quarta-feira, 29 de abril de 2026

Quais os benefícios das florestas para a saúde humana





Frequentar lugares com árvores fortalece a função imunológica e ajuda a reduzir o estresse, entre outros benefícios.


Vista aérea da floresta nas terras tradicionais do povo tla-o-qui-aht, no Canadá.



Muitos aspectos da vida estão relacionados com as florestas, como a qualidade do ar, refrigeração natural, água fresca e o fato de abrigarem diversos recursos naturais. Além disso, as florestas trazem benefícios para a saúde física e mental das pessoas.

No Dia Internacional das Florestas, proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2012 e comemorado todo dia 21 de março, conheça alguns dos benefícios desse ecossistema para a saúde.
As florestas limpam o ar que respiramos

“As florestas sustentam a vida: beneficiam as pessoas, as plantas e os animais por todo o trabalho invisível que realizam absorvendo carbono. Também ajudam a controlar o clima do planeta e as precipitações [chuvas]”, explica The Nature Conservancy (TNC), uma organização ambiental global sem fins lucrativos fundada em 1951.

Além disso, as árvores eliminam o material particulado, um tipo de contaminante atmosférico produzido pela combustão de combustíveis fósseis (petróleo e seus derivados, por exemplo) que podem alcançar concentrações perigosas nas cidades.

As folhas filtram esse contaminante perigoso. Logo, uma maior quantidade de árvores nas cidades (especialmente em vizinhanças localizadas próximas a rodovias e fábricas) pode reduzir problemas de saúde como a asma, destaca o TNC.
Fornecimento de alimentos

As florestas produzem alimentos com macro e micronutrientes importantes para uma alimentação saudável e balanceada, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês).

Frutas, folhas, nozes, sementes e fungos são alguns dos alimentos que a floresta produz, além da carne de animais silvestres para comunidades indígenas.
Medicamentos

Nos países desenvolvidos, cerca de 25% de todos os medicamentos são de origem vegetal, enquanto nos países em desenvolvimento esse número chega a 80%, indica o documento da FAO.

Itens higiênicos e sanitários básicos como papel higiênico, toalhas de papel, lenços, máscaras, roupas de proteção médica e etanol para desinfetantes também têm origem vegetal, informa a Organização das Nações Unidas (ONU).
Contribuição para o bem-estar e saúde mental

As florestas têm uma importância cultural que é fundamental para a saúde mental de várias comunidades, indica a FAO.

“As populações indígenas costumam associar o bem-estar da floresta com um maior bem-estar coletivo e comunitário, enxergando um vínculo entre terras saudáveis e pessoas saudáveis.”

Por outro lado, o desmatamento e a degradação das florestas possuem efeitos negativos na saúde mental desses grupos.



Natureza na Costa Rica. As florestas têm uma importância cultural que é fundamental para a saúde mental de várias comunidades.


“Foi demonstrado que as áreas verdes contribuem na redução do estresse e promovem estados de ânimos e sentimentos mais positivos.”

Segundo a FAO, a prática de atividades físicas ao ar livre colabora também para a redução do risco de doenças cardiovasculares, de câncer, diabetes e depressão.

Em países desenvolvidos, o contato da população urbana com parques, jardins e bosques gerou efeitos benéficos para a saúde em geral, como no combate à obesidade e na redução da mortalidade.

“Acredita-se também que a inalação de ar fresco e dos compostos orgânicos voláteis (fitocidas) que as árvores emitem fortalecem a função imunológica do ser humano e melhoram a saúde física e mental”, relata a FAO.
Nas cidades, áreas verdes reduzem o ruído e absorvem a poluição

Áreas verdes urbanas e semi-urbanas oferecem espaços de atividade física e recreação que ajudam a aliviar o estresse do dia a dia, afirma a FAO.

Esses locais amortizam ruídos, reduzem o efeito das ilhas de calor (fenômeno em que há zonas de elevada temperatura dentro da cidade) e absorvem a poluição gerada pelos veículos e pelas indústrias.
Prevenção contra futuras pandemias

De acordo com dados da ONU, 60% de todas as doenças infecciosas têm origem em animais. Se forem consideradas as doenças infecciosas emergentes (doenças novas ou identificadas recentemente, como o ebola), o percentual chega a 75%.

A origem dessas doenças está ligada à transmissão de patógenos de animais a humanos, que costumam ocorrer quando habitat naturais (como as florestas) são desmatados.

Por que no Brasil não tem grandes terremotos?





O território brasileiro registra – sim – pequenos tremores de terra, mas os riscos de um grande terremoto são extremamente baixos. Entenda o motivo.


Foto de São Paulo feita do telhado do Edificio Copan, no centro da capital paulista.



Sempre que algum país é atingido por um terremoto de intensa magnitude surge a dúvida sobre se esse tipo de evento da natureza poderia ocorrer no Brasil. Como é o caso agora do terremoto que ocorreu dia 30 de julho de 2025 na Península de Kamchatka, na Rússia, a uma profundidade de 19 Km, atingiu 8.8 de magnitude – o mais forte dos últimos 14 anos.

A pergunta pode ser instigada pelo fato do Brasil estar, geograficamente, localizado muito próximo de uma nação como o Chile, por exemplo, um território que constantemente enfrenta tremores de terra.

Foi no país andino, inclusive, que se registrou o maior terremoto do mundo, ocorrido em 1960 e de magnitude 9.5, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).

No entanto, o que explica um país tão próximo, na América do Sul, sofrer com terremotos e o Brasil não?

A explicação para o Brasil não ter grandes terremotos


Primeiramente, é necessário saber que existem, sim, tremores de terra no Brasil. “O Nordeste é a região mais vulnerável. Em estados como o Ceará e Rio Grande do Norte já ocorreram diversos tremores com magnitude 5 causando danos e até desabamentos em casas fracas”, afirma Marcelo Assumpção, professor da Universidade de São Paulo (USP) e doutor em Geofísica pela Universidade de Edimburgo, na Escócia.

No entanto, nem todo abalo sísmico é perceptível pela população ou destrutivo como os que atingiram Turquia, Síria e Marrocos, em setembro de 2023 e agora em 2025, o fortíssimo tremor na Rússia, que causou inclusive alertas de possíveis tsunami em diversos lugares, como no Japão, Havaí e costa Oeste dos Estados Unidos e litoral do Peru e Chile.

Uma consulta ao site do Centro de Sismologia da USP, que monitora a atividade sísmica do país, mostra que o Brasil teve tremores poucos dias antes do feriado da Independência em 2023. Em 4 de setembro de 2023, a cidade de Uaua, na Bahia, registrou abalos sísmicos de magnitude 2.2 e 2.3 no começo da manhã.

Já o risco de grandes tremores de terra, no entanto, é extremamente baixo. A explicação para isso está na localização do território brasileiro em relação às bordas das placas tectônicas. Isso porque terremotos são resultado do deslizamento e atrito entre essas placas.

“Os terremotos mais fortes ocorrem nas bordas das placas tectônicas. O Chile está ao longo do limite entre a placa oceânica de Nazca (parte do fundo oceânico do Pacífico) e a placa da América do Sul. Já o Brasil está no meio da placa Sul-Americana, longe das suas bordas”, explica Assumpção.

A título de comparação, “no Brasil, ocorre um terremoto de magnitude 5 a cada cinco anos. No Chile, a cada semana”, acrescenta o pesquisador.

Qual o maior terremoto já registrado no Brasil


Em 27 de janeiro de 1955, ocorreu o maior sismo já registrado até então no Brasil, na região da Serra do Tombador, no norte do Mato Grosso, informa o site da USP. O terremoto teve magnitude de 6.2.

“O tremor chegou a acordar várias pessoas em Cuiabá, a 370 km de distância. Na época, a região epicentral era desabitada. Hoje, causaria muitos danos em cidades como Porto dos Gaúchos, por exemplo”, diz Assumpção.

Justamente pela baixa densidade populacional da região na época, o evento não gerou uma grande tragédia, ao contrário do que acontece quando terremotos atingem centros urbanos e locais extremamente habitados.

O que são as zonas úmidas?


Existem três tipos destes ecossistemas essenciais e biodiversos. Conheça quais são eles.


Elefantes africanos cruzando a água na área de concessão de Chitabe, no Delta do Okavango, em Botsuana.



"As zonas úmidas são áreas de pântano, charco e turfa ou superfície coberta por água", define a quarta edição do Manual da Convenção sobre Zonas Úmidas ou Convenção de Ramsar.

De acordo com o documento que resume o que foi acordado no evento internacional "Dia Mundial das Zonas Úmidas 2022: Agir pelas Zonas Úmidas: Desafios e Oportunidades", organizado por Ramsar para celebrar a efeméride, o conceito de zonas úmidas poderia ser simplificado para "biodiversidade e ecossistemas essenciais".


Seguindo as definições oficiais do tratado internacional, as zonas úmidas podem ser de água salgada – incluindo áreas de água marinha cuja profundidade na maré baixa não exceda seis metros – ou água doce, interiores ou costeiras, naturais ou artificiais, permanentes ou temporárias. E, de acordo com esta classificação, podem ser estabelecidas as seguintes categorias:

• Água potável:

Inclui rios, lagos, lagoas, planícies aluviais, turfeiras, charcos e pântanos;

• Água salgada:

Compreendendo estuários, lodaçais, sapais, mangues, lagoas, recifes de coral, moluscos e recifes de crustáceos;

• Artificial:

Tanques de peixe, arrozais, reservatórios e salinas.

As 5 curiosidades sobre a Mata Atlântica que vão te surpreender



Você sabe quantos brasileiros vivem na região da Mata Atlântica? Descubra essa e outras curiosidades impactantes sobre um dos biomas mais importantes do Brasil.




Vista do Pico do Lopo, em Extrema, Minas Gerais. A 1780 metros de altitude, ele é um dos picos mais altos dentro da Mata Atlântica.
Foto de Juliana Stern


Uma grande beleza verde que abrange vários estados brasileiros, lar de inúmeras espécies animais e vegetais e, ao mesmo tempo, seriamente ameaçada pela ação humana.

Ao ler essa descrição, é natural pensar que ela trata da Amazônia – mas, na verdade, também compreende a Mata Atlântica. Ainda que menos comentada do que a floresta amazônica atualmente, a Mata Atlântica também é vital para o equilíbrio ambiental do Brasil e se espalha por boa parte dos estados do nordeste e do centro-sul do país.

A National Geographic separou cinco curiosidades que mostram a grandiosidade e a importância desse bioma composto por formações florestais nativas e ecossistemas associados (como manguezais e campos de altitude, por exemplo). Confira:

1. A Mata Atlântica está presente em 17 estados do Brasil

“O bioma ocupa 1,1 milhão de km² em 17 estados do território brasileiro, estendendo-se por grande parte da costa do país”, explica o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil.

A Mata Atlântica está presente nos seguintes estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí.

2. Na região da Mata Atlântica vivem cerca de 145 milhões de brasileiros

De acordo com informações do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, 145 milhões de brasileiros vivem na região da Mata Atlântica – obviamente, não necessariamente em áreas de floresta, mas em estados e cidades que abrigam o bioma.

Dessa forma, a Mata Atlântica fornece serviços ecossistêmicos essenciais para a sobrevivência humana, tais como:
Regulação e equilíbrio climático
Produção de alimentos
Proteção de encostas
Fertilidade e proteção do solo
Madeira, fibras, óleos e matéria prima para remédios

3. Resta cerca de 10% da vegetação original da Mata Atlântica



Vegetação nativa da Mata Atlântica encontrada na Serra da Mantiqueira, na divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Foto de Juliana Stern


Segundo a Agência de Notícias da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), resta apenas cerca de 10% da vegetação original da Mata Atlântica.

A perda da vegetação se reflete também na diminuição da população de espécies nativas. Entre elas, os anfíbios, afetados pela destruição do habitat e a poluição ambiental.

“Desde o final do século 19, com base na coleta de dados de pesquisadores que trabalhavam em campo com anfíbios, foi registrada, ao longo de cerca de 130 anos, uma diminuição no número de indivíduos de populações de quase 15% das cerca de 700 espécies conhecidas de anuros [ordem que inclui sapos, rãs e pererecas] do bioma brasileiro”, informa a Agência Fapesp.

4. A Constituição Federal reconhece a Mata Atlântica como um patrimônio natural do Brasil

Promulgada em 1988, a Constituição Federal incluiu o bioma entre os patrimônios naturais do Brasil.

Em seu artigo 225, o texto da Constituição diz: “A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais”.

No ano de 2006, a Mata Atlântica ganhou uma lei específica (a lei nº 11.428) que estabelece regras sobre a utilização e conservação da sua vegetação nativa.

Um dos pontos definidos pela lei é a exploração econômica sustentável do bioma: para fazer o corte de determinadas espécies de árvores nativas, por exemplo, é necessária a autorização dos órgãos ambientais. No caso de vegetação primária (de grande diversidade biológica) que abranja espécies ameaçadas de extinção, o corte fica vedado pela legislação.

5. Cogumelos que brilham no escuro? Um dos segredos da Mata Atlântica

Na Reserva Betary, trecho de 60 hectares da Mata Atlântica localizado na cidade de Iporanga, no estado de São Paulo, é possível ver exemplares de Mycena lucentipes, uma das seis novas espécies de cogumelos bioluminescentes encontradas no bioma.

Durante o dia, esses fungos podem passar despercebidos, mas à noite eles emitem um brilho luminoso verde neon, como mostrado em reportagem da National Geographic de março de 2023.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

VESTIBULAR CEDERJ-2026 - GEOGRAFIA - SIMULADO

 1.  Observe a imagem de uma geomorfologia. 



No centro da imagem, registra-se a forma de relevo denominada: 

(A) Inselberg, constituída por rochas cristalinas 

(B) Chapada, encontrada no tipo climático semiárido 

(C) Cuesta, localizada em ambiente de baixa radiação solar 

(D) Planalto, situada sob fortes condições de estresse hídrico 

2.  Considere o texto sobre a qualidade ambiental das cidades. O lixo é um dos principais problemas nos grandes centros urbanos, principalmente nos países centrais. Um exemplo são os EUA que produzem cerca de 10 bilhões de toneladas de lixo sólido ao ano, sendo um dos principais agentes poluidores as embalagens descartáveis. Uma maneira de diminuir a quantidade de lixo é aplicando medidas para amenizar e reduzir o consumo, reutilizando e reciclando produtos. Os lixões são grandes depósitos de lixo a céu aberto, são ambientes com grande probabilidade de contração de doenças, chegando o mau cheiro a ser insuportável, por causa do estágio de decomposição dos elementos ali depositados. 

Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/apoluicao-nas-grandes-cidades.htm. Acesso em: 15 set. 2025. Adaptado. 

Nos lixões, a decomposição dos elementos ali depositados produz a consequência direta: 

(A) Ilha de calor que afeta a qualidade do ar 

(B) Chorume que degrada a qualidade do solo

(C) Chuva ácida que provoca a extinção de plantas 

(D) Inversão térmica que prejudica a saúde da população 

3.  Considere a imagem de uma metrópole brasileira. 



Na imagem, o conjunto do ambiente construído expressa predominantemente o seguinte processo socioespacial: 

(A) Paisagismo 

(B) Gentrificação 

(C) Planejamento 

(D) Segregação 

4.  Considere o texto sobre o conflito geopolítico na Eurásia. Em setembro de 2025, a Polônia abateu drones que entraram no espaço aéreo polonês durante a madrugada. Após detectar drones militares em seu espaço aéreo, a Polônia enviou caças para abatê-los. O país também acionou a OTAN, que mobilizou aeronaves de guerra de países membros para ajudar as forças polonesas a abater os drones. O primeiro-ministro polonês disse que os drones eram russos. Em resposta à situação, o Ministério da Defesa da Rússia disse que seus drones realizaram um grande ataque a instalações militares no oeste da Ucrânia, mas que não planejava atingir nenhum alvo na Polônia. O episódio foi um dos mais tensos da já conturbada relação entre a Rússia e a OTAN. 

Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/09/10/drones-russosabatidos-espaco-aereo-invadido-artigo-4-da-otan-invocadoentenda-o-que-aconteceu-na-polonia.ghtml. Acesso em: 15 set. 2025. Adaptado. 

A tensão provocada pelo episódio é agravada pela seguinte previsão institucional: 

(A) O ataque militar pelos Estados Unidos ao território ucraniano 

(B) O uso da força pela OTAN em caso de invasão a países membros 

(C) A suspensão pela União Europeia das sanções econômicas à Rússia 

(D) A aliança militar entre China e Rússia para combater ações da OTAN 

5.  Considere a imagem da distribuição da população brasileira. . 



Na imagem, a maior concentração populacional do País encontra-se em: 

(A) Nordeste 

(B) Amazônia 

(C) Centro-Sul 

(D) Centro-Oeste 

6.  Considere as informações sobre a agricultura no Brasil. A agricultura familiar é um tipo de agricultura praticada em pequenas propriedades de terra nas quais mais da metade da mão de obra é formada por membros de um mesmo grupo familiar. Essa família é a responsável pela gestão do estabelecimento familiar e, além disso, parte de sua renda advém das atividades ali desenvolvidas. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/agricultura-5.htm. Acesso em: 15 set. 2025. Disponível em: https://journals.openedition.org/confins/12389. Acesso em: 15 set. 2025.

No Brasil, esse tipo de atividade econômica apresenta a seguinte característica: 

(A) Concentra menos da metade da mão de obra do campo 

(B) Produz a maior parte dos gêneros agrícolas exportados

(C) Responde pela maior parcela da produção de alimentos 

(D) Representa menos da metade dos estabelecimentos rurais

GABARITO:

1.A    2. B   3.D    4. B   5.C    6. C    

Cuesta



Planta - Convenções: Azul= Drenagem - Sépia= Curvas de Nível

cuesta


Forma de relevo assimétrico, muito comum em sequências de camadas sedimentares com mergulho fraco intercalando níveis mais resistentes à erosão do que outros e que controlam, assim, o desenvolvimento geomorfológico com uma topografia plana e de gradiente suave segundo o sentido do mergulho das camadas, contraposta por escarpas de cuesta no sentido contrário.

O relevo de cuesta representa um meio termo entre os relevos de mesa e de hogback.
A assimetria do relêvo de cuesta promove a erosão mais acentuada (maior energia dos rios) nas vertentes escarpadas do que nas vertentes suaves (paralelizadas ao mergulho) o que leva a uma regressão lateral dessas escarpas de cuesta.
A drenagem em tais regiões tem um padrão assimétrico característico com riachos, rios obsequentes, consequentes, subsequentes, ressequentes


[Autor: Winge,M.] - Em 12/01/2018

Mortalidade infantil em queda




Você já ouviu falar em “taxa de mortalidade infantil”? É o número que mostra quantas crianças não chegaram a completar um ano de vida para cada mil que nasceram num determinado ano e lugar. Então, se esse número foi baixo, é sinal de poucas crianças morreram antes do aniversário de 1 ano. Mas se a taxa muito alta, indica que muitas morreram antes de fazerem 1 ano e os motivos para que isso ocorra podem ser variados, incluindo, por exemplo, carência de serviços públicos essenciais como saúde e saneamento básico.

O IBGE descobriu que em 2024 a taxa de mortalidade infantil para meninos e meninas foi de 12,3 para cada mil crianças nascidas vivas. Esse resultado faz parte da publicação "Tábuas Completas de Mortalidade 2024" e indica uma queda nos últimos 90 anos. Em 1940, por exemplo, para cada mil nascidos vivos, aproximadamente 146,6 crianças não completariam o primeiro ano de vida!

A queda da taxa de mortalidade infantil é consequência de vários fatores como, por exemplo, as campanhas de vacinação em massa; a realização de exames do pré-natal; o aleitamento materno; a presença de agentes comunitários de saúde e os programas de nutrição infantil.

Também contribuíram para a diminuição desse indicador o aumento da renda das famílias e da escolaridade, além do número de domicílios do país com acesso a saneamento adequado. E a notícia ainda fica melhor porque a diminuição da mortalidade, por sua vez, contribui para elevar a expectativa de vida dos brasileiros ao longo dos anos!

Estamos perto de desvendar o mistério do 9º planeta do Sistema Solar?




Crédito,Caltech/R Hurt (IPAC)Legenda da foto,
Uma representação artística de um hipotético Planeta NoveArticle Information
Author,Fernando Duarte
BBC World Service


Desde que Plutão perdeu o status de planeta em 2006, fomos informados de que vivemos em uma vizinhança de oito planetas. Mas alguns cientistas acreditam que um misterioso nono membro de fato exista e que talvez estejamos prestes a encontrá‑lo — graças a um telescópio novo e extremamente poderoso.


Instalado no topo de uma montanha no norte do Chile, o Observatório Vera Rubin iniciou sua missão de revolucionar a forma como vemos o Universo em junho de 2025. E uma das coisas que ele espera esclarecer é a composição do nosso próprio quintal.


A existência do Planeta Nove tem sido alvo de grande interesse e discordância entre cientistas desde 2016. Foi nesse ano que os astrônomos Konstantin Batygin e Michael Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos, publicaram um artigo defendendo que um planeta com cerca de dez vezes a massa da Terra se encontra nas regiões externas do Sistema Solar.

Legenda da foto,
As órbitas incomuns de seis objetos transnetunianos levaram os astrônomos Batygin e Brown a propor a existência do Planeta Nove em 2006


Eles afirmaram que apenas a presença de um corpo celeste massivo poderia explicar o comportamento de um grupo de seis objetos transnetunianos (TNOs) distantes — corpos gelados que orbitam o Sol além de Netuno, em uma região conhecida como Cinturão de Kuiper.


Esses TNOs muito distantes apresentam órbitas anormalmente inclinadas e alongadas, o que sugere que podem estar sob a influência gravitacional de um vizinho maior.


"Se não existir o Planeta Nove, não temos mais explicações para muitos eventos estranhos", disse o professor Brown à BBC.


Se você não acompanha as voltas e reviravoltas complexas da astronomia, pode deixar escapar a ironia: Brown, o principal defensor de um novo planeta misterioso, é o mesmo astrônomo cujo trabalho foi fundamental para a destituição de um planeta nove anterior duas décadas atrás.


Desde a sua descoberta em 1930, Plutão figurou como o menor e mais distante planeta do nosso Sistema Solar.


Crédito,NASA
Legenda da foto,Plutão pode ter perdido o status de planeta, mas continua sendo o objeto transnetuniano mais famoso que conhecemos até hoje.


Mas, em 2005, Brown e dois colegas encontraram Éris, um objeto do tamanho de Plutão que orbita o Sol além de Netuno.


A descoberta de Éris influenciou fortemente a decisão da União Astronômica Internacional (IAU) de alterar a definição de planeta no ano seguinte e retirar Plutão da lista, reclassificando‑o como planeta anão ao lado de Éris.

Estranho, fraco e distante


Um grande problema com a ideia de um outro nono planeta é que, até hoje, ninguém fez uma observação confirmada — ao menos oficialmente. Batygin e Brown, por exemplo, usaram modelos computacionais para sustentar sua hipótese.


Isso ocorre em parte porque o Planeta Nove, se existir, está realmente muito distante de nós.


Os astrônomos do Caltech estimaram que ele esteja, em média, cerca de 20 vezes mais distante do Sol do que Netuno. Isso significa que ele poderia levar até 20 mil anos terrestres para completar uma única órbita ao redor do Sol.


Algo tão distante do Sol reflete pouquíssima luz, o que o torna incrivelmente fraco.


Para complicar ainda mais, eles previram que a órbita do Planeta Nove seria bastante estranha.


Enquanto os oito planetas viajam ao redor do Sol em órbitas quase circulares e em um plano quase plano, o movimento do nono membro seria altamente elíptico e inclinado.

Legenda da foto,Os oito planetas conhecidos do Sistema Solar orbitam o Sol em trajetórias quase circulares, todos aproximadamente no mesmo plano bidimensional


Mas as perspectivas de vê‑lo podem estar prestes a mudar.


Enquanto telescópios mais antigos e poderosos, como o Telescópio Espacial James Webb, são projetados para focar em alvos específicos no universo profundo, o Observatório Vera Rubin varre todo o céu do hemisfério sul a cada poucas noites.


Equipado com recursos como a maior câmera digital já construída, espera‑se que ele catalogue bilhões de objetos cósmicos ao longo de sua missão de dez anos, incluindo mais de 40 mil novos TNOs.


"O Rubin [consegue] encontrar um grande número de objetos no espaço que são mais fracos e mais distantes do que jamais conseguimos ver antes", diz Sarah Greenstreet, astrônoma do observatório.


"Se o Planeta Nove existir no tamanho e na localização hipotetizados… o observatório Rubin irá encontrá‑lo", afirma.

Netuno tudo de novo?


Brown também acredita que o observatório Rubin "ou encontrará o Planeta Nove diretamente ou encontrará evidências praticamente irrefutáveis de que ele existe ou não existe".


Se ele de fato existir, Brown acredita que poderá ser avistado dentro de um ou dois anos — marcando um marco monumental.


"O Planeta Nove seria o quinto maior do nosso Sistema Solar e o primeiro descoberto em 180 anos!", afirma.


O astrônomo se refere à descoberta formal de Netuno, em 1846.


Crédito,Corbis via Getty Images
Legenda da foto,O gigante gelado Netuno é atualmente o planeta mais externo do nosso Sistema Solar, orbitando o Sol a uma distância cerca de 30 vezes maior do que a da Terra


A existência de Netuno havia sido prevista depois que astrônomos notaram irregularidades na órbita de seu vizinho, Urano. Os cálculos foram então usados pelo astrônomo alemão Johann Gottfried Galle para localizar Netuno no céu.


Mas mais tarde descobriu‑se que Netuno já havia sido observado em 1612 por Galileu Galilei, mas não identificado como planeta porque seu movimento em relação às estrelas era lento e sutil demais para os telescópios da época.


O mesmo poderia acontecer com o Planeta Nove?


A professora assistente Malena Rice, astrofísica planetária da Universidade Yale, suspeita que esse possa muito bem ser o caso.


"Não estou nem um pouco convencida de que o Planeta Nove não esteja simplesmente já em nossos dados. Só precisamos olhar com cuidado", diz ela.

Comum em outros lugares


Em abril do ano passado, uma equipe de cientistas de Taiwan, Japão e Austrália pode ter feito exatamente isso.


Eles analisaram levantamentos do céu de dois telescópios espaciais infravermelhos, lançados em 1983 e 2006, respectivamente, e encontraram um par de pontos fracos correspondentes que podem representar um planeta desconhecido se movendo ao longo desses 23 anos.


As conclusões foram recebidas com ceticismo por alguns astrônomos. Até mesmo a equipe de pesquisa é cautelosa.


"É bastante cedo para dizer que nosso estudo é uma descoberta do Planeta [Nove]", admite Terry Phan, autor principal da Universidade Nacional Tsing Hua, em Taiwan.


Em vez disso, ele chama o achado de "a descoberta de um potencial candidato a Planeta [Nove]".


Crédito,Anadolu via Getty ImagesLegenda da foto,
Espera‑se que o observatório Vera Rubin, no Chile, resolva o debate sobre o Planeta Nove nos próximos anos


Mas aqui está o ponto: a existência do Planeta Nove não seria um choque para astrônomos como Rice.


Prevê‑se que o planeta hipotético seja maior que a Terra, mas menor que Netuno — e Rice afirma que esse é o tamanho de planeta mais comum em outros sistemas.


"Vemos esse tipo de planeta em algo como metade de outras estrelas, e não temos um dentro do Sistema Solar", diz ela.

Se não é um planeta, o que há ali?


Mas os opositores da hipótese do Planeta Nove alinharam argumentos que vão desde erros observacionais na análise de Batygin e Brown até nossa história anterior com um planeta misterioso: um Planeta X teórico, que estaria puxando Urano, foi proposto no início do século 20, mas depois refutado.


Outro argumento que alimenta o ceticismo é a descoberta, em 2023, de Ammonite — um objeto transnetuniano cuja órbita não se alinha com a dos seis TNOs originalmente analisados por Batygin e Brown.


Crédito,Nasa, Esa and M Brown (Caltech)Legenda da foto,O planeta anão Sedna, descoberto em 2003, é um dos seis objetos transnetunianos cuja órbita incomum foi associada à possível presença de um Planeta Nove


Há também uma teoria concorrente apresentada por uma equipe de astrofísicos do instituto de pesquisa Forschungszentrum Jülich, na Alemanha.


Em 2025, eles realizaram simulações computacionais que sugerem que uma passagem próxima de uma estrela massiva, bilhões de anos atrás, poderia ter causado um caos gravitacional que alterou as órbitas dos TNOs.


"Eu não diria que o Planeta Nove não pode existir", admite a professora Susanne Pfalzner, que liderou o estudo. "Mas a probabilidade é baixa."


Greenstreet diz que as evidências desse planeta adicional "têm diminuído nos últimos anos".


Mas mesmo que as imagens do Rubin não revelem o Planeta Nove, ela está otimista em relação ao que elas podem revelar em seu lugar.


"Há uma vasta região do Sistema Solar externo que ainda é amplamente inexplorada… quem sabe o que mais pode estar escondido ali", diz ela.


"Com cada pergunta que respondemos, sempre surgem novas perguntas."

A corrida para estudar a Antártida antes que ela derreta




Crédito,Getty ImagesLegenda da foto,
O aquecimento sem precedentes do continente antártico faz com que os cientistas corram para realizar pesquisas no gelo antes que seja tarde demaisArticle Information
Author,Chris Baraniuk
BBC Future



O biólogo marinho Simon Morley vem cortando buracos para mergulhar no gelo que cobre o mar da Antártida há 20 anos.


O objetivo é estudar a estranha e colorida vida que habita as águas geladas do continente, que inclui criaturas como ascídias e esponjas.


As mudanças climáticas têm, contudo, reduzido a espessura do gelo, prejudicando cada vez mais a segurança dos mergulhadores nos trechos de mar congelado.


Morley faz parte da equipe do Serviço Antártico Britânico (BAS, na sigla em inglês) e trabalha na Antártida desde 2005.


"Nós fazíamos pelo menos 100 mergulhos através do gelo marinho no inverno", ele conta. "No ano passado, acho que [meus colegas] conseguiram talvez cinco a dez."


O gelo está virando um dilema para os mergulhadores. "É espesso demais para que eles possam sair de barco, mas não o suficiente para cortar buracos com a serra e mergulhar", explica o biólogo.


Uma forma de contornar esta situação é manter os barcos de prontidão durante o inverno, para poder lançá-los imediatamente quando houver uma janela de possibilidade.


Crédito,Getty ImagesLegenda da foto,
O aquecimento da Antártida faz desaparecer as imagens famosas de geleiras gigantes e pinguins-imperadores


Costumava-se pensar na Antártida como um mundo coberto por um gelo eterno. De fato, o continente permanece sendo um ambiente inóspito e desafiador para os seres humanos.


Mas as mudanças já estão acontecendo. O volume de água congelada na Antártida está despencando, a vegetação se espalha pela massa de terra e as temperaturas do ar estão subindo.


Os cientistas que estudam a região e os organismos que vivem nela já observam esses impactos, e veem seu trabalho ficar cada vez mais difícil.


"A geleira onde aprendi as esquiar na Geórgia do Sul não é mais uma geleira, ela não está mais ali", conta Morley.


A ilha da Geórgia do Sul fica a nordeste da península antártica. Agora, ela tem áreas de solo nu e já surgiram ervas invasoras em alguns trechos.


Como não é mais possível realizar tantos mergulhos ao longo do ano para estudar a vida no oceano, Morley e seus colegas tentam mergulhar em grupos durante o verão e o inverno. Com isso, eles podem fazer comparações sazonais, em substituição ao monitoramento contínuo.

Por que a pressa?


Um motivo do interesse dos cientistas pelo gelo da Antártida é estudar os padrões das mudanças climáticas no passado.


Atividades de pesquisa — como a retirada de amostras, compostas de camadas de gelo depositadas milênios atrás — podem revelar quais eram as temperaturas globais em cada era. E os bolsões de gás capturados nessas amostras de gelo podem ser analisados para compreender as alterações da composição da atmosfera.


Mas estes preciosos registros estão ameaçados pelo recuo das geleiras e pelo aquecimento das regiões polares. A intenção dos cientistas é recolher o máximo possível de dados, antes que seja tarde demais.


Morley fica entusiasmado ao descrever as extraordinárias espécies que encontrou em suas expedições: "Esponjas, anêmonas e jardins de ascídias extraordinários".


Agora, estas maravilhas marinhas enfrentam sérios riscos. A redução da cobertura de gelo sobre as águas frias onde elas vivem aumenta a incidência da luz, segundo o biólogo. E isso faz com que as algas se espalhem, ameaçando sufocar as esponjas e outras formas de vida.


Em maio, Morley e seus colegas publicaram um estudo que indica que essas criaturas enfrentam mais uma dificuldade causada pelas mudanças climáticas: existe o risco cada vez maior de que imensos pedaços de gelo em movimento se arrastem pelo fundo do mar onde elas vivem.


Outro pesquisador do BAS, o físico especializado em gelo marinho Jeremy Wilkinson, conta que precisou ajustar alguns dos seus experimentos conduzidos no polo oposto, o Ártico. Lá, o gelo marinho é muito menos seguro do que antes.


Quando o clima era mais frio, ele e seus colegas costumavam colocar malas impermeáveis sobre o gelo com instrumentos capazes de acompanhar a velocidade dos ventos e a temperatura ao longo de um ano.


"Agora, com o gelo se retraindo com tanta rapidez, não podemos fazer isso, porque o gelo derrete e os instrumentos caem no oceano", ele conta. "Todos os nossos sistemas agora são projetados para flutuar."


Crédito,Getty ImagesLegenda da foto,
No estreito de McMurdo, o gelo marinho está ficando mais fino e sua formação no inverno ocorre mais tarde, em comparação com as médias históricas


De volta à Antártida, a falta de gelo marinho no inverno do hemisfério sul surpreendeu a física marinha Natalie Robinson, do Instituto Nacional de Pesquisa da Água e da Atmosfera da Nova Zelândia (NIWA, na sigla em inglês).


Ela e seus colegas usam imagens de satélite para acompanhar a formação de gelo no estreito de McMurdo, um corpo d'água no litoral da Antártida, localizado diretamente ao sul da Nova Zelândia.


"Em 2022, tivemos uma temporada de crescimento no inverno [o período no qual a cobertura de gelo normalmente se expande] como nunca se havia observado antes", segundo Robinson. "No final de agosto, ainda tínhamos águas abertas."


O gelo marinho acabou se formando no estreito nas semanas seguintes, mas não com espessura suficiente para que Robinson e seus colegas pudessem realizar os experimentos que planejavam em certos locais.


Em algumas regiões do estreito de McMurdo, outros pesquisadores só conseguiram transportar equipamento científico sobre o gelo a pé. O gelo tinha apenas cerca de 1,1 metro de espessura — mais ou menos a metade do habitual — e os pesquisadores consideraram que seria perigoso demais trafegar com seus veículos.


Foi a primeira vez em que a equipe de cientistas neozelandeses precisou transportar seu equipamento a pé.


"Nós descrevemos aquela temporada como sem precedentes, mas ocorreu praticamente a mesma situação dois anos depois", ela conta, referindo-se a 2024.


Crédito,Getty ImagesLegenda da foto,
Tempestades estão ficando mais frequentes em toda a Antártida, o que dificulta as pesquisas científicas


Há sete anos, Robinson planeja usar um sistema de retirada de amostras de gelo para estudar as plaquetas — uma massa de cristais de gelo repleta de cavidades preenchidas com água do mar. Elas se formam no lado de baixo do gelo marinho.


Ela e seus colegas projetaram um sistema de retirada de amostras de gelo que irá permitir aos cientistas recuperar este tipo de gelo intacto e delicado, estudar sua estrutura e observar como as formas de vida podem morar ali.


A intenção de Robinson era retirar essas amostras do gelo marinho perto da enorme plataforma de gelo Ross, que cobre uma área de mais de meio milhão de quilômetros quadrados (o tamanho aproximado do Estado da Bahia). Mas as condições meteorológicas desfavoráveis não permitiram que a equipe chegasse ao local desejado.


Eles precisaram retirar amostras de gelo de um local muito mais próximo da base Scott, a estação de pesquisa da Nova Zelândia na Antártida.


"Estávamos realmente estudando uma parte totalmente diferente do oceano", lamenta ela. "Não era nada do que tínhamos planejado."


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Com o aumento das temperaturas, cobertura de gelo vai desaparecente e dando lugar a vegetação


Com o aumento das temperaturas, a cobertura de gelo da Antártida está desaparecendo e a grama está se espalhando, como a erva invasora conhecida no Brasil como pastinho-de-inverno.


O aumento das temperaturas dificulta a formação de gelo, mas este não é o único problema. As tempestades também parecem estar aumentando no Oceano Antártico. Elas agitam o gelo e evitam que ele fique preso à terra com firmeza, segundo Robinson.


O aumento das tempestades também traz outras consequências. "Se tivermos um ambiente geral com mais ventos, qualquer trabalho de campo que fizermos certamente ficará muito mais difícil", explica ela.


A pesquisadora avalia que suas experiências na Antártida nos últimos 22 anos revelaram o impacto das mudanças climáticas sobre o continente, que ela define como "sério".


Ao longo da carreira, ela observou que o comportamento do público em relação às mudanças climáticas evoluiu, e considera, por exemplo, que o negacionismo parece ser menos comum hoje em dia do que no passado. "Isso certamente me dá esperança."


Mas o tempo para realizar certos experimentos científicos na Antártida está acabando e os próximos anos serão fundamentais. Alguns dos trabalhos de campo podem se tornar impraticáveis se enormes extensões de gelo marinho desaparecerem por completo.


"Estamos correndo para reunir todos os dados que pudermos, antes que aconteçam essas mudanças maiores", conclui Robinson.

O iceberg gigante em rota de colisão com ilha e que ameaça centenas de pinguins e focas



Crédito,Getty ImagesArticle InformationAuthor,Georgina Rannard e Erwan Rivault

BBC News



O maior iceberg do mundo está em rota de colisão com uma remota ilha britânica, colocando pinguins e focas potencialmente em perigo.


O iceberg está girando rumo ao norte, da Antártida em direção à Geórgia do Sul, um território britânico acidentado que é refúgio de vida selvagem, onde poderia se chocar e se despedaçar. Atualmente, está a 280 quilômetros de distância.


Inúmeras aves e focas morreram nas enseadas e praias geladas da Geórgia do Sul quando icebergs gigantes impediram sua alimentação no passado.


"Icebergs são inerentemente perigosos. Eu ficaria extremamente feliz se simplesmente não nos atingisse", afirmou o capitão Simon Wallace à BBC News, falando do navio Pharos, que pertence ao governo da Geórgia do Sul.


Crédito,BFSAILegenda da foto,
A RAF, força aérea real britânica, sobrevoou recentemente o vasto iceberg à medida que ele se aproximava da Geórgia do Sul


Em todo o mundo, um grupo de cientistas, marinheiros e pescadores está verificando ansiosamente as imagens de satélite para monitorar os movimentos diários deste iceberg colossal.


Conhecido como A23a, é um dos mais antigos do mundo.


Ela se desprendeu da plataforma de gelo Filchner, na Antártida, em 1986, mas ficou preso no fundo do mar e, na sequência, em um vórtice oceânico.


Finalmente, em dezembro, ele se libertou — e agora está em sua jornada final, acelerando em direção ao desaparecimento.

As águas mais quentes ao norte da Antártida estão derretendo e enfraquecendo seus vastos penhascos que se elevam a 400 metros, mais de dez vezes a altura do Cristo Redentor no Corcovado, no Rio de Janeiro.


Ela chegou a medir 3.900 km², mas as últimas imagens de satélite mostram que está se deteriorando lentamente. Atualmente, tem cerca de 3.500 km², equivalente à área de Belém ou mais de duas vezes o tamanho da cidade de São Paulo.


E grandes placas de gelo estão se rompendo, mergulhando nas águas ao redor de suas bordas.


O A23a pode se fragmentar em grandes segmentos a qualquer momento, que podem perdurar por anos, como cidades flutuantes de gelo navegando sem controle ao redor da Geórgia do Sul.



Este não é o primeiro iceberg gigante a ameaçar a Geórgia do Sul e as Ilhas Sandwich.


Em 2004, um iceberg chamado A38 encalhou em sua plataforma continental, provocando a morte de filhotes de pinguins e de focas nas praias, uma vez que enormes pedaços de gelo bloquearam seu acesso aos locais de alimentação.


O território é o lar de preciosas colônias de pinguins-rei, pinguins-imperador e milhões de elefantes-marinhos e lobos-marinhos.


"A Geórgia do Sul está situada em um beco de icebergs, portanto, os impactos são esperados tanto para a pesca quanto para a vida selvagem, e ambas têm uma grande capacidade de adaptação", diz Mark Belchier, ecologista marinho que assessora o governo da Geórgia do Sul.
Play video, "Watch conditions at sea for sailors dodging ice in South Georgia", Duration 0,25
00:25

Legenda do vídeo,Veja as condições no mar para os marinheiros que estão desviando de icebergs na Geórgia do Sul


Marinheiros e pescadores dizem que os icebergs são um problema cada vez maior. Em 2023, um iceberg chamado A76 deu um susto neles quando chegou perto de encalhar.


"Pedaços dele estavam despontando, parecendo grandes torres de gelo, uma cidade de gelo no horizonte", diz Belchier, que viu o iceberg enquanto estava no mar.


Essas placas ainda hoje permanecem ao redor das ilhas.


"Ele está em pedaços do tamanho de vários estádios de Wembley e até em pedaços do tamanho da sua mesa", explica Andrew Newman, da Argos Froyanes, uma empresa de pesca que trabalha na Geórgia do Sul.


"Esses pedaços basicamente cobrem a ilha — temos que abrir caminho para passar por eles", afirma o capitão Wallace.


Os marinheiros do seu navio precisam estar sempre atentos. "Temos holofotes acesos a noite toda para tentar enxergar o gelo — ele pode aparecer do nada", relata.


O A76 foi um "divisor de águas", de acordo com Newman, com um "enorme impacto nas nossas operações e na manutenção da segurança do navio e da tripulação"


Crédito,Simon WallaceLegenda da foto,Simon Wallace diz que um marinheiro experiente sabe como evitar icebergs


Todos os três descrevem um ambiente em rápida transformação, com o recuo glacial visível ano após ano e níveis voláteis de gelo marinho.


É improvável que as mudanças climáticas tenham sido a causa do surgimento do A23a, pois ele se desprendeu há muito tempo, antes de muitos dos impactos do aumento das temperaturas que estamos vendo agora.


Mas os icebergs gigantes fazem parte do nosso futuro. À medida que a Antártida se torna mais instável com as temperaturas mais quentes do oceano e do ar, mais pedaços enormes das camadas de gelo vão se romper.



Mas, antes da sua hora chegar, o A23a deixou um presente de despedida para os cientistas.


Uma equipe do British Antarctic Survey que estava no navio de pesquisa RRS Sir David Attenborough se viu perto do A23a em 2023.


Os cientistas se mobilizaram para explorar a rara oportunidade de investigar o que os megaicebergs fazem com o meio ambiente.


Crédito,Tony Jolliffe/BBCLegenda da foto,
As amostras que Laura Taylor tirou do A23a a ajudaram a pesquisar como os icebergs afetam o ciclo do carbono


O navio navegou até uma fenda nas gigantescas paredes do iceberg, e a pesquisadora de doutorado Laura Taylor coletou amostras preciosas de água a 400 metros de distância dos seus penhascos.


"Vi uma enorme parede de gelo muito mais alta do que eu, até onde eu conseguia enxergar. Ele tem cores diferentes em lugares diferentes. Pedaços estavam caindo — foi algo magnífico", explica ela do seu laboratório em Cambridge, no Reino Unido, onde está agora analisando as amostras.


Seu trabalho analisa o impacto que a água do degelo está tendo no ciclo do carbono no Oceano Antártico.


Crédito,Getty ImagesLegenda da foto,
Território abriga colônias de pinguins-rei e pinguins-imperador


"Não é simplesmente como a água que bebemos. Ela está repleta de nutrientes e substâncias químicas, além de pequenos animais, como fitoplâncton congelado, em seu interior", diz Taylor.


Ao derreter, o iceberg libera esses elementos na água, alterando a física e a química do oceano.


Isso poderia armazenar mais carbono nas profundezas do oceano, à medida que as partículas afundam na superfície. E naturalmente reteria algumas das emissões de dióxido de carbono do planeta que contribuem para as mudanças climáticas.


Os icebergs são notoriamente imprevisíveis — e ninguém sabe exatamente o que ele vai fazer na sequência.


Mas, em breve, este gigante deve aparecer no horizonte das ilhas, tão grande quanto o próprio território.

Inselberg




Inselberg? E você sabe o que é um inselberg? Inselberg é nome que se dá a formações rochosas resultantes de erosão em uma área elevada que foi desgastada e elevações residuais se destacam agora nas superfícies rebaixadas resultantes, muito comum também no Sertão Nordestino. É um testemunho de um antigo relevo!

Essa elevação tem forma proeminente, sendo composta de rochas mais resistentes à erosão, e se destaca na paisagem, como no caso do Morro do Pão de Açúcar na área do entorno da Baía de Guanabara, cartão postal da cidade e patrimônio reconhecido mundialmente.

Mas, por que estamos falando sobre inselbergs? Nas excursões técnicas, especialistas do IBGE podem observar, estudar e discutir as formas de relevo, como os inselbergs, por exemplo, em diferentes regiões do país. O resultado de tais trabalhos de campo são divulgados para a sociedade, como a publicação recém-lançada pelo instituto: Montanhas e Planaltos da Borborema, Superfície Sertaneja e Inselbergs da Paraíba, da 3ª Excursão Técnica do Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo (SBCR).

Quer saber mais? Veja em:

Agricultura Familiar: o que é, características e importância











A agricultura familiar é um tipo de agricultura que se desenvolve em pequenas propriedades rurais, onde a mão de obra é predominantemente dos membros da família que vivem no local.



A produção é voltada para o autoconsumo e para o abastecimento de mercados locais e regionais, com uma grande diversidade de culturas e produtos. Além de ser responsável por cerca de 70% dos alimentos consumidos no Brasil, ela gera mais de 80% dos empregos gerados no campo.

A agricultura familiar tem uma grande importância social, econômica e ambiental, pois contribui para a segurança alimentar e nutricional, para a geração de renda e emprego, para a preservação da biodiversidade e dos recursos naturais, para a valorização da cultura e do conhecimento tradicional e para o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais. Contudo, alguns desafios também são enfrentados, como a falta de acesso a crédito, assistência técnica, infraestrutura, educação, saúde, políticas públicas e mercados.

Agricultura Familiar (imagem: Canva)

Conceito e características da agricultura familiar



O conceito de agricultura familiar não é único e pode variar de acordo com o contexto histórico, cultural, político e econômico de cada país ou região. No Brasil, a Lei nº 11.326, de 2006, estabelece os critérios para a definição de agricultor familiar e empreendedor familiar rural, que são:possuir área de até quatro módulos fiscais;
utilizar predominantemente mão de obra da própria família nas atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento;
ter percentual mínimo da renda familiar originada de atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento, na forma definida pelo Poder Executivo;
dirigir seu estabelecimento ou empreendimento com sua família.

Além desses critérios, a agricultura familiar também se caracteriza por:

A agricultura familiar tem uma importância fundamental para a sociedade, pois desempenha diversas funções sociais, econômicas e ambientais, tais como:


Segurança alimentar e nutricional

Ela é a principal fornecedora de alimentos para a população, especialmente de produtos básicos, como arroz, feijão, mandioca, milho, leite, ovos, frutas e hortaliças. Esses alimentos são essenciais para a segurança alimentar e nutricional, pois garantem a disponibilidade, o acesso, a qualidade e a diversidade dos alimentos consumidos.


A agricultura familiar também promove a soberania alimentar, pois permite que os produtores e os consumidores tenham autonomia e controle sobre a produção, a distribuição e o consumo dos alimentos, sem dependência de mercados externos ou de transnacionais.
Geração de renda e emprego

Esse tipo de agricultura é uma importante fonte de renda e emprego para milhões de famílias que vivem no campo, pois gera ocupação e rendimento para os membros da família que trabalham na propriedade e para os empregados contratados. A agricultura familiar também estimula o desenvolvimento local e regional, pois dinamiza a economia e o comércio, cria oportunidades de negócios, fortalece as redes de cooperação e solidariedade, reduz a pobreza e as desigualdades e melhora a qualidade de vida das populações rurais.Agricultura Convencional: o que é e quais suas características
Preservação da biodiversidade e dos recursos naturais

A agricultura familiar é uma aliada da preservação da biodiversidade e dos recursos naturais, pois utiliza sistemas de produção que respeitam o equilíbrio ecológico, que conservam a água, o solo, a flora e a fauna, que evitam ou reduzem o uso de agrotóxicos e de transgênicos, que recuperam áreas degradadas e que mantêm a diversidade genética das espécies cultivadas.

Ela também contribui para a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas, pois sequestra carbono, reduz as emissões de gases de efeito estufa, aumenta a resiliência dos sistemas produtivos e das comunidades aos eventos climáticos extremos.
Valorização da cultura e do conhecimento tradicional

A agricultura familiar é uma expressão da cultura e do conhecimento tradicional dos povos e comunidades que vivem no campo, pois preserva e transmite os valores, as crenças, as identidades, as línguas, as artes, as festas, as manifestações religiosas, as formas de organização social e política, os modos de vida e de trabalho, os saberes e as práticas relacionados à produção e ao consumo dos alimentos.



Além disso, promove a inovação e a criatividade, pois combina o conhecimento tradicional com o conhecimento científico e tecnológico, gerando soluções adaptadas às necessidades e às realidades locais.
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