Japão atrasa por tempo indeterminado armazenamento de resíduos de Fukushima
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Notícias Geografia Hoje
Japão atrasa por tempo indeterminado armazenamento de resíduos de Fukushima
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Xenofobia no Japão
Ewerthon Tobace
De Tóquio para a BBC Brasil
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Notícias Geografia Hoje
Sem usinas nucleares, Japão corta meta de redução de emissões
Desastre de Fukushima provoca paralisação de todos os reatores e leva a aumento do uso de combustíveis fósseis
O Japão anunciou nesta sexta-feira (15) que vai cortar significativamente suas metas de redução de emissão de gases do efeito estufa como consequência do desastre nuclear de Fukushima, há dois anos e meio.AP
Foto aérea mostra a usina nuclear de Fukushima Daiichi em Okuma, norte do Japão (31/8)
O país havia se comprometido a cortar suas emissões em 25% sobre os níveis de 1990 até 2020, mas promete agora uma redução de 3,8% sobre os níveis de 2005. A nova meta representa na prática uma elevação de 3% nas emissões em relação aos níveis de 1990.
O Japão mantém atualmente todas as suas usinas nucleares paralisadas, o que vem forçando o país a aumentar o uso de combustíveis fósseis. Ao contrário da queima de combustíveis fósseis, a produção de energia nuclear não produz gases do efeito estufa, apesar de gerar resíduos radioativos.
Ao anunciar a mudança de meta, o chefe de gabinete do governo japonês, Yoshihide Suga, afirmou que a meta inicial, estabelecida em 2009 pelo governo liderado pelo Partido Democrático, hoje na oposição, era "totalmente sem fundamento".
"Nosso governo tem dito que uma meta de redução de 25% era totalmente sem fundamento e não era factível", disse ele em Tóquio.
Nível de ambição
Em um discurso na conferência da ONU sobre mudanças climáticas em Varsóvia, na Polônia, o negociador-chefe do Japão afirmou que a mudança foi baseada em novas circunstâncias. "A nova meta é baseada em zero de energia nuclear no futuro. Temos que reduzir nosso nível de ambição", afirmou Hiroshi Minami.
Ele admitiu que a mudança deve ser alvo de críticas, mas disse que a meta será ajustada se a situação das usinas nucleares do país mudar.
Até o terremoto e o tsunami de 2011, que provocaram vazamento na usina de Fukushima, o Japão gerava mais de um quarto de sua energia em usinas nucleares.
Mas desde o desastre, seus 50 reatores foram paralisados para verificações de segurança ou manutenção programada, em meio a uma onda de rejeição popular da energia nuclear.
O último reator em operação, em Ohi, foi desligado em setembro. As companhias de energia já pediram autorização para religar cerca de uma dezena de reatores, mas isso poderia levar tempo por conta das exigências de segurança e das barreiras legais.
O primeiro-ministro Shinzo Abe deseja ver os reatores novamente em operação, já que são uma parte vital de seu plano para reativar a economia.
Desde o desastre em Fukushima, o Japão se viu forçado a importar grandes quantidades de carvão mineral, gás natural e outros combustíveis.
http://ultimosegundo.ig.com.br
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Notícias Geografia Hoje
Japão
Nova fuga de água radioactiva na central de Fukushima
Uma nova fuga de água radioactiva foi descoberta no Japão, na central nuclear de Fukushima, disse hoje o operador, de acordo com agências de notícias japonesas.
A Tokyo Eletric Power (TEPCO) informou que uma grande fuga de água radioativa foi registada no setor 1, num tanque diferente daquele em que já se tinha verificado uma situação semelhante em agosto, noticiaram as agências noticiosas Joji e Kyodo.
Não é conhecida a quantidade de água libertada do tanque de 450 toneladas.
A TEPCO disse que tinha constatado água contaminada acumulada à volta do tanque que pode ter trespassado as barreiras.
As barreiras foram instaladas para bloquear a água e impedir que se espalhasse quando ocorre uma fuga na central, que ficou gravemente danificada por um tremor de terra, seguido de tsunami, em março de 2011.
Em agosto, descobriu-se uma fuga de cerca de 300 toneladas de água tóxica de outro tanque, parte da qual se crê ter fluído para o oceano Pacífico.
http://www.noticiasaominuto.com
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Mar de Fukushima pode estar contaminado
domingo, 15 de janeiro de 2012
As lições do Japão
Mariana Queiroz Barboza
RECONSTRUÇÃO
Destroços se acumulam em Otsuchi; três meses depois, o local recuperado
O roteiro de março de 2011 indicava um futuro dramático para o Japão. Em apenas dois minutos, um terremoto de 9 graus na escala Richter deixou um rastro de destruição, a ameaça de uma hecatombe nuclear e a certeza de que a economia do país sofreria os efeitos da tragédia por um longo período. Menos de um ano depois do tsunami, as previsões pessimistas não se confirmaram. Assim como fizeram logo após a Segunda Guerra Mundial, os japoneses novamente deram lições de perseverança. A recuperação não só foi rápida como veio com força. No terceiro trimestre do ano passado, o Produto Interno Bruto do país cresceu 5,6%, a taxa atual de desemprego está em 4,5% (um dos índices mais baixos entre as nações ricas), a indústria automotiva cresceu 24% em dezembro e as reservas internacionais superaram a marca de US$ 1 trilhão. Para efeito de comparação, nenhum dos gigantes europeus tem indicadores tão positivos para exibir.
Não faltam exemplos para ilustrar a competência e a agilidade dos japoneses. Totalmente destruída pela força do terremoto, uma estrada que liga a capital Tóquio à cidade de Naka foi reaberta em apenas seis dias e avenidas e prédios inteiros foram reerguidos em tempo recorde. Em seis meses, o aeroporto de Sendai, que viu seus aviões serem arrastados pelas águas como se fossem frágeis brinquedos, estava completamente restaurado. A rápida reconstrução do país abre caminho para a retomada da economia. Segundo Paulo Yokota, ex-diretor do Banco Central do Brasil, o dinheiro investido principalmente na construção civil teve um efeito multiplicador – milhares de operários foram contratados para executar os serviços e profissionais de diversas áreas foram acionados às pressas para fazer o país andar. O custo da reconstrução foi estimado em USS 235,8 bilhões. Em uma lição de decoro, os japoneses devolveram mais de US$ 100 milhões de doações feitas pela Cruz Vermelha.
FÔLEGO
Com a retomada da economia, as vendas de automóveis subiram 24%
A retomada é resultado também do envolvimento e do sacrifício da população. Segundo Yokota, que voltou recentemente de uma viagem ao Japão, após a catástrofe ampliou-se a conscientização sobre a necessidade de economia de energia. Para evitar sobrecargas nos horários de pico, algumas fábricas reduziram o expediente durante a semana e passaram a produzir a pleno vapor aos sábados e domingos. Os horários de escolas e do comércio também mudaram, o que reduziu os congestionamentos nas ruas e eliminou as cenas mundialmente conhecidas de empurra-empurra no metrô de Tóquio. “Para isso funcionar, foi preciso o engajamento da população”, diz Yokota. “Se não fosse pelo desastre, seria mais difícil as pessoas aderirem.” A resposta dos japoneses a seu histórico de infortúnios naturais vem da tecnologia. Os aparelhos elétricos, como ar-condicionado, televisão e lâmpadas, consomem significativamente menos energia – alguns chegam a gastar 10% do que gastam produtos equivalentes usados no Brasil –, e existem tecidos que resfriam ou aumentam a temperatura do corpo durante estações de calor ou frio intenso. Para um país que construiu uma das maiores economias do mundo após os estragos causados pela Segunda Guerra Mundial, nenhum desafio parece insuperável.

Revista Isto é
terça-feira, 21 de junho de 2011
Peritos concebem cenário para usina de Fukushima
ÁGUA DO MAR: Destroços flutuam no Oceano Pacífico, ao largo da costa do Japão, depois que um terremoto de magnitude 9,0 e um subseqüente tsunami atingiram o país em 11 de marçoScientific American Brasil
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Lição de samurais
EVANILDO DA SILVEIRA

domingo, 27 de setembro de 2009
Dilemas nipônicos
O Japão teme perder status na ciência mundial, sufocado pelo envelhecimento de sua comunidade científica e também por entraves culturais para atrair talentos de outros países e mandar os seus pesquisadores para o exterior. Segundo a revista Nature, um relatório divulgado no mês passado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia nipônico informa que iniciativas para preservar o fôlego científico não estão surtindo efeito. Nos últimos anos, 28 universidades e institutos de pesquisa criaram esquemas para garantir financiamento e ampliar a independência dos jovens pesquisadores. Isso não foi suficiente para rejuvenescer as instituições: o contingente de pesquisadores com menos de 37 anos caiu de 36.773 em 1998 para 35.788 em 2007, embora, no mesmo período, a comunidade científica tenha crescido 15%. Barreiras culturais tornam as perspectivas mais complicadas. Após décadas de estímulo à internacionalização, apenas 10% dos doutores formados em universidades japonesas são estrangeiros, ante 42% dos Estados Unidos e 41% do Reino Unido. E cada vez menos japoneses se interessam por ter experiência internacional. Embora dois dos quatro nipônicos que venceram o Nobel de 2008 estejam radicados nos Estados Unidos, o número de pesquisadores que passaram mais de três meses em laboratórios do exterior caiu de 7.118 em 1997 para 4.163 em 2006. Segundo o relatório, apenas 2% dos cientistas japoneses planejam trabalhar no exterior.
Revista FAPESP

