lenda grega, retiravam o seio direito para melhor manejarem o arco-e-flecha

Bahia - deriva da Baía de Todos os Santos, região onde atracou uma esquadra portuguesa em 1º de novembro de 1501, dia dedicado a Todos os Santos. Em 1534, quando o Brasil foi dividido em capitanias, havia uma orientação para que elas fossem batizadas com nomes dos acidentes mais notáveis nos seus territórios

Ceará - vem de 'ciará' ou 'siará' - 'canto da jandaia', em tupi, um tipo de papagaio pequeno e grasnador

Espírito Santo - o Estado originou-se de uma capitania doada a Vasco Fernandes Coutinho, que chegou à região no dia 23 de maio de 1535, um domingo do Espírito Santo (ou Pentecostes, 50 dias após a Páscoa), razão pela qual a capitania recebeu esse nome

Goiás - deriva do nome dos índios guaiás, que ocupavam a região no final do século 16, quando lá chegaram os bandeirantes em busca de ouro

Maranhão - outro nome com origem controversa. Uma das hipóteses é que venha do nheengatu 'mara-nhã', outra é que tenha origem no tupi 'mbarã-nhana' ou 'pára-nhana', que significa 'rio que corre'. Outra possível origem está no cajueiro, árvore típica da região conhecida como 'marañón' em espanhol

Mato Grosso - a denominação tem origem em meados da década de 1730 e foi dada pelos bandeirantes que chegaram a uma região onde as matas eram muito espessas. Embora a vegetação do Estado não seja cerrada e densa em toda a sua superfície, o nome foi mantido e se tornou oficial a partir de 1748

Mato Grosso do Sul - a criação do Estado é resultado de um longo movimento separatista que teve sua origem em 1889, quando alguns políticos propuseram a transferência da capital de Mato Grosso para Corumbá. Na primeira metade do século 20, com a chegada de seringueiros, criadores de gado e exploradores de erva-mate à Região Sul, ficou clara a diferença entre as duas metades do Estado. E em 1977 ele foi desmembrado

Minas Gerais - a existência na região de inúmeras minas com metais preciosos, descobertas pela exploração dos bandeirantes paulistas no final do século 18, deu origem ao nome do Estado. O motivo da junção do adjetivo 'gerais' para 'minas' pode ser por conta dos vários tipos de minérios ou também para diferenciar das minas particulares

Pará - vem da palavra tupi 'pa'ra', que significa 'mar'. Esse foi o nome dados pelos índios para o braço direito do rio Amazonas que, ao confluir com o Rio Tocantins, se alonga muito parecendo o mar

Paraíba - vem da junção do tupi 'pa'ra' com 'a'iba', que significa 'ruim, impraticável para a navegação'. O nome foi inicialmente dado ao rio e depois ao Estado

Paraná - também formado pela junção de 'pa'ra' com 'aña', que significa 'semelhante, parecido'. A palavra serviria para designar um rio semelhante ao mar

Pernambuco - o nome vem do tupi-guarani 'paranambuco', junção de 'para'nã' (rio caudaloso) e 'pu'ka' (rebentar, furar) e significa 'buraco no mar'. Os índios usavam
essa palavra para os navios que furavam a barreira de recifes

Piauí - do tupi 'pi'awa' ou 'pi('ra)'awa', que significa 'piau, peixe grande', com 'i' (rio). Ou seja, rio das piabas ou dos piaus

Rio de Janeiro - em 1º de janeiro de 1502, uma expedição portuguesa sob o comando de Gaspar Lemos chegou ao que lhes parecia a foz de um grande rio, denominando o local como Rio de Janeiro, ao que é, na realidade, a entrada da barra da Baía de Guanabara

Rio Grande do Norte - recebeu esse nome por conta do tamanho do Rio Potengi

Rio Grande do Sul - primeiro chamado São Pedro do Rio Grande, por causa do canal que liga a lagoa dos Patos ao oceano

Revista Galileu

sábado, 7 de maio de 2011

Qual a origem dos nomes dos continentes?

Fernando Lacombe Hartmann, Rio de Janeiro, RJ

Galileu/Galileu
Mapa-mundi
Inventores da geografia, foram os gregos que batizaram os primeiros territórios conhecidos. Inicialmente, consideravam o mundo entre os que estavam a oeste (ereb, em grego) e a leste (assu) do rio Egeu. Com o passar do tempo, essas denominações dariam origem aos nomes Europa e Ásia.

'África' é um termo grego traduzido para o latim. Refere-se a um lugar ensolarado, sem frio. O continente também era chamado de Lybia pelos gregos.

O nome 'América' homenageia o navegador italiano Américo Vespúcio, que descreveu a região como um novo mundo, e não a Ásia, como acreditava seu descobridor, Cristóvão Colombo.

Oceania também é uma palavra de origem grega. Oceano, na mitologia, é o imenso rio que corre ao redor da Grécia. Austrália, outro nome do continente, quer dizer terras austrais, que estão ao sul. A palavra 'austral' é de origem latina. Antártica ou Antártida — as duas formas são corretas — é o contrário de ártico (norte). Portanto, Antártica é sinônimo de pólo sul, do grego antarktikós e do latim antarticu.

Fonte: http://www.classicalmythology.org/

revista Galileu

Por que o Chile é tão comprido e fino?

Editora Globo
por Redação Galileu
As recentes notícias a respeito do terremoto que atingiu 8,8 graus na escala Richter no Chile colocaram o país em destaque na mídia internacional. Geógrafos explicam o estrago devido à forma do país e sua localização sobre as Placas tectônicas de Nazca e a Sul-americana. O Chile tem mais de 6 mil quilômetros de litoral, mais de 4 mil km de comprimento norte-sul e apenas 175 km de largura em média.

Afinal, há uma explicação para essa forma “esguia” do Chile? A resposta envolve fronteiras naturais e conquistas políticas e militares. “O país está espremido entre a Cordilheira dos Andes ao leste e o Oceano Pacífico no oeste”, diz o chileno Manuel Rolando Berríos Godoy, doutor em Geografia e professor da UNESP de Rio Claro.

A cadeia montanhosa ocupa mais de um terço da extensão do país e dificulta o acesso da população às terras que ficam além delas. No século 16, conquistadores da colônia do Peru migraram para a região onde hoje fica a cidade de Santiago, e não foram encorajados a expandir o território por causa das montanhas. Mas isso só explica a largura do país.

A imensa extensão longitudinal, só foi possível depois da independência da Espanha, antes, o país não era nem um terço do que é hoje. Foi só em 1880, durante a Guerra do Pacífico, que o Chile conquistou o Atacama e uma zona fértil do litoral em disputa com Peru e Bolívia. “Por cinco séculos, o deserto do Atacama foi terra de ninguém, sem vida e chuva, os países próximos não viam como poderia ser explorado. Até descobrirem o salitre na região”.

Por outro lado, o país cedia os territórios da Patagônia Ocidental e Puna de Atacama à Argentina em 1881. A região que hoje é Araucanía, no centro sul, pertencia aos índios mapuches, que resistiram à investidas incas e espanholas. Essa área, por muito tempo “quebrava o país ao meio e só foi finalmente dominada em 1860 pelos chilenos”, diz Berríos.

E as instabilidades terrestres acompanham o país por toda sua história. A própria formação dos andina, um dos pontos mais altos do planeta, ocorreu devido ao choque das placas tectônicas sobre as quais o Chile se localiza. “O terremoto mais forte já registrado aconteceu lá, em 21 de maio de 1960, o povo está habituado e, em uns dois anos, voltamos melhores do que estávamos”, diz o professor.
Revista galileu

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