









As espécies e as linhagens não se distribuem de modo homogêneo ou aleatório no planeta. Existem regiões mais ricas, outras mais pobres em determinadas linhagens. Temos ainda que algumas espécies ou linhagens têm distribuição ampla, por vezes até cosmopolita. Outras estão restritas a regiões pequenas e a ambientes específicos e raros. Assim, quando falamos de conservação da biodiversidade, temos que agregar, além da riqueza, outro fator central para o entendimento da diversidade da vida no planeta: a singularidade espacial, ou, em termos biogeográficos, o conceito de endemismo. Não basta selecionar as áreas com mais espécies, mas levar em conta também o quão singular, em termos espaciais (biogeográficos) é uma dada região. Uma espécie ou linhagem endêmica a uma dada área só ocorre naquela área, e em nenhuma outra região do planeta. Em geral, são linhagens com associações evolutivas, históricas com aquela dada região, ou seja, que evoluíram naquela e em suas condições naturais específicas de clima, topografia, tipos de ambiente.
Assim, um estudo clássico da Conservação Internacional, em 2000, definiu 25 regiões globais prioritárias para a conservação da biodiversidade, denominadas hotspots de biodiversidade, por abrigarem alta riqueza de espécies endêmicas e estarem amplamente impactadas pela perda de hábitat (menos de 30% de áreas íntegras).
Portanto, os hotspots são regiões ricas em biotas muito singulares, endêmicas, e que estão severamente impactadas por desmatamento e fragmentação de hábitat. Se nada for feito nessas áreas, um conjunto grande de espécies estará sob alto risco de extinção em um curto espaço de tempo. No Brasil, Mata Atlântica e Cerrado foram elencados na lista dos hotspots globais de biodiversidade. E, de modo nada surpreendente, segundo dados oficiais sobre risco de extinção, são as duas regiões que abrigam maior número de espécies ameaçadas de extinção na fauna brasileira. É preciso agir de modo rápido para conter a perda de hábitat, reduzir a fragmentação e os riscos a essas biotas únicas, e cada vez melhor conhecidas pela ciência, que, nas últimas duas décadas, descreveu centenas de novas espécies de vertebrados nessas duas regiões prioritárias globais.https://cienciahoje.org.br/artigo/quais-areas-sao-consideradas-pontos-criticos-hotspots-para-a-conservacao-da-biodiversidade-global/







1. Analise o gráfico.
De acordo com esse gráfico, a geração de energia elétrica no Brasil é mais dependente da(do):
A) matriz de petróleo, que assegura o funcionamento das usinas.
B) intensidade dos ventos, que determina o movimento das turbinas.
C) padrão de nebulosidade, que interfere no desempenho dos painéis.
D) regime de chuvas, que condiciona o abastecimento dos reservatórios.
2. As exportações brasileiras de carne bovina dão sinais de que – em meio à queda acentuada registrada nas vendas para os Estados Unidos, devido à sobretaxa imposta pelo presidente Donald Trump – já estão migrando para outros destinos. A principal evidência desse movimento vem do México, que, até o ano passado, sequer figurava na lista dos dez maiores importadores da carne brasileira. Esse país acaba de ultrapassar as compras feitas pelos Estados Unidos, ficando em segundo lugar do ranking, só atrás da China, que também segue em expansão.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/08/mexico-desbanca-eua-eja-e-segundo-maior-comprador-de-carne-brasileira.shtml Acesso em 25 ago. 2025. (adaptado).
A mudança nos fluxos comerciais descrita nesse texto reforça a
A) subordinação dos países periféricos, evidenciando sua submissão às economias centrais.
B) consolidação de barreiras sanitárias, limitando a efetivação de acordos bilaterais de comércio.
C) redução do protecionismo comercial, indicando a suspensão de tarifas pelos países desenvolvidos.
D) cooperação de países emergentes, reduzindo suas vulnerabilidades às ameaças comerciais externas.
3. Analise a figura. IBGE.
1. Nas asas do pensamento o homem remonta-se aos ardentes sertões da África, vê os areais sem fim da Pátria e procura abrigar-se debaixo daquelas árvores sombrias do oásis, quando o sol requeima e o vento sopra quente e abrasador: vê a tamareira benéfica junto à fonte, que lhe amacia a garganta ressequida; vê a cabana onde nascera, e onde livre vivera! REIS, Maria Firmina dos. Úrsula. Belo Horizonte: LED/Cefet-MG, 2024, p. 34-35.
Os elementos mencionados nesse texto indicam um clima caracterizado por
A) elevado indicador de nebulosidade e baixa insolação.
B) baixa amplitude térmica e elevada pluviosidade média.
C) baixo índice pluviométrico e elevada temperatura média.
D) elevada umidade relativa do ar e baixa pressão atmosférica.
2. O crescimento das cidades brasileiras ocorreu sem que o emprego industrial tomasse grande proporção na estrutura ocupacional. Isso fez com que a população recém-chegada às cidades, empurrada pelo êxodo rural, tivesse como alicerce a inserção no setor de serviços, em grande parte em atividades informais e com baixos rendimentos. Nesse processo, parte da população inseriu-se de forma periférica tanto na estrutura ocupacional quanto no território das cidades, habitando as zonas periféricas ou as regiões com sérias deficiências de estrutura urbana. COSTA, Marco Aurélio. Diálogos para uma Política Nacional de Desenvolvimento Urbano: temas transversais à PNUD. Brasília: IPEA, 2024, p.136.
A dinâmica socioespacial descrita teve como consequência a
A) redução significativa do emprego no setor terciário.
B) distribuição equitativa dos habitantes rurais e urbanos.
C) ampliação expressiva da segregação no espaço urbano.
D) inserção predominante da força de trabalho no setor primário.
3. Analise o mapa.
Escala 1:200 000 000 0 1 250 2 500 km PROJEÇÃO DE ECKERT III N Formas de relevo Formas de relevo Planície Depressão Planalto Montanha Outros Deserto IBGE. Atlas geográfico escolar. 9ª ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023, p.67.
Sobre essa representação, afirma-se que:
I- O mapa apresenta pequena escala cartográfica, razão pela qual não existem muitos detalhes.
II- A área possui grande extensão espacial e permite o reconhecimento das feições locais do relevo.
III- As altas latitudes estão com suas áreas superdimensionadas devido à dificuldade em representar, no plano, uma superfície semelhante a uma esfera.
IV- O Brasil está em uma posição equivocada ao ser representado cartografado no centro.
Estão corretas apenas as afirmativas
A) I e II.
B) I e III.
C) II e IV.
D) III e IV.
4. Entretanto em uma risonha manhã de agosto, em que a natureza era toda galas, em que as flores eram mais belas, em que a vida era mais sedutora — porque toda respirava amor —, em que a erva era mais viçosa e rociada, em que as carnaubeiras, outras tantas atalaias ali dispostas pela natureza, mais altivas, e mais belas se ostentavam, em que o axixá com seus frutos imitando purpúreas estrelas esmaltava a paisagem, um jovem cavaleiro melancólico, e como que exausto de vontade, atravessando porção dum majestoso campo, que se dilata nas planuras de uma das nossas melhores, e mais ricas províncias do Norte, deixava-se levar ao través dele por um alvo e indolente ginete. REIS, Maria Firmina dos. Úrsula. Belo Horizonte: LED/Cefet-MG, 2024, p. 12.
AB’SÁBER, Aziz Nacib. Ecossistemas do Brasil. São Paulo: Metalivros, 2008. p. 119.
A imagem ilustra a descrição da paisagem feita no texto que caracteriza a transição entre os ecossistemas
A) Amazônia e Caatinga.
B) Campos e Mangues.
C) Cerrado e Araucárias.
D) Mata Atlântica e Restingas.
5. Analise o mapa.
A concentração populacional no Brasil resulta de um processo de
A) priorização do modal hidroviário na interligação da rede urbana brasileira.
B) incentivo governamental de ocupação das planícies centroocidentais do país.
C) retração da fronteira agrícola do norte para o sudeste nas últimas décadas.
D) centralização de espaços industriais nas principais cidades do leste e do centro-sul
6. Analise o gráfico.
A evolução na liberação de agrotóxicos para uso no espaço agrário brasileiro teve como consequência a
A) supressão dos cultivos de transgênicos nas grandes propriedades monocultoras.
B) ampliação no risco da poluição de aquíferos com contaminação crônica de humanos.
C) restrição do uso em cultivos agrícolas para exportação excluindo aqueles para consumo interno.
D) aproximação do Brasil aos padrões quantitativos de países europeus quanto ao uso desses insumos.
GABARITO:
1. C 2.C 3. B 4. A 5. D 6. B






