sexta-feira, 15 de junho de 2018

Para combater aquecimento global, Suíça vai aspirar CO2 do ar (e reaproveitá-lo como adubo na produção de hortaliças)



Na corrida contra o tempo para combater o aquecimento global e frear o aumento da temperatura em até 2ºC até o fim deste século, como recomendado pela ONU, começam a pipocar mundo afora diferentes alternativas para reduzir e mitigar as emissões de CO2.

Na Suíça, uma opção pra lá de inusitada está causando reboliço: a empresa Climeworks vai inaugurar uma planta comercial capaz de sugar do ar o dióxido de carbono emitido por carros, aviões e trens.

Mais do que isso: a companhia vai revender o material capturado para uma fabricante de legumes e verduras, que usará o gás como fertilizante vegetal, aumentando em até 20% sua produção.

Sim, você não entendeu errado: vão adubar os alimentos com CO2! Polêmico, não?

A Climeworks garante que o processo é seguro para a saúde e que o CO2 capturado pode ser usado ainda para outras finalidades, como combustível e gaseificador de bebidas. Segundo eles, a planta suíça tem capacidade para sugar até 900 toneladas métricas de dióxido de carbono do ar – o equivalente à emissão de 200 carros populares no ano.

A unidade na Suíça é só o começo. Até o ano de 2025, os fundadores da Climeworks assumiram a ousada meta de capturar do ar o equivalente a 1% das emissões globais. Para tanto, vão precisar implementar mais 750 mil plantas como a da Suíça mundo afora. Será que a moda vai pegar?
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Brasil permite consumo de 14 agrotóxicos proibidos mundialmente



O Brasil é o maior importador deagrotóxicos do planeta e permite o consumo de pelo menos 14 tipos de substâncias que já são proibidas no mundo, por oferecerem comprovados riscos à saúde humana. Só em 2013 foram consumidos um bilhão de litros deveneno pela população, o que representa um mercado ascendente de R$ 8 bilhões.

Na lista de “proibidos no exterior e ainda em uso no Brasil” estão Tricolfon, Cihexatina, Abamectina, Acefato, Carbofuran, Forato, Fosmete, Lactofen, Parationa Metílica e Thiram. Sem contar as substâncias que já foram proibidas por Lei – por estarem ligadas ao desenvolvimento de câncer e outras doenças de fundo neurológico, hepático, respiratório, renal ou genético -, mas que continuam em uso nas fazendas brasileiras por falta de fiscalização. 

“São lixos tóxicos na União Europeia e nos Estados Unidos. O Brasil lamentavelmente os aceita”, disse a toxicologista Márcia Sarpa de Campos Mello, da Unidade técnica de Exposição Ocupacional e Ambiental do Instituto Nacional do Câncer, em entrevista ao portal de notícias IG.

Ela explica que o perigo de contaminação está na ingestão desses alimentos, mas também no ar, na água e na terra, o que torna o problema ainda mais grave. Produtos primários e secundários que fazem parte de nossa cadeia alimentar representam grande risco de contaminação.

Pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso analisaram 62 amostras de leite materno e encontraram, em 44% delas, vestígios de um agrotóxico já banido, chamado Endosulfan, conhecido por prejudicar os sistemas reprodutivo e endócrino. Além disso, também foram identificados outros venenos, ainda não banidos — é o caso do DDE, versão modificada do potente DDT, presente em 100% dos casos.

Nesta mesma pesquisa, conduzida pelo professor Wanderlei Pignati, concluiu-se que em um espaço de dez anos os casos de câncer por 10 mil habitantes saltaram de 3 para 40. Além disso, os problemas de malformação por mil recém nascidos saltaram de 5 para 20. Assustador, para dizer o mínimo! 

Foto: Flávio Costa/Creative Commons
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domingo, 3 de junho de 2018

Estudos mostram que 42% das espécies na Europa diminuíram na última década


Lusa

Tendência registada na Europa deve-se ao aumento da intensidade da agricultura e da silvicultura, "com consequências diretas no declínio da biodiversidade".

Um conjunto de estudos sobre a biodiversidade, realizados a nível mundial e no quais trabalhou também uma investigadora do Porto, indicam que 42% das espécies animais e vegetais na Europa diminuíram as suas populações na última década.

Os resultados destes estudos mostram "a continuação do declínio da biodiversidade e dos serviços dos ecossistemas a nível mundial, nas várias regiões analisadas, causando a degradação das condições de vida de muitas pessoas", disse à Lusa a investigadora do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR), Isabel Sousa Pinto.


Estes estudos foram realizados pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas (IPBES), uma entidade científica da Organização das Nações Unidas (ONU) para a área da biodiversidade, equivalente ao Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC).

As conclusões, apresentadas na 6.ª Assembleia Geral do IPBES, em Medellin (Colômbia), indicam que a tendência registada na Europa deve-se ao aumento da intensidade da agricultura e da silvicultura, "com consequências directas no declínio da biodiversidade", referiu a investigadora.

"O mar mostrou-se uma das áreas com menos conhecimento mas com situação mais preocupante, com 27% das espécies e 66% dos habitats marinhos avaliados com estado de conservação desfavorável", indicou a professora da Universidade do Porto, que co-liderou um dos seis capítulos desta avaliação, orientado para as regiões da Europa e Ásia Central.

Segundo Isabel Sousa Pinto, embora a maioria da exploração pesqueira nesta região mostre ainda uma "tendência insustentável", existem "alguns casos de recuperação de stocks, resultantes da aplicação de medidas adequadas de gestão, que indicam o caminho a seguir no futuro".

Entre essas medidas, destacou, encontram-se a redução das pescas, da desflorestação e da poluição, o aumento da promoção de áreas protegidas, a redução da caça e do tráfico de animais e a conservação de aves.

"A Europa não é das zonas com menos problemas. Apesar de termos políticas avançadas em termos de controlo da poluição e de conservação, comparativamente a outras regiões do mundo, também temos uma utilização intensiva dos recursos, que levam a que a biodiversidade seja bastante ameaçada", salientou.

Na sua opinião, a biodiversidade não pode ser uma preocupação só do Ministério do Ambiente, devendo envolver outras esferas políticas, como é o caso "das pescas, da agricultura, da floresta, dos transportes, do planeamento urbanístico, da zona costeira e da zona marítima e do planeamento energético".

A professora apontou a agricultura biológica, uma melhor gestão de áreas protegidas, a criação de passagens subterrâneas ou aéreas para a fauna (evitando o seu atropelamento) e a verificação dos locais onde se instalam as torres de energia eólica (para reduzir a mortalidade de aves), como algumas das medidas que podem ser tomadas para controlar o declínio da biodiversidade.

Encomendados pelos governos de diferentes países, estes estudos tiveram a duração de três anos e contaram com a participação de mais de 550 especialistas - entre os quais cinco portugueses -, de cerca de 100 países.

Os investigadores recorreram a trabalhos já publicados sobre a relação entre a biodiversidade com o bem-estar das pessoas e a tendência dos serviços de ecossistema, ao conhecimento indígena e aos depoimentos de pessoas que trabalham nas áreas protegidas e de trabalhadores locais, como agricultores, pescadores e pastores.

Durante a assembleia, Isabel Sousa Pinto foi eleita para integrar o MEP (Multidisciplinary Expert Panel), órgão responsável por assegurar a qualidade científica dos trabalhos desenvolvidos pela IPBES, seleccionar os autores para os novos estudos, bem como formular o novo programa de trabalhos a partir das sugestões e pedidos dos governos. 

A IPBES está a elaborar uma avaliação global da biodiversidade e serviços dos ecossistemas, incluindo a avaliação dos oceanos e do uso sustentável de espécies selvagens, os efeitos das espécies invasoras e os métodos de avaliação e de valorização da biodiversidade e dos serviços dos ecossistemas.
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90% da população mundial respira ar poluído

Lusa

Todos os anos morrem sete milhões de pessoas por causas relacionadas com a poluição e os níveis de contaminação assegura a Organização Mundial de Saúde.

Foto: Jeff Swensen/Getty Images

Na população mundial, nove em cada dez pessoas respiram ar poluído e contaminado, revelou na terça-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo a organização, todos os anos morrem sete milhões de pessoas por causas directamente relacionadas com a poluição e os níveis de contaminação permanecem "perigosamente elevados" em várias regiões do globo, refere um relatório da OMS. 

"O mais dramático é que os valores estabilizaram. Apesar das melhorias alcançadas e dos esforços postos em prática, a imensa maioria da população mundial, 92 por cento, respira ar contaminado em níveis muito perigosos para a saúde", afirmou a diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente, María Neira, citada pela agência Efe. 

Segundo os investigadores deste estudo da OMS, os níveis de contaminação do ar têm-se mantido estáveis ao longo dos últimos seis anos, com ligeiras melhorias na Europa e no continente americano. 

Em causa está a poluição com partículas minúsculas que entram profundamente nos pulmões e no sistema cardiovascular, causando doenças potencialmente mortíferas como derrames cerebrais, ataques de coração, obstruções pulmonares e infecções respiratórias.

Segundo a OMS, em 2016 o ar poluído no exterior causou a morte a 4,2 milhões de pessoas. A poluição de interiores, relacionadas, por exemplo, com o uso de tecnologia ou de fontes de energia poluentes na cozinha terá causado 3,8 milhões de mortes.

Os países mais pobres, na Ásia, África e Médio Oriente, são os que registam a maior percentagem de mortalidade causada pela poluição, que apresenta níveis cinco vezes superiores ao estabelecido pela OMS.

No esforço de alterar o panorama, a directora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS deu como exemplo a China, que politicamente se propôs a reduzir os "níveis de contaminação altíssimos".

"A poluição ambiental é o maior desafio para a saúde pública mundial", sublinhou
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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Cumprir metas do Acordo de Paris evitaria milhões de casos de dengue na América Latina


Cientistas mostram em novo estudo que limitar o aquecimento global a 2°C poderia evitar 2,8 milhões de casos da doença a cada ano até 2100 no continente; se a temperatura não subir mais que 1,5°C , redução de casos seria de 3,3 milhões por ano até o fim do século

Fábio de Castro

Limitar o aquecimento global a 2°C poderia evitar 2,8 milhões de casos de dengue por ano até o fim do século na América Latina, de acordo com um novo estudo internacional feito com participação brasileira. Segundo a pesquisa, um limite de aquecimento de 1.5°C representaria uma redução 3,3 milhões de casos anuais até 2100 no continente, sendo 1,4 milhão só no Brasil.

O estudo, que teve seus resultados apresentados nesta segunda-feira, 28, em artigo publicado na revista científica PNAS, também revela que limitar o aquecimento do planeta impediria que a dengue se intensificasse em áreas onde a incidência é atualmente baixa, ou que se espalhasse por áreas do continente onde ainda não há casos.

Para fazer as projeções, os pesquisadores estudaram registros clínicos e laboratoriais de casos de dengue confirmados na América Latina e elaboraram um novo modelo computacional capaz de quantificar as variações na transmissão de dengue na América Latina diante de diferentes cenários de aquecimento global. Segundo os cientistas, a dengue infecta anualmente 390 milhões de pessoas no mundo, sendo 54 milhões na América Latina.


Os dois mapas mostram as mudanças que ocorrerão até 2100 na duração da temporada de transmissão da dengue, que resultam em maior número de casos da doença na América Latina; o mapa da esquerda indica a situação caso o aquecimento global seja limitado a 1,5 ◦C e o mapa da direita mostra a intensificação e alastramento da doença caso o aquecimento chegue a 3,7◦C. Foto: PNAS

As reduções no número de casos de dengue em cenários com aquecimento limitado a 2°C e 1.5°C - as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris - foram calculadas em comparação ao número de casos estimados para 2100 se as temperaturas médias subirem a 3,7°C, que é a elevação esperada caso as emissões de carbono continuem nas taxas atuais, sem nenhuma medida para deter o aquecimento global.

O Acordo de Paris, estabelecido em 2015, determina que os 195 países signatários se esforcem para conter o aquecimento global a menos de 2°C até o final do século, com tentativas de atingir uma meta mais ambiciosa de limitar o aquecimento a 1,5°C, em comparação aos níveis pré-industriais.

De acordo com o novo estudo, limitar o aquecimento a 2°C representaria uma redução de 800 mil casos por ano até 2050 e de 2,8 milhões de casos por ano até 2100. Limitar o aquecimento a 1,5°C produziria uma redução de 1,1 milhão de casos anuais até 2050 e de 3,3 milhões de casos por ano até 2100.

O Brasil, segundo os pesquisadores, seria um dos países mais beneficiados com a limitação da temperatura média global às metas mais ambiciosas do Acordo de Paris. Com uma limitação do aquecimento a 1,5°C, o País evitaria 500 mil casos por ano até 2050 e .1,4 milhão de casos anuais até 2100.

De acordo com o primeiro autor do estudo, o pesquisador mexicano Felipe Colón-González, da Escola de Ciências Ambientais da Universidade East Anglia (Reino Unido), a pesquisa demonstra que limitar o aquecimento global a 2°C ou 1.5°C poderia trazer importantes benefícios à saúde humana.

"Existe uma preocupação crescente sobre os potenciais impactos das mudanças climáticas sobre a saúde humana. Embora já se reconhecesse que limitar o aquecimento a 1.5°C traria benefícios à saúde humana, a magnitude desses benefícios ainda não havia sido quantificada", disse Colón-González.

O cientista brasileiro Carlos Peres, também da Universidade East Anglia, coautor do estudo e orientador do pós-doutorado de Colón-González, chama a atenção para os impactos econômicos de um aumento continental dos casos de dengue.

"Muitas vezes se pensa que o custo para combater as mudanças climáticas é muito alto. Mas o estudo mostra que, se não houver uma limitação do aquecimento global, teremos uma intensificação dos casos de dengue nos lugares onde eles já ocorrem e, principalmente, haverá uma expansão geográfica da incidência da doença. Essa expansão terá um impacto substancial nos sistemas de saúde, com um custo muito maior que o do combate às mudanças climáticas", disse Peres ao Estado.

Os impactos econômicos negativos gerais do aquecimento global - incluindo saúde pública, agricultura e custos ligados a eventos extremos - já haviam sido quantificados por outro estudo, publicado na revista Nature no dia 23 de março: manter o aquecimento no limite de 1.5°C até 2100, em vez de 2°C, representaria uma economia de US$ 20 trilhões.

Expansão geográfica. Segundo os autores do novo estudo, a costa do Brasil, o sul do México, o Caribe, o norte do Equador, a Colômbia e a Venezuela seriam os locais mais afetados pelo aumento dos casos de dengue provocado pelas mudanças climáticas. 

Como o mosquito transmissor da doença, Aedes aegypti, vive em locais quentes e úmidos, o aquecimento global também aumentaria os limites geográficos da doença, incluindo locais onde a incidência é atualmente muito baixa, como o Paraguai e o norte da Argentina.

De acordo com outro dos autores do estudo, Iain Lake, também da Universidade East Anglia, entender e quantificar os impactos do aquecimento na saúde humana é crucial para que os sistemas de saúde pública se preparem e possam responder às epidemias. 

"O aquecimento já chegou a 1°C acima dos níveis pré-industriais e, na atual trajetória, se os países cumprirem suas propostas de redução do CO2, chegaremos a 3°C. Portanto, fica evidente que há muito a ser feito para reduzir o CO2 rapidamente, se quisermos evitar esses impactos", disse Lake.

Além de Peres, Colón-González, e Lake, também participaram do estudo Ian Harris, Timothy Osborn, Paul Hunter - todos da Universidade East Anglia - e Christine Steiner São Bernardo, da Universidade Federal do Mato Grosso.
Jornal O Estado de S.Paulo

domingo, 27 de maio de 2018

Veja o significado do nome dos países dos cinco continentes do mundo


Sabia que o nome Brasil vem de 'vermelho como brasa'?

Direito de imagemCREDIT CARE COMPARE

Sabemos os nomes de vários países e falamos sobre eles muitas vezes sem questionar o signifcado dessas nomenclaturas. Alguns são descritivos, outros não deixam margem para dúvidas, e vários têm versões divergentes. De toda maneira, todos eles dizem algo sobre o lugar que denominam - e descobrir isso é um exercício curioso e divertido.

Você sabe de onde vem o nome da Espanha, por exemplo? Ou seria capaz de localizar no mapa a terra dos arianos e a terra dos homens honestos?

Veja o significado do nome dos países dos cinco continentes do mundo.
Direito de imagemCREDIT CARE COMPARE

América

Os nomes dos países da América do Norte e Central contam a história da colonização europeia.

O nome América em si vem do explorador italiano Americo Vespúcio, que foi a primeira pessoa a perceber que o continente era uma massa de terra separada e não na costa leste da Ásia.

Era o "Novo Mundo" e estava destinado a um período trágico de guerras e conflitos por terra.

O México, colonizado pela Espanha, é a tradução simplificada para o espanhol do nome náuatle da capital asteca, chamada "no umbigo da lua".

Os exploradores espanhóis também chegaram a grande parte da América Central e do Caribe, onde encontraram preciosidades como "A terra junto da água" e "O lugar das romãs", conhecidas hoje como Nicarágua e Granada.

A América do Sul possui alguns dos ecossistemas mais diversos do planeta. É também o lar do maior rio do mundo: o Amazonas. Não surpreende, portanto, que muitos dos nomes dos países reflitam essa abundância de água.

A Guiana é derivada de uma língua indígena ameríndia e significa "Terra de muitas águas", enquanto a vizinha Venezuela tem o nome derivado da cidade italiana Veneza: "Pequena Veneza".

Um nome que chama a atenção é "Vermelho como uma brasa". Para quem não sabe, é o nome do Brasil.

Ele se refere à cor vermelha de uma madeira usada para tingir tecidos que os portugueses encontraram no país - o pau-brasil. Sua origem é a palavra celta "barkino" e que em espanhol passou a ser barcino, e depois Brasil.Direito de imagemCREDIT CARD COMPARE

No caso do Uruguai, existem várias versões sobre a origem do seu nome.

Pode vir do Uruguai, que em guarani é uma espécie de caracol e que significa água ou rio. Então significaria "rio de caracóis".

Outra teoria é que se refere ao uru, um pássaro parecido com a codorna; e gua, que significa "de". Junto seria o Rio do Urú. Outros dizem que de maneira geral é Rio dos Pássaros.

O poeta Juan Zorrilla de San Martín, por sua vez, interpretou o nome como "rio de pássaros pintados".Direito de imagemCREDIT CARE COMPARE

Ásia

A Ásia ocupa um terço da área total do mundo e é o continente mais populoso do planeta.

Sua rica diversidade cultural e de história se reflete nos nomes de seus países.

A dinastia Goryeo ou Koryŏ reinou de 935 a 1392, supervisionando um país que estava formando suas próprias tradições culturais. Esse país, agora dividido, é conhecido como Coreia, que pode ser traduzido como "alto e bonito".

Outros nomes falam sobre a geografia da região.

O nome Iraque refere-se à sua localização nas margens dos rios Eufrates e Tigre. Ele vem do árabe "al-'irāq", que se traduz como "ao lado da água".

A terra dos arianos está nesse mesmo continente. O nome é derivado do antigo "aryānam" persa - o plural de arya significa nobre, no sentido de alta linhagem. Então a terra daqueles que descendem de alta linhagem é o Irã.Direito de imagemCREDIT CARE COMPARE

África

A África é conhecida como o berço da civilização, o lugar de onde vem toda a humanidade.

Os nomes de seus países revelam uma história de culturas nativas e de colonização.

O Malaui, por exemplo, significa "Terra das Chamas", que acredita-se reflete o hábito local de queimar o pasto morta para preparar a terra para o cultivo.

Outros lugares falam mais daqueles que chegaram do que daqueles que foram.

O explorador português Fernando Pó percorreu o rio Wouri em 1472 e encontrou uma grande quantidade de camarão em sua viagem. Por essa razão, ele chamou de Rio dos Camarões, ou o Rio de Camarão, por isso o país é conhecido como Camarões.

Um dos nomes mais curiosos é o do Benim, que pode ser derivado dos bini, os habitantes originais do lugar. Também poderia vir de "Ile-ibinu", que na língua iorubá significa "Terra de discussão", uma possível referência à uma época em que as tribos estavam em guerra.Direito de imagemCREDIT CARD COMPARE

Europa

A Europa tem um longo histórico de exploração, e muitos dos nomes dos países refletem as terras e aqueles que as exploraram.

A França leva o nome de uma coalizão de tribos germânicas, os francos. O nome frank vem da antiga palavra alemã franka, que significa "feroz". Ou seja, França significa Terra do Ferozes.

Outros nomes indicam os caminhos que as pessoas usaram para descobrir seu mundo.

A Noruega, por exemplo, significa simplesmente "A estrada para o norte", referindo-se a uma antiga rota viking.

E a Espanha? A teoria mais comum é que esse nome seja derivado da palavra da extinta língua púnica "Ispanihad" que significa "terra de coelhos". Mas também é verdade que a Roma Antiga chamava a Península Ibérica de "Hispania", que viria da palavra Hesperia, cujo significado é "a terra do oeste" ou "a terra do sol poente".

Também na Europa está a terra de pessoas altas, a Macedônia, que vem do grego antigo "mak" (alto) e que devia, provavelmente, descrever aqueles que viveram ali.Direito de imagemCREDIT CARE COMPARE

Oceania

A Oceania pode ser o menor continente, mas suas paisagens diversificadas, desde florestas tropicais até vulcões e pastagens, fascinam as pessoas há séculos.

Foram os gregos que a chamaram de Terra Australis Incognita (Terra Desconhecida do Sul) quando eles sonhavam com as ainda desconhecidas paisagens do Hemisfério Sul.

Samoa significa "centro sagrado" e diz a lenda que foi lá onde o deus samoano Tagaloa dos Céus criou o mundo.

O nome Nova Zelândia tem duas histórias: o explorador holandês Abel Tasman a batizou em 1642 de "A Terra do Estado", porque pensou que ela estivesse de alguma maneira ligada às ilhas no sul da Argentina.

Quando os cartógrafos holandeses perceberam que não era o caso, eles mudaram o nome para Nova Zeelandia - em latim - e depois Nieuw Zeeland -em holandês porque lembrou da província holandesa de Zeeland que significa "terra do mar" .

Mas para os maori o local é Aotearoa, que significa "A terra da longa nuvem branca".

Talvez o nome mais simpático da região seja o da ilha de Nauru, que na língua nauruana significa "Eu vou à praia".

O mapa do mundo com os nomes literais dos países foi encomendado pela firma Credit Card Compare, feito pela NeoMam Studios - que também realizou as traduções para o português para a BBC Brasil.

Poluição luminosa de grandes cidades faz estrelas 'desaparecerem' do céu e pesquisas minguarem


Evanildo da Silveira
BBC Brasil

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CLEBER GONÇALVES
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A forma como a iluminação das cidades é projetada tem dificultado a observação dos astros em Itajubá, em Minas Gerais

Quem olhasse para o céu na noite de 25 de janeiro de 1554, data da missa dos jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega pela fundação da cidade de São Paulo, poderia avistar mais de 4 mil estrelas - caso não houvesse nuvens nem lua.

Hoje, não veria mais do que uma dúzia. A culpada pelo "desaparecimento" dos astros é a iluminação artificial da metrópole, com seus milhões de lâmpadas nas ruas, residências e lojas, além dos faróis de carros. A chamada poluição luminosa não apenas reduziu a beleza do céu noturno, como também causa problemas práticos. Ela prejudica as observações astronômicos e, consequentemente, a realização de pesquisas científicas que ampliam o conhecimento sobre o universo.

Segundo uma cartilha elaborada pelo Laboratório Nacional de Astronomia (LNA), localizado em Itajubá, em Minas Gerais, há três categorias de poluição luminosa. A primeira é o brilho do céu (sky glow), que é aquele aspecto alaranjado, causado pelas luzes, principalmente de lâmpadas de vapor de sódio, indevidamente direcionadas para o alto e para os lados. É pior em áreas com alta concentração de poluentes atmosféricos.

A segunda é o ofuscamento (glare), luz excessiva e direta nos olhos, causando cegueira momentânea. Um exemplo é o carro que trafega com faróis altos na direção contrária a de outro veículo. Por fim, a terceira categoria de poluição luminosa é a chamada luz intrusa (trespass), que é a iluminação de um ambiente que invade o domínio de outro, como, por exemplo, aquela que vem da rua e não permite que o quarto fique totalmente escuro durante a noite.

Embora os problemas que a poluição luminosa causa às observações astronômica tenham se intensificado nos últimos anos, eles não são de hoje. Segundo o pesquisador Vladímir Jearim Peña Suárez, do Projeto Olhai pro Céu Carioca, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, quando o campus do Observatório Nacional do Rio de Janeiro foi transferido para o Morro de São Januário, em São Cristóvão, em 1922, a região era considerada suburbana, com uma densidade de população pequena e isolada.

Com o passar dos anos, o conjunto de lunetas da instituição foi ficando limitado tecnologicamente, prejudicado de forma crescente pelo crescimento da população, com o consequente o aumento da iluminação externa artificial. "Isso fez com que o interesse de usar estes instrumentos profissionalmente fosse diminuindo", conta Suárez. "As últimas observações profissionais com a luneta de 46 centímetros, a maior do Brasil, datam de 1977."
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A iluminação artificial tem atrapalhado a eficácia Laboratório Nacional de Astronomia (LNA), localizado em Itajubá, em Minas Gerais

O diretor do LNA, Bruno Vaz Castilho de Souza, lembra que algo semelhante aconteceu com o Observatório de Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), localizado no centro do Rio. "Ele já perdeu sua capacidade de fazer pesquisa há muitas décadas", lamenta. "Mas o problema se agravou mais nos últimos 15 anos, com o barateamento dos sistemas de iluminação e a política de eletrificação rural, que afeta agora os observatórios de montanha, mesmo longe dos grandes centros. É importante notar que o problema não é iluminar, é iluminar incorretamente."

Um exemplo mais recente vem do Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica (OASI), que começou a operar em março de 2011, no município de Itacuruba, no sertão pernambucano. A escolha do local para instalação do telescópio, o segundo maior do Brasil, com espelho principal de 1,0 metro de diâmetro, obedeceu a critérios técnicos e logísticos. "Ainda que não seja pródigo em montanhas, o semiárido brasileiro tem baixo índice pluviométrico, com noites abertas e secas", diz Teresinha Rodrigues, da Coordenação de Astronomia e Astrofísica, do Observatório Nacional.

Outra característica da região é que as cidades ainda são pequenas e afastadas umas das outras, contribuindo pouco para a poluição luminosa. "Apesar disso, a iluminação urbana recentemente instalada na cidade de Rodelas (BA), próximo a Itacuruba, tornou-se altamente invasiva, com um fulgor amarelo que se destaca na noite da Caatinga num raio de dezenas de quilômetros", conta Rodrigues. "No que diz respeito à interferência nas observações astronômicas, já podemos considerar que 15% do céu da região, na direção Sudoeste, estão perdidos para o trabalho de pesquisa."

A principal instituição de observação astronômica do Brasil também está às voltas com a poluição luminosa. O Observatório do Pico dos Dias (OPD), instalado em 1980, a 1.864 metros de altitude, entre as cidades mineiras de Brazópolis e Piranguçu, possui quatro telescópios, inclusive o maior no Brasil, com um espelho de 1,6 metros de diâmetro. Dois telescópios com espelhos de 0.6 m e um de 0.4 m completam o conjunto.

Segundo Souza, o OPD contribuiu decisivamente para o crescimento da astronomia brasileira, tendo aberto caminho para a participação nacional em projetos internacionais de grande porte, como os telescópios Gemini e SOAR. "O OPD tem também papel fundamental na formação de novos profissionais para a astronomia", acrescenta.
Economia na conta de luz

Tudo isso está em risco, no entanto. A vida útil do OPD como laboratório científico está sendo comprometida pelo aumento descontrolado da iluminação artificial nos seus arredores. "Considerando o número de habitantes e a distância em linha reta ao observatório, as cinco cidades que mais o afetam são Brazópolis, Itajubá, Piranguçu, Campos do Jordão e Piranguinho", informa Souza. "É preciso conscientizar a população e os governos municipais para a existência do problema e promover ações concretas visando impedir o avanço da poluição luminosa e, até mesmo, revertê-la."

Há várias iniciativas nesse sentido, tanto no Brasil como no exterior. "Os projetos em outros países com tradição astronômica estão bem mais avançadas", diz Souza. "Não faltam exemplos de casos bem-sucedidos, como nas cidades de La Serena e Monte Pátria, no norte do Chile, e a ilha de La Palma, nas Ilhas Canárias (Espanha), que reduziram drasticamente a poluição luminosa e agora economizam na conta de luz."

De acordo ele, isso pode ser conseguido com cuidados simples. Os sistemas de iluminação devem ser corretamente orientados, de modo a evitar que a luz artificial seja desviada na direção do céu. Nas ruas, estacionamentos e empresas o vidro refrator das lâmpadas deve ser plano, para que a luz seja dispersada para baixo.

Em praças, áreas de lazer, jardins e parte externa de residências deve-se evitar luminárias esféricas (globos), muito comuns no Brasil. "A regra de ouro é iluminar apenas o que for preciso e durante o tempo que for necessário", ensina Souza.
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A iluminação deixaria de atrapalhar observatórios caso as lâmpadas propagassem a luz para baixo

Além das iniciativas de observatórios e cidades, há também campanhas como a Semana Internacional dos Céus Escuros 2018 (International Dark Sky Week, IDSW2018), e associações, como a The International Dark-Sky Association (Associação Internacional do Céu Escuro), que se dedicam ao tema.

"Em 2007, cientistas e formuladores de políticas de cerca de 50 países se reuniram em La Palma para a primeira Conferência Internacional em Defesa da Qualidade do Céu Noturno, produzindo uma declaração sobre 'proteger o céu como um direito básico para toda a humanidade'", conta.

Souza diz que no Brasil ainda há poucas iniciativas concretas, mas com o crescimento das cidades do interior próximas aos observatórios, como o Pico dos Dias (Brazópolis e Piranguçu) e o Observatório Municipal Jean Nicolini (Campinas), as ações são mais que nunca necessárias. "O Observatório de Campinas tem trabalhado junto à prefeitura para criar uma legislação municipal", informa.

O LNA, além de fazer campanhas com o público da região e produzir material informativo, tem feito esforços junto às prefeituras locais para a troca da iluminação incorreta. "Itajubá, por exemplo, está trabalhando para a criação de Parceria Público-Privada (PPP) para fazer isso e Brazópolis e o LNA pretendem submeter projeto para o mesmo fim em breve", informa Souza.

terça-feira, 22 de maio de 2018

sábado, 19 de maio de 2018

domingo, 13 de maio de 2018

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Ciência é a maior esperança de salvar os Corais da Amazônia


Pesquisas a bordo do navio Esperanza buscam coletar informações que inviabilizem a exploração de petróleo na região
PRESA A UMA CORDA, DRAGA É LIBERADA COM A AJUDA DE UM GUINDASTE À BORDO DO NAVIO ESPERANZA (FOTO: FELIPE FLORESTI/REVISTA GALILEU)

Nos dias 12 e 13 de abril, os trabalhos à bordo do navio Esperanza, do Greenpeace, tinha um foco:lançar uma pequena draga — uma espécie de pá que se fecha ao colidir com o fundo do oceano, coletando o que encontrar lá em baixo —, mas não é uma tarefa simples.

Estamos navegando sobre a área norte dos Corais da Amazônia, próximo à fronteira com a Guiana Francesa. Na região, três correntes marinhas se entrecruzam, o que impossibilita a utilização de um submarino, por exemplo. As imagens capturadas em 2016 são da área central dos corais, com águas muito mais tranquilas.
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O objetivo dessa expedição à bordo do navio Esperanza é conhecer cada vez melhor os corais, até então só observados com imagens. A meta é estudar a microbiologia, a força e direção das correntes, além possível presença de novas espécies de fauna e flora, identificadas por meio de mapeamento genético.


O que preocupa a todos, porém, não é nem a dificuldade em coletar as amostras, já previstas. Mas sim o fato de ser por ser ali que empresas estrangeiras, Total e BP, pretendem explorar petróleo.
PEQUENA E PESADA, DRAGA É UTILIZADA PARA COLETAR AMOSTRAS DO FUNDO DO OCEANO (FOTO: FELIPE FLORESTI/REVISTA GALILEU)

"A bacia da foz do rio Amazonas é considerada uma nova fronteira para a exploração de petróleo porque nunca foi produzido aqui, mas desde a década de 1970 já foram 95 tentativas de se produzir petróleo aqui e nenhuma deu certo", conta Thiago Almeida, à frente da campanha "Defenda os Corais da Amazônia" do Greenpeace. "Dessas, 27 foram por acidentes mecânicos. Um acidente pode se transformar em um desastre ambiental."

Em 2016, um grupo de 38 cientistas publicou o primeiro estudo a revelar a existência de um novo bioma que, até então, nem nome tinha, além do início do processo de Licenciamento Ambiental para a exploração de petróleo. Com isso, a maior ONG ambientalista do mundo decidiu agir: cinco meses depois, faziam a primeira incursão pelos corais, com direito ao uso de submarino. "O trabalho dos especialistas diziam que os corais iam até 120 metros de profundidade, a gente encontrou a 185 metros. É por isso que, depois dessa expedição, os cientistas falaram que o sistema recifal pode ser até cinco vezes maior do que dizia o primeiro estudo", afirma Almeida. Assim, a área de 9,5 milhões de km² de recifes, pode chegar à 56 milhões de km².

Outras descobertas, dessa vez nada agradáveis, vieram quando cientistas comissionados pelo Greenpeace foram analisar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), principal etapa técnica do Licenciamento. "É uma região com muito sedimento na água, pela influência do rio Amazonas. Tudo aquilo que o rio traz do coração da floresta, vem parar aqui. Esses sedimentos, quando se misturam com óleo, trazem óleo para baixo", disse.

No EIA, as empresas afirmam que há uma chance de 30% de, em caso de vazamento, o petróleo atingir os corais. "O que por sí só já é inaceitável", defende Almeida. "Mas a gente teve especialista afirmando que as empresas deveriam considerar uma chance de 100% de atingir os corais, pois as modelagens não levaram em consideração esses sedimentos."

Em geral, os corais são fundamentais para a preservação da biodiversidade do planeta. Apesar de ocuparem uma área de cerca de 1% dos oceanos, eles abrigam 25% da vida marinha e 35% dos peixes. Quando se fala dos amazônicos, o problema é ainda maior, pois trata-se de um bioma único no mundo.

"Essa é uma região extremamente desfavorável para o surgimento de corais. Um professor universitário francês até falou que passou 15 anos da vida falando para os alunos que era impossível existir corais na foz de um rio como o Amazonas", afirma. "Encontraram peixes considerados endêmicos do Caribe, o que indica a existência de um corredor biológico de lá até a América do Sul."
AREIA COLETADA NOS ARREDORES DOS CORAIS TRAZEM INFORMAÇÕES VALIOSAS PARA OS CIENTISTAS, COMO A MICROBIOLOGIA E A ORIGEM DESSES SEDIMENTOS, QUE SERÃO ANALISADOS EM LABORATÓRIO APÓS A EXPEDIÇÃO (FOTO: FELIPE FLORESTI/REVISTA GALILEU)

Destruir os corais, porém, é somente uma parte do problema. Os sistemas recifais estão diretamente ligados aos estoques pesqueiros, que garantem a sobrevivência de diversas comunidades da região. Além disso, na costa do Amapá se encontra um dos maiores manguezais do mundo, em uma faixa contínua que chega até a Venezuela.

"Imagina um derramamento atinja a costa, não existe tecnologia para limpar mangues. São décadas e décadas para ele se recuperar. A gente sabe que na Amazônia tem a pororoca em vários rios justamente por que o mar adentra por quilômetros o continente."

"Eu vi o rio Calçoene: ele vem em uma direção e, de repente, muda pela força do mar. Imagina trazer todo esse petróleo para dentro, sai a água, e fica só o petróleo. Estamos falando de ameaçar povos indígenas, pesqueiros, extrativistas, ribeirinhos, quilombolas. Uma ameaça aos povos tradicionais, que dependem da saúde do mar, da costa, para sobreviver."

Apesar dos desafios, não faltam motivos para pesquisadores e ambientalistas ficarem animados. Graças à pressão, que inclui uma campanha global que já coletou 1,9 milhões de assinaturas em 21 países, e os estudos científicos protocolados junto ao IBAMA, o rito do Licenciamento já foi atrasado em pelo menos um ano e meio.

Os argumentos dos cientistas fizeram com que o órgão ambiental pedisse diversas alterações no EIA e, conforme novos estudos, como os feitos a bordo, fiquem pronto, mais argumentos serão somados contra a exploração de petróleo na região. Mas você também pode fazer sua parte, assinando a petição online no site. A saúde da Amazônia agradece.
Revista Galileu

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