quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A nova 'ordem mundial' do carbono


A nova 'ordem mundial' do carbono

Nilder Costa

10/fev/08 (AER) – Aos que acreditam ser o fator antropogênico a principal causa do chamado aquecimento global, apesar das crescentes evidências demonstrando tratar-se de uma tese cientificamente fraudulenta, seria recomendável que atentassem para algumas diretrizes que estão sendo desenhadas para usar o ‘carbono’ como elemento formador de uma nova ordem mundial.

Quem explica o esquema é Simon Linnett, graduado executivo do N.M. Rothschild & Sons, ramo inglês da casa bancária historicamente vinculada ao sistema colonial europeu e, particularmente, do ex-Império Britânico.

Em recente artigo publicado no influente jornal inglês Telegraph, Linnett argumenta ser inevitável a criação de um novo organismo internacional – a Agência Mundial de Meio Ambiente – com poderes para regular a comercialização de carbono. [1]

Como banqueiro, Linnett diz-se satisfeito de que o atual sistema de ‘cap-and-trade’ de carbono estar se tornando na metodologia dominante para o controle de CO2. ‘Diferentemente da taxação, ou simples regulação, o ‘cap-and-trade’ oferece um escopo maior para o envolvimento do setor privado (leia-se bancos) e inovação’, diz ele.

Adicionalmente, segundo ele, taxas e regulações só podem ser impostas em nível local ou nacional, enquanto o ‘cap-and-trade pode operar globalmente. ‘E recordem-se que o problema é global’, justifica Linnett.

E enuncia as condicionantes para que o setor privado (banca) possa participar ‘entusiasticamente’ no mercado de comercialização de carbono:
- Longo: o esquema ‘cap-and-trade’ tem que ser vigente por longo prazo

- Forte: o esquema tem que ser o mecanismo dominante para patrocinar ‘mudanças de comportamento’ que precisam estar perfeitamente claras para a população mundial; e

- Legal: o esquema terá que ser imposto por lei

‘Uma implicação chave para a criação de um sistema legal e global de comercialização [de carbono] é a implícita perda de soberania. Os governos têm que estar preparados para permitir alguma subordinação de seus interesses nacionais para essa iniciativa mundial. Contudo, isso não significa um novo sistema de governo acima das nações individuais’, diz Linnett, ‘mas sim uma mudança na maneira em que tratados são acordados e redigidos’.

O recado final de Linnett é curto e direto:

Assim, a comercialização de emissões [de CO2] pode estabelecer uma nova ordem mundial para um planeta sustentável baseado no compartilhamento da capacidade terrestre de absorver as emissões nocivas.
É o ambientalismo a serviço de um ‘governo mundial’ para controlar as atividades econômicas das nações com a devida cobrança de tributos ‘verdes’.

Notas:
[1]Carbon trading must be globally regulated, Telegraph, 31/01/2008

http://www.alerta.inf.br/index.php?news=1263

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Curiosidades 7


Como se forma uma caverna?por Tarso Araújo
A caverna se forma quando água ácida penetra no solo, entra em contato com rochas calcárias e as dissolve, formando "ocos" no relevo. Esse processo é o que define o surgimento da maioria dos tipos de caverna. Segundo a espeleologia, ramo da ciência que estuda o assunto, caverna é toda cavidade natural rochosa com dimensões que permitam o acesso de seres humanos. Mas essa definição também abrange outras formas, como as cavernas em geleiras, recifes de coral ou rochas não calcárias. Outras variedades surgem provocadas por erosão, lava ou substâncias produzidas por bactérias. Seja qual for o tipo, elas são importantes não só para curiosos mas para os cientistas também. "As cavernas são um baú fabuloso de recordações da história do planeta e da vida", diz o espeleólogo Clayton Ferreira Lino, coordenador da Rede Brasileira de Reservas da Biosfera. Dentro desse baú, há informações sobre a história geológica da Terra, a formação da vida no planeta e a evolução do ser humano. Enquanto usavam as cavernas como casa, esconderijo e até como templo, nossos ancestrais deixaram inscrições nas paredes, fósseis e materiais que dão pistas de como era a vida na época das cavernas.

Água mole em pedra dura...
Durante milhões de anos, a acidez da água dissolve aos poucos a dureza da rocha
1. A calcita, formada por carbonato de cálcio, é o principal componente do calcário. E é nos terrenos calcários que a maioria das cavernas nasce. Ao longo das eras, o movimento tectônico e as mudanças climáticas provocam rachaduras nas rochas

2. Quando chove, a água pluvial entra em contato com o gás carbônico (CO2) dissolvido no ar e no terreno. O resultado dessa reação química é uma água ligeiramente ácida, que vai atravessando as primeiras camadas do solo até chegar às rochas calcárias subterrâneas

3. A rocha calcária é insolúvel em água pura, mas desmancha na água ácida que vem de cima. Essa água dissolve as pedras no caminho e segue descendo pelas rachaduras até certa profundidade. Nesse ponto, a água estaciona e começa a dissolver o calcário ao redor, abrindo a caverna

4. A água segue "cavando" buracos, formando salões e corredores. Numa dessas, um dos corredores chega à superfície e abre a entrada da caverna. Quanto mais calcário na rocha, melhor. Com argila, impermeável, ou outros minerais, o processo pode parar

5. E a água da chuva continua caindo. A gota d’água chega ao teto da caverna em uma solução com gás carbônico e bicarbonato de cálcio, produto da dissolução da calcita

5a. A gota fica pendurada até ganhar peso e volume e cair. Nesse período, o CO2 dissolvido na água se difunde para o ar da caverna, que geralmente tem uma concentração mais baixa desse gás

5b. Com menos CO2, a água do teto fica menos ácida. Isso faz o bicarbonato se recristalizar sob a forma de calcita. O mesmo mineral que formava a rocha agora cria as estalactites

6. Processos parecidos de recristalização da calcita geram as estalagmites e outros espeleotemas, (como são chamadas essas formações nas cavernas), alguns até em forma de flor!

7. Depois de milhões de anos sendo aberta, uma caverna pode ser fechada por espeleotemas e sedimentos, mas isso leva milhões de anos. Mas que ninguém pense que ela está morta: a caverna pode "ressuscitar", com o recomeço da dissolução do calcário

Nas trevas

No escurinho da caverna, plantas não sobrevivem. Mas lá dentro há fungos, bactérias e animais, como morcegos, que entram e saem. Há ainda os troglobios, espécies adaptadas à escuridão - a maioria não tem cor nem olhos, já que sem luz não podem ver nem ser vistos

Caverna pra todo gosto
Os tipos de caverna dependem dos agentes que esburacam as rochas
Erosão

As ondas do mar erodem as rochas no litoral. Mas, como não rola um processo químico, não há estalactites nem estalagmites

Lava

Quando a lava escorre de um vulcão, pode formar um compartimento "oco", que, depois que o magma resfria, gera uma caverna

Bactérias

Em vez de vir com a água da chuva, o ácido que corrói a rocha calcária pode ser produzido por bactérias que vivem nos subterrâneos



Até onde vai o território do Brasil fora do continente?
por Tiago Jokura
O Brasil controla, oficialmente, um território marítimo de 3,6 milhões de km2 - área maior do que as Regiões Nordeste, Sudeste e Sul juntas. Nesse pedação de mar, denominado Zona Econômica Exclusiva (ZEE), o país monitora e orienta o tráfego de embarcações e tem direito exclusivo de pesquisa e exploração comercial dos recursos existentes na água e no subsolo (petróleo, gás natural, frutos do mar etc.). Os limites atuais da ZEE foram definidos na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e só entraram em vigor em 1994. Mas, desde 2004, o Brasil luta pela ampliação dos nossos domínios, ampliando nossa ZEE para 4,5 milhões de km2.

Mar adentro
O Brasil no mar se divide em três faixas: mar territorial, ZEE e a área de salvamento
MAR TERRITORIAL

O Brasil tem soberania marítima e aérea em uma "pequena" faixa que corre junto ao litoral com largura de 22 km (12 milhas náuticas). Neste território e nos 22 km vizinhos (zona contígua), o país pode fiscalizar embarcações e impor sua legislação

ZONA ECONÔMICA EXCLUSIVA

O Brasil é dono de todas as riquezas das águas e do subsolo até uma distância de 370 km (200 milhas náuticas) a partir não só do continente mas também das suas ilhas. Empresas e instituições de outros países precisam de concessão do governo brasileiro para explorar esta área

O BURACO É MAIS EMBAIXO

Cerca de 80% do petróleo consumido no Brasil vem do mar. A bacia de Campos, no Rio de Janeiro, é responsável pela maior parte da produção nacional e abriga a plataforma mais produtiva do país: a P-50, que extrai 180 mil barris diariamente

EXPLORANDO O TERRITÓRIO

Empresas autorizadas a retirar e comercializar recursos do mar pagam taxas (royalties) aos estados que controlam o território explorado. Por isso, a ZEE é toda repartida entre os estados costeiros. Pelo mapa, você pode notar que Paraná e Piauí, por alguma razão, levaram a pior no desenho das fronteiras marítimas

MAR À VISTA

Além de poder explorar uma faixa de quase 400 km de largura ao longo dos seus 7 500 km de litoral, o Brasil ainda tem exclusividade sobre áreas localizadas a até 1 500 km do continente graças a pequenas porções de terra, como a ilha de Trindade, que pertencem ao país

DEVER DE CASA

Além dos direitos de soberania e de exploração, o Brasil tem deveres marítimos que vão além da sua ZEE. Todos os países que têm litoral são obrigados a prestar salvamento e resgate em uma área determinada pela ONU. A área de salvamento do Brasil cobre 6,4 milhões de km2

PLATAFORMA CONTINENTAL

Geologicamente, a plataforma continental é uma faixa de terra submersa que começa na praia e desce até chegar à profundidade de 200 m. A partir daí, começa o talude continental, um paredão que delimita o início das águas mais profundas no oceano

NOVOS LIMITES

A ONU prevê que um país pode ampliar seus limites marítimos para além da ZEE, desde que apresente bons argumentos técnicos. Desde 2005, o Brasil reivindica mais 960 mil km2 de mar, considerando o alcance da sua plataforma continental


Revista Mundo estranho

Curiosidades 6


Quantas pessoas sofrem de subnutrição no mundo?
Cerca de 850 milhões. Estima-se que em 2020 esse número chegue a 1,2 bilhão.

RANGO EXÓTICO

Quantas espécies de insetos são comestíveis para o ser humano?

1 462 espécies, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

PODER PARALELO

Quantas pessoas fazem parte das Farc?

Entre 12 mil e 18 mil. O número de seqüestrados, segundo algumas fontes, pode chegar a 4 mil.



Qual é a menor cidade do Brasil?
por Tiago Jokura
Em extensão, o menor município brasileiro é Santa Cruz de Minas (MG), com 3 quilômetros quadrados, e em população é Borá (SP), com apenas 804 habitantes. Para dar uma idéia do que isso significa, imagine, por exemplo, que, se houvesse uma maratona ao redor de Santa Cruz de Minas, os atletas teriam que dar seis voltas sobre o contorno da cidade para completar os 42 quilômetros regulamentares. Dentro do município de São Paulo caberiam praticamente 508 territórios do tamanho de Santa Cruz de Minas. Pelo critério populacional, a comparação é ainda mais impressionante: a população de Borá é quase 13 500 vezes menor do que a de São Paulo. E, para encher o Maracanã, teríamos que juntar os moradores dos 61 municípios menos povoados do país.
Revista Mundo Estranho

Curiosidades 5


Como funciona a censura na China?
por Daniela Paixão
Através da Xinhua News Agency, o órgão de notícias oficial, o governo determina como deve ser feita a cobertura dos eventos mais "sensíveis". Além da cartilha, a Xinhua produz matérias, e a maior parte dos veículos simplesmente reproduz esse conteúdo, muitas vezes em um ato de autocensura, afinal o governo pode até prender jornalistas que desrespeitem suas ordens. Por isso, quase tudo o que se lê ou vê na China é produzido pelo governo, de modo que a maior parte da população nem se dá conta da censura. No dia 24 de março, por exemplo, a ONG Repórteres Sem Fronteiras organizou um protesto contra a repressão chinesa no Tibete no local da passagem da tocha olímpica. Mas o que os chineses viram pela TV foi bem diferente. Como não existem canais de TV não oficiais, todos viram imagens de esculturas gregas em vez do protesto.

Rédeas curtas
O governo barra até veículos estrangeiros sediados em território chinês
CONTROLE MORAL

A censura não barra apenas críticas políticas. Temas relacionados a sexo e questões que possam gerar polêmicas, como drogas e homossexualismo, também são barrados. O governo proibiu, por exemplo, entrevistas com a atriz Wei Tang, que fez cenas de sexo no filme Lust, Caution, de Ang Lee. A saída na arte é fugir de críticas explícitas

MELHOR PREVENIR

Muitos veículos preferem não publicar determinadas notícias antes mesmo de sofrer reprimendas. Eles temem medidas mais drásticas do que a não-publicação. Os veículos podem perder a licença de operação e profissionais podem até ser presos. De acordo com a ONG Repórteres Sem Fronteiras, das 131 prisões de jornalistas que aconteceram no mundo em 2006, 25% foram na China

A GRANDE MURALHA

A internet chinesa é controlada através do "Escudo Dourado", um firewall, sistema de segurança que bloqueia sites que contenham certas palavras consideradas "perigosas" pelo governo. Os sites bloqueados entram em uma espécie de lista negra e, a partir deles, tenta-se chegar a outras URLs "subversivas"

30 MIL ALGOZES

A Xinhua News Agency é a responsável por "ditar" as regras do que pode ou não ser publicado. Existem cerca de 30 mil censores contratados para analisar o conteúdo de textos, vídeos e áudios. Até propagandas podem ser censuradas: em setembro de 2007, a Administração Estatal de Rádio, Filme e Televisão proibiu anúncios, digamos, mais apimentados

LIBERDADE VIGIADA

No sul do país, onde há grande circulação estrangeira, há algumas ilhas de liberdade. Nos hotéis de mais de três estrelas da província de Guangdong, em geral não há restrições para jornais e canais de TV estrangeiros. Hong Kong também tem menos restrições, mas a circulação dos seus jornais, como o South China Morning Post, é barrada em outras regiões

OLHAR ESTRANGEIRO

Embora a proximidade da Olimpíada tenha reduzido o rigor, a mídia estrangeira também sofre sanções. Hoje jornalistas podem circular pelo país, mas em algumas regiões, como o Tibete, há restrições. Além disso, o governo bloqueia o acesso a informações desfavoráveis em sites estrangeiros, inclusive YouTube

MÍDIA CLANDESTINA

Por mais rigoroso que seja, o governo não consegue controlar trocas de informações entre pessoas. Além de folhetins "subversivos" que circulam de forma clandestina, há também brechas digitais. Um canal de comunicação ainda não controlado pelo governo, por exemplo, é a transmissão de textos, fotos e vídeos via celular

CANAL FECHADO

CCTV é o canal de TV oficial. Além dele, que é nacional, há também estações regionais, mas todas são do governo. Por isso, na China não há transmissões ao vivo. As coberturas supostamente em tempo real têm um delay (atraso) de nove segundos, tempo suficiente para cortar ou mudar a imagem, caso algo inesperado aconteça



Qual é a diferença entre Reino Unido e Grã-Bretanha?
por Danilo Cezar Cabral
INGLATERRA
É um país que tem como capital a cidade de Londres. Ao longo da história, a Inglaterra conseguiu se impor politicamente sobre alguns países vizinhos e passou a controlar um Estado batizado de Reino Unido (veja a seguir). No século 19, com a Inglaterra à frente, o Império Britânico se tornou um dos maiores da história, com uma extensão territorial equivalente a um quarto do planeta!

GRÃ-BRETANHA
É o nome da grande ilha onde ficam três países: Inglaterra, País de Gales e Escócia. Com quase 230 mil km2 de área, ela tem perto de 1000 km de comprimento de norte a sul e pouco menos de 500 km de leste a oeste. O termo “Grã-Bretanha” muitas vezes é usado como sinônimo de “Reino Unido” – o que não é inteiramente correto, pois um dos países que formam o Reino Unido não fica nessa ilha.

BRETANHA
O nome deriva da grande ilha onde fica a Inglaterra, mas, quando alguém menciona apenas “Bretanha”, está se referindo não a um território inglês, mas a uma região na França. A província da Bretanha é a maior área costeira francesa e tem como capital a cidade de Rennes. Por volta do século 6, essa região foi invadida por habitantes da atual Grã-Bretanha, os bretões, dando origem ao nome em comum.

REINO UNIDO
É um Estado formado por quatro países: Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. A chefe de Estado é a rainha Elizabeth II e o de governo um primeiro-ministro, eleito por um Parlamento central, em Londres. Nas grandes questões de governo, como política econômica, quem manda é esse Parlamento. Mas Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte também têm assembléias nacionais, com certa autonomia para tratar de questões mais locais, como saúde.

ILHAS BRITÂNICAS
É um arquipélago formado por cerca de 5 mil ilhas. As duas maiores são a Grã-Bretanha e a ilha da Irlanda – onde ficam dois países, a Irlanda do Norte (membro do Reino Unido) e a República da Irlanda, também chamada de Eire (um Estado independente). Além das duas “grandalhonas”, fazem parte desse arquipélago milhares de ilhas menores, como as Órcades, Shetland, Hébridas, Man e ilhas do Canal (como Jersey).
Revista Mundo estranho

Curiosidades 4


Quanto tempo vão durar as reservas minerais do Brasil?
por Pedro Burgos
NÍQUEL
MONTES CLAROS, NIQUELÂNDIA E JUSSARA/GO
PRODUÇÃO BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 82,5 mil
RESERVA BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 9,6 milhões
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO ATUAL): 116 anos
PRODUÇÃO BRASILEIRA x MUNDIAL: 7° maior produtor (5.1%)
RESERVA BRASILEIRA x MUNDIAL: 7ª maior reserva (6,7%)
PARA QUE É USADO: Usado na fabricação de ímãs e moedas, principalmente
PRODUÇÃO MUNDIAL (TONELADAS/ANO): 1,6 milhão de ton.
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO MUNDIAL ANUAL): 96 anos

BAUXITA
ORIXIMINÁ E PARAGOMINAS/PA
PRODUÇÃO BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 22 milhões
RESERVA BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 3,5 bilhões
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO ATUAL): 159 anos
PRODUÇÃO BRASILEIRA x MUNDIAL: 2° maior produtor (12,4%)
RESERVA BRASILEIRA x MUNDIAL: 3ª maior reserva (10,6%)
PARA QUE É USADO: Mineral mais abundante na crosta terrestre – representa 8% do peso do planeta –, é de onde se extrai o alumínio
PRODUÇÃO MUNDIAL (TONELADAS/ANO): 171 milhões
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO MUNDIAL ANUAL): 195 anos

FERRO
OURO PRETO E SANTA BÁRBARA/MG
PRODUÇÃO BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 317 milhões
RESERVA BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 26,1 bilhões
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO ATUAL): 82 anos
PRODUÇÃO BRASILEIRA x MUNDIAL: 2° maior produtor (18,8%)
RESERVA BRASILEIRA x MUNDIAL: 5ª maior reserva (7,1%)
PARA QUE É USADO: Principal componente do aço, é fundido desde 550 a.C.
PRODUÇÃO MUNDIAL (TONELADAS/ANO): 1,69 bilhão
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO MUNDIAL ANUAL): 218 anos

ZIRCÔNIO
PRESIDENTE FIGUEIREDO/AM
PRODUÇÃO BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 26,5 mil
RESERVA BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 3,66 milhões
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO ATUAL): 138 anos
PRODUÇÃO BRASILEIRA x MUNDIAL: 4° maior produtor (2,9%)
RESERVA BRASILEIRA x MUNDIAL: 7ª maior reserva (5,17%)
PARA QUE É USADO: Altamente resistente à corrosão, é usado na construção de reatores nucleares
PRODUÇÃO MUNDIAL (TONELADAS/ANO): 10 milhões
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO MUNDIAL ANUAL): 77 anos

CHUMBO
PARACATU/MG
PRODUÇÃO BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 26 mil
RESERVA BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 52 milhões
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO ATUAL): 96 anos
PRODUÇÃO BRASILEIRA x MUNDIAL: 11° maior produtor (0,8%)
RESERVA BRASILEIRA x MUNDIAL: 1ª maior reserva (27,3%)
PARA QUE É USADO: Construção civil, baterias, munição e ligas metálicas
PRODUÇÃO MUNDIAL (TONELADAS/ANO): 190 milhões
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO MUNDIAL ANUAL): 63 anos

MANGANÊS
MARIANA/MG
PRODUÇÃO BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 3,1 milhões
RESERVA BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 565 milhões
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO ATUAL): 176 anos
PRODUÇÃO BRASILEIRA x MUNDIAL: 1° maior produtor (25%)
RESERVA BRASILEIRA x MUNDIAL: 2ª maior reserva (10%)
PARA QUE É USADO: É um dos compostos metálicos usados na liga que compõe o aço
PRODUÇÃO MUNDIAL (TONELADAS/ANO): 12,5 milhões
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO MUNDIAL ANUAL): 453 anos

ESTANHO
JAMARI/RO
PRODUÇÃO BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 9,5 mil
RESERVA BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 768 mil
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO ATUAL): 80 anos
PRODUÇÃO BRASILEIRA x MUNDIAL: 5° maior produtor (2,7%)
RESERVA BRASILEIRA x MUNDIAL: 3ª maior reserva (12,94%)
PARA QUE É USADO: Anticorrosivo, é acrescentado ao aço nas latas para preservar o alimento
PRODUÇÃO MUNDIAL (TONELADAS/ANO): 302 mil
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO MUNDIAL ANUAL): 33 anos

URÂNIO
CAETITÉ/BA
PRODUÇÃO BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 190
RESERVA BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 390 mil
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO ATUAL): 2052 anos
PRODUÇÃO BRASILEIRA x MUNDIAL: 14° maior produtor (0,8%)
RESERVA BRASILEIRA x MUNDIAL: 6ª maior reserva (8%)
PARA QUE É USADO: Combustível para usinas nucleares e bombas atômicas
PRODUÇÃO MUNDIAL (TONELADAS/ANO): 46,4 mil
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO MUNDIAL ANUAL): 100 anos

NIÓBIO
NAZARENO E ARAXÁ/MG
PRODUÇÃO BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 104,8 mil
RESERVA BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 3,68 milhões
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO ATUAL): 35 anos
PRODUÇÃO BRASILEIRA x MUNDIAL: 1° maior produtor (96%)
RESERVA BRASILEIRA x MUNDIAL: 1ª maior reserva (96%)
PARA QUE É USADO: Usado em condutores e no marcapasso, por ser um metal não alergênico
PRODUÇÃO MUNDIAL (TONELADAS/ANO): 108 mil
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO MUNDIAL ANUAL): 35 anos

DIAMANTE
JUÍNA/MT
PRODUÇÃO BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 200 mil carats (unidade específica para diamantes)
RESERVA BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 24,6 milhões de carats
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO ATUAL): 123 anos
PRODUÇÃO BRASILEIRA x MUNDIAL: 9° maior produtor (0,11%)
RESERVA BRASILEIRA x MUNDIAL: 6ª maior reserva (2%)
PARA QUE É USADO: Máteria-prima de jóias, tem cadeia de produção concentrada: 95% das gemas são cortadas na Índia e 80% vendidas em Antuérpia, na Bélgica
PRODUÇÃO MUNDIAL (TONELADAS/ANO): 1,21 bilhão de carats
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO MUNDIAL ANUAL): 72 anos

CARVÃO MINERAL
CANDIOTA E GRAVATAÍ/RS
PRODUÇÃO BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 5,98 milhões
RESERVA BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 930 milhões
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO ATUAL): 155 anos
PRODUÇÃO BRASILEIRA x MUNDIAL: 26° maior produtor (0,1%)
RESERVA BRASILEIRA x MUNDIAL: 12ª maior reserva (0,09%)
PARA QUE É USADO: Largamente usado em usinas termelétricas dos EUA e da Europa e, mais recentemente, da China
PRODUÇÃO MUNDIAL (TONELADAS/ANO): 6 bilhões
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO MUNDIAL ANUAL): 166 anos

ZINCO
VAZANTE/MG
PRODUÇÃO BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 185 mil
RESERVA BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 6,4 milhões
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO ATUAL): 159 anos
PRODUÇÃO BRASILEIRA x MUNDIAL: 13° maior produtor (1,8%)
RESERVA BRASILEIRA x MUNDIAL: 10ª maior reserva (1,4%)
PARA QUE É USADO: Vasto uso, de baterias a moedas. Se a demanda mundial continuar crescendo, pode acabar em menos de 40 anos
PRODUÇÃO MUNDIAL (TONELADAS/ANO): 10 milhões
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO MUNDIAL ANUAL): 46 anos

OURO
PARACATU/MG
PRODUÇÃO BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 40
RESERVA BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 1720
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO ATUAL): 43 anos
PRODUÇÃO BRASILEIRA x MUNDIAL: 14° maior produtor (1,6%)
RESERVA BRASILEIRA x MUNDIAL: 10ª maior reserva (1,9%)
PARA QUE É USADO: Além de ser matéria-prima de joalheria, o ouro é cada vez mais usado em eletrônicos
PRODUÇÃO MUNDIAL (TONELADAS/ANO): 2500
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO MUNDIAL ANUAL): 36 anos

PRATA
MARABÁ/PA
PRODUÇÃO BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 6
RESERVA BRASILEIRA (TONELADAS/ANO): 11.689
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO ATUAL): 1948 anos
PRODUÇÃO BRASILEIRA x MUNDIAL: 36° maior produtor (0,1%)
RESERVA BRASILEIRA x MUNDIAL: 9ª maior reserva conhecida (2,1%)
PARA QUE É USADO: Usada em jóias, condutores e produtos farmacêuticos
PRODUÇÃO MUNDIAL (TONELADAS/ANO): 2500
QUANTO TEMPO VAI DURAR (COM BASE NA PRODUÇÃO MUNDIAL ANUAL): 28 anos

FONTES: DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL (DADOS DE 2006), UNITED STATES GEOLOGICAL SURVEY (USGS), WORLD NUCLEAR ASSOCIATION, ENERGY INFORMATION ADMINISTRATION



Quais são os maiores lagos do mundo?
por Victor Bianchin
O maior é, de longe, o mar Cáspio, que possui quase 400 mil km2, tamanho que supera o território do Japão. Ué, mas ele é um lago? Pois é, isso gera polêmica entre os geólogos, mas, apesar do nome, a maior parte deles classifica o mar Cáspio como lago. É que ele não tem conexões com os oceanos e não despeja suas águas em nenhum outro lago, rio ou curso d’água. Na verdade, não existe um critério para definir com exatidão a diferença, por exemplo, entre um lago e uma lagoa. Mas, em geral, os geólogos consideram um lago um bloco de água que ocupa uma grande superfície continental.

TOP 5 AQUÁTICO
Depois do Cáspio, maiorais estão na América do Norte
Revista Mundo Estranho

Curiosidades 3


Quais são as ilhas brasileiras mais distantes do continente?
São as ilhas do arquipélago de Trindade e Martim Vaz. Localizado no meio do oceano Atlântico, ele fica a 1 167 quilômetros de Vitória, a capital capixaba, e a aproximadamente 2 400 quilômetros do continente africano. De barco, a viagem até lá dura dois dias. O arquipélago é constituído por duas ilhas principais (Trindade e Martim Vaz, como diz o nome) separadas entre si por 49 quilômetros. O arquipélago foi descoberto em 1501 pelo navegador português João da Nova. Durante um curto período (de 1890 a 1896), essas ilhas foram ocupadas por tropas britânicas. Ponto mais oriental do Brasil, Trindade e Martim Vaz formam com Fernando de Noronha, atol das Rocas e São Pedro e São Paulo os quatro arquipélagos oceânicos nacionais – as ilhas oceânicas são aquelas que são as pontas de cadeias de montanhas submarinas que emergiram e não têm nenhuma ligação com o continente, ao contrário das ilhas continentais, que são próximas da costa e estão ligadas a ela pela plataforma continental. “Ao longo dos 8 mil quilômetros
da costa brasileira, existem por volta de mil ilhas marítimas continentais”, afirma Sílvio Barone, coordenador do Instituto Ilhas do Brasil. :-P

TERRA À VISTA!
Distância da ilha mais afastada ao continente equivale ao percurso Rio-Brasília

SÃO PEDRO E SÃO PAULO

Formado por cinco ilhas maiores e numerosos rochedos, o arquipélago possui uma estação científica com a presença permanente de quatro pesquisadores, que têm que se virar mesmo sem água potável. O consolo é que o lugar é considerado um santuário da vida marinha

FERNANDO DE NORONHA
O mais famoso arquipélago brasileiro é constituído por 21 ilhas e ilhotas, que abrigam algumas das mais bonitas praias brasileiras. Antes de se tornar um paraíso turístico e ecológico, foi sede de uma colônia penal que funcionou entre 1737 e 1942 Fortaleza–São Luís (1 070 km)

TRINDADE E MARTIM VAZ
Como toda ilha oceânica, o arquipélago pertence a uma cadeia de montanhas submarinas do Atlântico. A ilha de Trindade, a maior delas, tem 9,2 km2, possui 12 praias e abriga uma base da Marinha, onde vivem menos de 50 pessoas. Já Martim Vaz é um rochedo desabitado

ATOL DAS ROCAS
Primeira reserva biológica marinha do Brasil, criada em 1979, o atol das Rocas é formado pelas ilhas do Farol e do Cemitério, ambas desabitadas. Lá, a visitação não é permitida, já que é uma área de preservação. Foi descoberto em 1503



É verdade que a massa da Terra está aumentando?
Sim, mas o aumento de massa do planeta não representa uma mudança tão impactante. Ao longo de toda a idade da Terra (algo como 4,5 bilhões de anos) estima- se que ela ganhou um “pneuzinho” em seu diâmetro de apenas 66 cm. Essa “gordura” que aumentou a espessura do plane ta é, em sua maioria, composta de poeira cósmica trazida por meteoritos e demais corpos espaciais que chegaram ao solo terrestre. Comparada com a massa da Terra – quase 6 sextilhões de toneladas –, a massa adicional representada por essa poeira parece bobagem, mas objetivamente o número impressiona: até hoje a Terra “engordou” 675 trilhões de toneladas, o que daria uma média de cerca de 150 milhões de toneladas por ano. Além do peso adicional vindo do espaço, você deve estar se perguntando se o aumento populacional, os carros, as árvores, os prédios e os animais não aumentam a massa do planeta. A resposta é não! A razão para isso é simples: tudo que “nasce” na Terra (desde os seres vivos até qualquer objeto) vem do próprio planeta. “As pessoas crescem e ganham massa graças à proteína total que existe no sistema, que é reciclada pelos organismos decompositores e produtores. Portanto, não há acréscimo de massa nesse caso”, diz o geofísico Eder Molina, da USP. E a prova maior de que realmente a massa da Terra não sofreu alteração em todos esses anos são pa râmet ros físicos, como a posição e a distância da Lua em relação ao planeta, que sempre foi a mesma. :^m



Como o petróleo é extraído do fundo do mar?
por TIAGO JOKURA
O processo de extração de petróleo varia muito, de acordo com a profundidade em que o óleo se encontra. Ele pode estar nas primeiras camadas do solo ou até milhares de metros abaixo do nível do mar. É o caso das megarreservas descobertas na bacia de Santos nos últimos meses. O campo de Tupi, anunciado em outubro do ano passado, pode acrescentar até 8 bilhões de barris de petróleo aos 12 bilhões da nossa reserva atual. Já o campo Pão de Açúcar, descoberto em 2008 e ainda visto como uma incógnita por especialistas, seria, segundo o que se comentou até agora, o terceiro maior campo do mundo, o que colocaria o Brasil entre os maiores produtores do planeta. Mas não será fácil extrair esse óleo todo. Primeiro, porque esses campos estão a 300 quilômetros da costa – o que dificulta o transporte, quando a produção estiver a todo vapor – e, segundo, a razão principal: o ouro negro está encravado entre rochas situadas 7 mil metros abaixo do nível do mar e, o que é pior, sob uma camada de 2 mil metros de sal. A exploração desse tipo de campo não é uma novidade só para o Brasil. Muito dinheiro terá que ser investido para fazer o petróleo da bacia de Santos vir à tona. Entenda por que nas explicações abaixo. B)

PRODUTO INTERNO BRUTO
Com a tecnologia atual, no máximo 30% do petróleo e do gás natural de Tupi serão extraídos

1) Antes de qualquer coisa, é preciso descobrir onde está o petróleo. Para isso, existe a sísmica. Um navio percorre milhares de quilômetros rebocando cilindros com ar comprimido e dispara rajadas de tempos em tempos. É como uma explosão, que gera ondas sonoras que batem no solo e voltam

2) Os hidrofones, rebocados pelo navio, recebem as ondas sonoras e as decodificam, transformando-as em imagens. São representações das camadas do solo. Através delas os especialistas descobrem se há petróleo incrustado entre as rochas e, se houver, onde está. Aí perfuram o poço para tentar chegar ali

3) perfuração começa com a instalação do BOP no poço. É um conjunto de válvulas para controlar a pressão da perfuração e impedir que o óleo vaze. Quando a perfuração termina, o BOP é trocado por uma estrutura parecida com uma árvore de natal, que controla a extração

4) No início da perfuração são usadas brocas largas, com cerca de 20 polegadas (50 cm) de diâmetro. Elas são feitas de aço e, na ponta, têm pedacinhos de diamante, o minério mais duro que existe. Durante a perfuração elas são resfriadas por uma lama especial, que, além de lubrificar, leva pedaços de rocha para a superfície, onde são analisados

5) As perfurações são interrompidas para troca de brocas ou injeção de cimento, que reveste o duto, sustentando as paredes do poço. Isso é feito assim: o cimento desce pelo tubo por onde passa a broca e sobe pelos vãos laterais, formando a parede. Em seguida, uma broca menor continua a perfuração

6) O petróleo de Tupi está em uma camada geológica acumulada antes do sal: o pré-sal. Para chegar lá, o desafio é atravessar a espessa camada de sal pastoso, que se movimenta e pode até tapar os poços. A saída é fazer uma perfuração horizontal. Assim, evita-se furar vários poços verticais para explorar todo o pré-sal, que tem “só” 120 m de espessura

7) Quando se alcança o óleo, um minicanhão é usado para provocar uma explosão entre as rochas. Em seguida, gases ou líquidos são injetados para abrir as fissuras formadas. É por essas fissuras que o petróleo e o gás natural chegam ao poço. A partir daí, eles sobem graças à pressão do reservatório natural

8) Para minimizar a diferença de temperatura entre o petróleo que sobe (63 ºC) e a água do oceano (2 ºC), o tubo flexível que liga o poço até a plataforma de produção tem revestimento térmico e temperatura controlada por fios elétricos e fibra óptica. Tudo isso para evitar que surjam coágulos, capazes de entupir a tubulação

9) Antes de chegar ao continente, o petróleo de Tupi – mais leve e valioso do que o explorado atualmente no Brasil – será processado e armazenado em naviosplataforma. Se a construção de oleodutos ligando essas embarcações ao continente ficar cara demais, é provável que o transporte seja feito com navios mesmo.

Curiosidades 2


Quanto tempo vai durar o petróleo no mundo?por Gabriela Portilho
A estimativa depende da descoberta de novas reservas, do aumento da produtividade nos poços e da evolução do consumo no mundo. Se tudo ficar como está hoje, o petróleo vai durar mais 40 anos. Para chegar a esse resultado, fomos atrás do total de reservas no mundo - 1,2 trilhão de barris segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP). Em seguida, dividimos esse valor pela média de produção - 81 milhões de barris por dia. Nos cálculos, consideramos apenas as reservas provadas, sem levar em conta projetos ainda em avaliação, como a reserva brasileira de Tupi. Outro fator que pode dar uma sobrevida ao combustível é a melhora das tecnologias de extração. "Nunca imaginamos tirar petróleo em bacias com mais de 7 mil metros de profundidade. Hoje, isso já é possível", diz o geólogo Chang Kiang, da Unesp.

Pane seca
Veja quando as reservas de óleo de alguns países podem se esgotar
Iraque

ESTIMATIVA DE DURAÇÃO - 158 anos

PRODUÇÃO, EM MILHÕES DE BARRIS POR DIA - 1,9

RESERVAS, EM BILHÕES DE BARRIS - 115

A invasão americana do país provocou uma baixa na produção de petróleo de 1 milhão de barris por dia - cinco vezes a produção diária da Itália! Só para ter uma idéia, em cada barril cabem 159 litros de petróleo. São, portanto, 159 milhões de litros de petróleo a menos, o que daria pra encher cinco "piscinões de Ramos"

Arábia Saudita

ESTIMATIVA DE DURAÇÃO - 67 anos

PRODUÇÃO, EM MILHÕES DE BARRIS POR DIA - 10,8

RESERVAS, EM BILHÕES DE BARRIS - 264,3

De longe, a Arábia possui as maiores reservas do mundo. São 264 bilhões de barris, praticamente o dobro do vice-líder, Irã, que possui "apenas" 137 bilhões. Tudo isso porque a placa de solo sobre a qual a Arábia está continua colidindo com a placa eurasiana. Esse movimento cria dobras no subsolo, gerando vãos onde o óleo se acumula

Rússia

ESTIMATIVA DE DURAÇÃO - 22 anos

PRODUÇÃO, EM MILHÕES DE BARRIS POR DIA - 9,7

RESERVAS, EM BILHÕES DE BARRIS - 79,5

A Rússia é hoje a maior produtora de petróleo cru, porção mais pesada do líquido, de onde são retirados a gasolina e o óleo diesel, por exemplo. Em julho de 2007, a Rússia pediu à ONU que incluísse em seu território 119 km2 do círculo ártico, área disputada por outros sete países que contém em seu subsolo 400 bilhões de barris

Brasil

ESTIMATIVA DE DURAÇÃO - 18 anos

PRODUÇÃO, EM MILHÕES DE BARRIS POR DIA - 1,8

RESERVAS, EM BILHÕES DE BARRIS - 12,2

O campo de Tupi, recém-descoberto na bacia de Santos, vai colocar o Brasil na lista das dez maiores reservas do mundo. Do atual 24º lugar, nosso país vai pular para a oitava ou nona posição. Outro país da América do Sul, a Argentina, tem reservas de apenas 2 bilhões de barris, suficientes para mais oito anos

EUA

ESTIMATIVA DE DURAÇÃO - 7 anos

PRODUÇÃO, EM MILHÕES DE BARRIS POR DIA - 6,8

RESERVAS, EM BILHÕES DE BARRIS - 17,1

Os EUA são os maiores devoradores de petróleo do mundo, consumindo em média 20 milhões de barris por dia, 14 milhões a mais do que a China, segunda colocada. Cada americano gasta em média 8 toneladas de petróleo por ano, média que foi triplicada nos últimos 30 anos! Os combustíveis alternativos ainda são raridade por lá

OBS.: DADOS LEVANDO EM CONTA RESERVAS COMPROVADAS ATÉ 2006, E ATUAL RITMO DE EXTRAÇÃO DE CADA PAÍS



Qual é a maior torcida do mundo?
por Tiago Jokura
O time mais querido do mundo é o Flamengo, do Rio de Janeiro, com mais de 32 milhões de torcedores. E isso só aqui no Brasil - na nossa lista, não consideramos os torcedores multinacionais, como chineses que amam o Manchester United, por exemplo. Em segundo lugar, vêm os torcedores do Chivas, do México, que são mais de 30 milhões no país. Para chegar a esse resultado, fomos atrás de pesquisas recentes de cada um dos 11 melhores campeonatos de futebol do mundo. Como o Brasil é o país mais populoso da lista, deu Mengo. Mesmo considerando outros esportes populares fora daqui, o futebol leva vantagem. Nos Estados Unidos, os fãs de beisebol, basquete e futebol americano se dividem entre vários times de todas as regiões do país, fragmentando as torcidas - o New York Yankees, time de beisebol preferido, tem "só" 17 milhões de torcedores. Já em países populosos como China e Índia, a maioria dos fanáticos prefere clubes europeus ou times pequenos de críquete.

Torcer, torcer, torcer
Para 32,6 milhões de brasileiros, uma vez Flamengo, sempre Flamengo
BRASIL

Flamengo - 32,6 milhões

A força do Flamengo não está só no Rio de Janeiro: é o clube preferido nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O Sudeste tem maioria corintiana e no Sul só dá Grêmio

Pesquisa Datafolha, 2007

MÉXICO

Chivas - 30,8 milhões

De olho nos milhões de mexicanos que vivem nos Estados Unidos, o Chivas fundou uma filial para disputar o campeonato americano, o Chivas USA, em Los Angeles

Pesquisa Grupo Reforma, 2007

ARGENTINA

Boca Juniors - 16,4 milhões

Além de xeneizes, apelido que vem de um dialeto italiano, os fãs são chamados de bosteros. O terreno da Bombonera era uma fábrica de tijolos que usava fezes de animais como matéria-prima

Pesquisa Equis, 2006

ITÁLIA

Juventus - 16,3 milhões

Na temporada 2006/2007, a Juventus disputou a segunda divisão do campeonato e fez a média de público disparar 19% - enquanto a média da primeirona caiu 15%

Pesquisa Instituto Demos-Eurisko, 2007

ESPANHA

Real Madrid - 13,2 milhões

A popularidade do time, clube do século 20 pela Fifa, pode ser explicada em uma visita à sala de troféus: 30 títulos espanhóis, 9 campeonatos europeus e 3 mundiais

Pesquisa Centro de Investi-gaciones Sociológicas, 2007

JAPÃO

Kashima Antlers - 12,3 milhões

O Kashima é o Flamengo do Japão, exceto pelos títulos. O clube também tem Zico como ídolo - o Galinho encerrou a carreira nos Antlers e popularizou o esporte no Japão

Pesquisa Video Research Ltd., 2006

ALEMANHA

Bayern de Munique - 10,5 milhões

Dentre os ilustres torcedores do Bayern - 100 mil deles são sócios do clube - um dos mais fervorosos é o papa Bento 16, nascido na Baviera, estado da Alemanha cuja capital é a cidade de Munique

Pesquisa Sportfive, 2007

FRANÇA

Olympique - 10,2 milhões

Em 1993, o Olympique de Marselha tornou-se o único clube francês campeão europeu, mas o time não fatura um campeonato nacional desde 1992 - maior jejum desta lista

Pesquisa Institut National de la Statistique et des Études Économiques, 2006

HOLANDA

Ajax - 4,3 milhões

O Ajax tem origem em um bairro judeu, mas, mesmo formada por maioria não judaica, a torcida grita "Joden! Joden!" ("judeus", em holandês) e balança bandeiras com a estrela de Davi

Pesquisa TNS-NIPO, 2007

GRÃ-BRETANHA

Manchester United - 4,2 milhões

Na temporada 2006/2007, o Manchester teve a maior média de público do mundo, quase 76 mil torcedores por jogo. Há filas de até quatro anos para comprar ingressos

Pesquisa Roy Morgan International, 2006

PORTUGAL

Benfica - 4,1 milhões

O Benfica entrou para o Guinness em 2006 como clube de futebol com mais associados no mundo - são mais de 160 mil sócios do time de Lisboa, segundo o livro

Pesquisa Liga Portuguesa de Futebol Profissional, 2003


Qual o maior e qual o menor salário mínimo do mundo?
Depende do critério adotado. Se convertermos o salário mínimo para uma moeda referência, como o dólar, o menor seria o de Serra Leoa, na África, que não passa de 60 dólares. Já o maior seria o da Bélgica, que vale cerca de 1 040 dólares. O Brasil pode não ser o último do ranking, mas a comparação com outros países não é nada animadora. "No país, o piso mínimo tem variado entre 60 e 80 dólares nos últimos anos, o que nos deixa à frente apenas de Serra Leoa. Na América Latina, é o pior valor: todos os outros países pagam pelo menos 100 dólares", diz o senador Paulo Paim (PT-RS), um especialista no assunto. Os Estados Unidos, apesar de terem a maior economia do mundo, não lideram o ranking do mínimo, pois lá se pagam cerca de 890 dólares, valor inferior ao piso não só da Bélgica, como também de outros países europeus, como Holanda, França e Irlanda.

Mas é importante frisar que o valor em dólares não é a melhor forma de comparar salários. "O mais indicado é construir uma lista que leve em conta o custo de vida do país, indicando o real poder de compra do salário", afirma o economista Cláudio Salvadori Dedecca, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que a pedido de mundo estranho fez o gráfico comparativo abaixo. De acordo com esse critério, a Bélgica mantém a primeira posição, mas o fim da tabela muda um pouco, com o Brasil, por exemplo, apresentando um salário mínimo com maior poder de compra que o do México. Essas comparações, no entanto, não incluem todos os países do mundo, pois muitos sequer possuem um salário mínimo padrão. A Índia, por exemplo, tem mais de 100 faixas de pagamento diferentes, que variam conforme a idade, o ramo econômico, o tempo de serviço e a qualificação.

Criado no final do século 19, na Austrália e na Nova Zelândia, o salário mínimo foi adotado no Brasil em 1940, no governo de Getúlio Vargas. "Na época, havia 14 salários para diferentes regiões do país. O Rio de Janeiro, capital na época, tinha um piso quase três vezes superior ao do Nordeste. A unificação total só aconteceu em 1984", diz o economista João Sabóia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Poder de compra
Levando em conta o valor e o custo de vida do país, a Bélgica paga melhor
PAÍS - Bélgica

ÍNDICE* - 1,31

PAÍS - Holanda

ÍNDICE* - 1,18

PAÍS - França

ÍNDICE* - 1,09

PAÍS - Estados Unidos

ÍNDICE* - 1,00

PAÍS - Reino Unido

ÍNDICE* - 0,72

PAÍS - Argentina

ÍNDICE* - 0,34

PAÍS - Brasil

ÍNDICE* - 0,19

PAÍS - México

ÍNDICE* - 0,14

PAÍS - Nigéria

ÍNDICE* - 0,12

PAÍS - Quênia

ÍNDICE* - 0,06

* Para efeito comparativo, o poder de compra do mínimo nos Estados Unidos foi escolhido como padrão, equivalendo ao índice 1. Quanto maior o índice neste gráfico, maior é o poder de compra do salário mínimo. A comparação foi feita dentro de um grupo de países pré-selecionados

Fonte: Cláudio Salvadori Dedecca, economista da Unicamp, utilizando dados da Organização Internacional do Trabalho e do Banco Mundial relativos ao ano 2000



Por que todo mundo usava peruca na Europa dos séculos XVII e XVIII?
Não era todo mundo, apenas os aristocratas. A moda começou com Luís XIV (1638-1715), rei da França. Durante seu governo, o monarca adotou a peruca pelo mesmo motivo que muita gente usa o acessório ainda hoje: esconder a calvície. O resto da nobreza gostou da idéia e o costume pegou. A peruca passou a indicar, então, as diferenças sociais entre as classes, tornando-se sinal de status e prestígio. Também era comum espalhar talco ou farinha de trigo sobre as cabeleiras falsas para imitar o cabelo branco dos idosos. Mas, por mais elegante que parecesse ao pessoal da época, a moda das perucas também era nojenta. "Proliferava todo tipo de bicho, de baratas a camundongos, nesses cabelos postiços", afirma o estilista João Braga, professor de História da Moda das Faculdades Senac, em São Paulo.

Em 1789, com a Revolução Francesa, veio a guilhotina, que extirpou a maioria das cabeças com perucas. Símbolo de uma nobreza que se desejava exterminar, elas logo caíram em desuso. Sua origem, porém, era muito mais velha do que a monarquia francesa. No Egito antigo, homens e mulheres de todas as classes sociais já exibiam adornos de fibra de papiro - na verdade, disfarce para as cabeças raspadas por causa de uma epidemia de piolhos. Hoje, as perucas de cachos brancos, típicas da nobreza européia, sobrevivem apenas nos tribunais ingleses, onde compõem a indumentária oficial dos juízes.
Revista Mundo Estranho

Curiosidades 1


Qual é a coisa mais cara do mundo?por André Santoro
A resposta depende de vários fatores. Primeiro, para fazer qualquer comparação entre coisas que custam os olhos da cara, é preciso adotar uma medida única, que sirva como referência para todos os produtos. Nós, de Mundo Estranho, escolhemos 1 quilo como unidade de comparação para montar esse ranking (para os líquidos, convertemos o equivalente em litros, de acordo com a densidade do produto). Claro que algumas substâncias são usadas em quantidades ínfimas no dia-a-dia. É o caso do DNA humano, que serve de base para pesquisas de engenharia genética. "Um quilo abastece todos os laboratórios do mundo por muito tempo", diz o químico Henrique Eisi Toma, da Universidade de São Paulo (USP). Outro critério importante é a possibilidade de compra. Só apresentamos coisas que podem ser adquiridas - embora algumas sejam quase inacessíveis, como as pedras preciosas da lista, e outras, perigosas e ilegais, como as drogas.

Uma terceira regra foi privilegiar as matérias-primas, para evitar que os produtos fossem inflacionados pelo preço de uma marca famosa. Esse critério derrubou as roupas de grife do ranking, mas trouxe para o topo as chamadas essências ou absolutos, as substâncias que dão o aroma aos perfumes mais cobiçados. A exceção foi a lista de bebidas, que em vez dos ingredientes traz as garrafas mais valiosas do planeta. O último critério foi dividir a lista em categorias. Algumas, como a de tecidos, ficaram de lado porque é quase impossível estimar o custo dos itens mais caros. As tapeçarias mais valiosas estão em museus e, literalmente, não têm preço. Com base em tudo isso, a coisa mais cara do mundo é o raríssimo diamante vermelho. Um quilo dessa pedra preciosa chega a custar 15 bilhões de reais! Junto com outros 19 produtos, ela lidera a lista de coisas exorbitantes, divididas em seis categorias.

Bebidas

Uísque Glenfiddich 1937

80 mil reais

Esse é o uísque mais antigo - e caro - do planeta. As 61 garrafas existentes são disputadas em concorridos leilões na Europa

Vinho Château Lafite Rotschild 1811

75 mil reais

Esse vinho não é para ser bebido, é de colecionador. O raríssimo exemplar de 192 anos foi arrematado em junho de 2000

Vinho Château Mouton-Rotschild 1945

70 400 reais

Uma garrafa dessa safra, tida pelos especialistas como a mais saborosa, foi vendida em 1997 em uma casa de leilões inglesa

Vinho Romanée-Conti 1985

34 700 reais

É a bebida mais cara disponível no Brasil. A safra de 1985 é considerada especial e vem batendo recordes de preço no mundo todo

Minerais Preciosos

Diamante Vermelho

15 bilhões de reais

Uma jóia grande de 1 quilate (200 mg) custa a bagatela de 3 milhões de reais. O diamante incolor sai mais em conta: 1 quilo vale "só" 255 milhões de reais

Rubi Da Birmânia

450 milhões de reais

Essa pedra de cor roxa é encontrada também em jazidas da Tailândia e do Sri Lanka. Um anel de 1 quilate, por exemplo, custa 90 mil reais

Alexandrita

450 milhões de reais

Essa gema fascina pela mudança de cor: durante o dia, ela fica azulada. À noite, vira vermelha. Um quilate também sai por 90 mil reais

Esmeralda Colombiana

300 milhões de reais

Esse mineral é usado como ornamento há mais de cinco milênios. As jazidas da Colômbia produzem as pedras mais perfeitas, a 60 mil reais o quilate

Cosméticos

Absoluto De Íris

157 mil reais

Essa essência, extraída do caule da flor de íris, é usada no famoso perfume Channel nº 19 e corresponde a menos de 1% do produto

Absoluto De Violeta

37 mil reais

Purificado a partir das folhas da violeta, o aroma é utilizado em perfumes e sabonetes. Bastam poucas gotas desse absoluto para inflacionar o preço

Âmbar Gris

10 mil reais

Esse óleo, extraído das secreções do cachalote (um parente da baleia), é usado para fixar aromas em perfumes e cosméticos em geral

Comidas

Trufa Branca Italiana

12 mil reais

A trufa verdadeira não é um doce, mas o cogumelo mais caro do mundo. Em restaurantes sofisticados, cada prato leva, no máximo, 20 gramas do produto

Caviar Beluga Iraniano

10 600 reais

Caviar sempre foi sinônimo de coisa cara. As ovas pretas da beluga são as mais cobiçadas, ainda mais agora que o peixe corre risco de extinção

Matsutake

6 mil reais

Esse é outro cogumelo raríssimo. Na culinária, costuma ser muito usado em requintados preparados da cozinha oriental, especialmente sopas e pratos grelhados

Substâncias Químicas

DNA Humano

15 milhões de reais

Quantidades ínfimas da substância são usadas em laboratórios para fazer exames de paternidade e em pesquisas de engenharia genética

Ácido Abcísico

600 mil reais

Esse caríssimo hormônio vegetal é importante para os botânicos porque evita que as sementes das plantas germinem antes do tempo

Rodopsina

300 mil reais

É uma proteína essencial para a captação de luminosidade na visão. O tipo sintetizado em laboratório é extraído de bactérias

Drogas**

Crack

450 mil reais

Na Inglaterra, onde a oferta é reduzida, uma pedra de 150 mg de crack sai por 67 reais. No Brasil, a droga é mais barata do que a cocaína

Heroína

210 mil reais

Essa droga extraída da papoula tem poder viciante oito vezes superior à morfina, que vem da mesma planta. Um grama vale 210 reais

Cocaína

139 mil reais

O pó extraído do arbusto de coca encarece na refinação: na Inglaterra, cada papelote com 1 grama desse entorpecente custa 139 reais

* Os preços foram calculados com base em uma cotação em que 3 reais equivalem a 1 dólar

** Média dos valores praticados na Inglaterra, em 2001. No Brasil, não há dados consensuais sobre os preços das principais drogas

Consultores: Wine Spectator (Estados Unidos); Unidade Independente de Monitoramento de Drogas do Reino Unido (Inglaterra); Associação Brasileira de Sommeliers (Brasil); Grupo Expand (Brasil); Sérgio Arno, do restaurante La Vecchia Cucina, e Tsuyoshi Murakami, do restaurante Kinoshita, ambos em São Paulo; Rainer Guttler e Henrique Eisi Toma, da Universidade de São Paulo (USP); e Olivier Paget, da Mane do Brasil



Qual é o menor país do mundo?É o Vaticano, sede da Igreja Católica e residência oficial do papa. Com apenas 0,44 quilômetro quadrado encravado no coração de Roma, na Itália, a menor nação do mundo se tornou independente em 1929. Apesar de ter sua soberania reconhecida pela maioria das nações do planeta, o Vaticano não é considerado um país autônomo pela Organização das Nações Unidas, a ONU. "Oficialmente, o país é uma teocracia, ou seja, governado por Deus e representado pelo papa. A ONU não aceita a teocracia como regime", diz o escritor Luiz Gintner, estudioso de países com menos de mil quilômetros quadrados. Além do Vaticano, existem outras nações nanicas que conseguiram se livrar de seus países de origem, como as Ilhas Marshall, que se tornaram independentes dos Estados Unidos em 1986, e São Cristóvão e Névis, que se desligaram de Portugal em 1975.

"Na teoria, qualquer um pode tomar posse de um pedaço de terra que não pertence a ninguém e proclamá-lo um país", afirma Luiz. Na prática, porém, a coisa não é tão fácil assim. Primeiro, é preciso que o tal território esteja em águas internacionais, onde ninguém governe. Depois, um lugar que deseje se tornar uma nação precisa ter uma série de características para merecer a independência: povo, território, bandeira, selo, hino, leis, sistema de defesa e, em alguns casos, idioma e moeda próprios. Se tudo isso for cumprido, a idéia maluca pode até fazer algum sentido. Pelo menos foi assim que pensou o major aposentado Roy Bates. Ao lado da mulher e dos filhos, o inglês tomou posse de uma base marítima abandonada no Mar do Norte, perto da Grã-Bretanha, criou uma constituição, compôs um hino e declarou a independência do lugar em 1967, batizando-o de Principado de Sealand. Apesar da insistência do folclórico major, nenhum país do mundo reconhece a soberania de sua plataforma metálica.

Mergulhe nessa

Na livraria:

Em Busca de Liliput, Luiz Gintner, Litteris, 1997

Os dez maiores nanicos
Grande parte das micronações importa recursos básicos, mas mantém o charme com o turismo
1 - VATICANO (0,44 KM2)

Considerado um enclave religioso em Roma, capital da Itália, o menor país do mundo tem cerca de 900 habitantes, todos membros da Igreja ou funcionários do clero. A cidade tem seu próprio sistema de telefone, correio, estação de rádio, sistema bancário, farmácias e um batalhão de guardas suíços que cuida da segurança do papa desde 1506. Em compensação, suprimentos como água, comida, eletricidade e gás precisam ser importados da Itália. Para conseguir se manter, o Vaticano depende das doações de fiéis e da renda do turismo - o lugar é um dos pontos mais visitados da Europa.

2 - MÔNACO (1,9 KM2)

O principado ocupa uma estreita faixa na costa sul da França e tem fronteiras polêmicas. Algumas das mansões do lugar têm a sala em Mônaco e o quarto na França. De seus 30 mil habitantes, só 5 mil nasceram por lá - os demais são franceses, italianos e ingleses, atraídos pelo glamour desse famoso complexo turístico.

3 - NAURU (21 KM2)

Essa pequena ilha no Pacífico Sul sobrevive da exportação de guano, um fosfato de cálcio composto pelo cocô solidificado de pássaros pré-históricos, que usavam a ilha como banheiro há milhares de anos. Boa parte do mineral, que cobre cerca de 70% da ilha, é trocado por água importada, porque o país não possui nenhum rio ou nascente natural.

4 - TUVALU (26 KM2)

Arquipélago do Pacífico Sul que pode sumir por causa da subida no nível do mar, Tuvalu tem solos pobres para a agricultura. Para piorar, o aumento do nível do oceano também contamina a água potável e prejudica as plantações de coco, a maior fonte de renda dos 11 mil habitantes, agravando a dependência de comida importada.

5 - SAN MARINO (61 KM2)

Segundo a tradição, essa nação, localizada em um pico de calcário na região central da Itália, nasceu no século 4, quando um grupo de cristãos se estabeleceu por lá para escapar da perseguição romana. A partir de 1862, depois da formação das atuais fronteiras da Itália, uma série de tratados confirmou a independência da nação.

6 - LIECHTENSTEIN (160 KM2)

O soberano da nação, o príncipe Hans-Adam II, aparece na famosa lista da revista americana Forbes como terceiro governante mais rico. Espremido num território com poucos recursos naturais, Liechtenstein é o país campeão da ecologia: todas as florestas são áreas de proteção ambiental e não há indústrias pesadas por lá.

7 - ILHAS MARSHALL (181 KM2)

O arquipélago ganhou fama a partir de 1946, quando os atóis de Bikini e Enewetak foram palco para testes nucleares americanos durante 12 anos. Em 1983, 23 anos depois do início da descontaminação, os Estados Unidos aceitaram pagar indenizações aos habitantes do lugar como compensação pelos danos causados pelas explosões.

8 - SÃO CRISTÓVÃO E NÉVIS (269 KM2)

As duas pequenas ilhas de origem vulcânica foram visitadas por Cristóvão Colombo durante sua segunda viagem para a América, em 1493. Grande parcela da população emigra para outros países em busca de emprego, fazendo com que a remessa de salários obtidos no exterior seja uma das principais fontes de renda do arquipélago.

9 - MALDIVAS (298 KM2)

Composta por mais de 1 300 ilhas de coral, Maldivas é um dos mais pobres - e mais estranhos - países do mundo. Só para dar uma idéia, os moradores são campeões mundiais de divórcios. Por lá, só é preciso repetir três vezes a intenção de se separar para que o divórcio seja consumado sem apelação.

10 - MALTA (316 KM2)

Como os malteses são um dos mais antigos povos católicos do mundo, a vida no arquipélago é fortemente influenciada pela religião: há 365 igrejas nas ilhas, uma para cada dia do ano. O maltês, a língua oficial do país, é uma fusão entre o árabe falado no norte da África e o italiano da Sicília, de onde a ilha fica a apenas 96 quilômetros.



Quais são os dez exércitos mais poderosos do mundo?Rankings de poderio bélico são polêmicos, mas, em qualquer lista desse tipo, quem aparece no topo é o exército dos Estados Unidos (só para simplificar, usamos "exército" na nossa pergunta como sinônimo popular de Forças Armadas, incluindo aí Exército, Marinha e Aeronáutica). Além de armas arrasadoras, os americanos têm um efetivo de 1,4 milhão de soldados (só perdem para os chineses nesse quesito) e torram uma fortuna com os militares: por ano, são 329 bilhões de dólares, o que dá 1 138 dólares por habitante, um dos maiores gastos do mundo. Eleger o senhor dos exércitos foi fácil, mas descobrir o resto do ranking foi uma guerra. Encaramos a batalha e montamos uma primeira versão da lista com base nas informações do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), a mais conceituada organização independente que monitora a situação dos exércitos de todo o mundo. Das estatísticas do IISS, tiramos três dados comparativos: o efetivo de cada exército, os gastos militares totais e per capita. Mas, como a tecnologia e o poder dos armamentos também contam valiosos pontos, decidimos avaliar o arsenal de cada nação recorrendo à análise de Ricardo Bonalume Neto, jornalista da Folha de S.Paulo especializado em assuntos militares - são dele os comentários nos quadros ao lado. Além dos dez mais, Bonalume chama a atenção para outros dois países fortes: Japão e Alemanha. "Os japoneses têm navios, tanques e canhões que não devem nada em termos de tecnologia aos americanos. Os alemães também contam com um exército bem equipado. O destaque é o tanque Leopard 2, um dos melhores de todos os tempos."

Mergulhe nessa
Na internet:

www.iiss.org

www.sipri.org

Guerra de gigantes
Países fortes conjugam batalhões numerosos, altos orçamentos e armas de última geração
1. Estados Unidos

Efetivo: 1 414 000 soldados

Gasto militar anual: 329 bilhões de dólares (1 138 dólares por habitante)

Armas nucleares: sim

Única superpotência militar depois do colapso soviético, os Estados Unidos são donos da mais poderosa esquadra do globo, que tem uma dúzia de porta-aviões gigantes, a maioria de propulsão nuclear. O país conta ainda com o maior arsenal nuclear e modernos armamentos operados por computadores e guiados por satélites

2. Rússia

Efetivo: 988 100 soldados

Gasto militar anual: 48 bilhões de dólares (333 dólares por habitante)

Armas nucleares: sim

O maior herdeiro da ex-URSS possui exército numeroso e pesquisa militar de ponta, mas tem poucos recursos para comprar equipamentos. A vocação por números astronômicos diminuiu: durante a Guerra Fria, a URSS chegou a ter 5,3 milhões de soldados - um recorde - e produziu mais de 70 mil tanques das séries T-54/T-55/T-62. Eles eram inferiores aos modelos ocidentais, mas podiam levar a melhor pela quantidade

3. China

Efetivo: 2 270 000 soldados

Gasto militar anual: 48 bilhões de dólares (37 dólares por habitante)

Armas nucleares: sim

O país mais populoso da Terra conta com bom número de armas nucleares e sempre teve Forças Armadas numerosas, mas o nível pouco sofisticado de sua indústria não permitia equipar as tropas com armas de última geração. Isso mudou recentemente: o salto econômico e a relativa abertura política das últimas duas décadas levaram a China a investir na modernização do arsenal

4. França

Efetivo: 260 400 soldados

Gasto militar anual: 38 bilhões de dólares (636 dólares por habitante)

Armas nucleares: sim

Para se proteger da ameaça comunista na Guerra Fria, os franceses criaram uma força nuclear própria com os três meios clássicos de lançar armas atômicas: mísseis em terra, em submarinos e em aviões. A indústria de defesa é uma das principais da Europa, produzindo tanques de ótima qualidade, como o Leclerc, e aviões clássicos como os das séries Mirage

5. Reino Unido

Efetivo: 210 400 soldados

Gasto militar anual: 35 bilhões de dólares (590 dólares por habitante)

Armas nucleares: sim

Até a Segunda Guerra (1939-1945), a Grã-Bretanha era a maior potência naval da Terra. Depois do conflito, a Marinha Real encolheu, mas ainda é uma das principais do mundo. O Exército sempre foi pequeno, mas é um dos mais profissionais do planeta, bem equipado com tanques, blindados de transporte de pessoal e uma parafernália de mísseis

6. Coréia do Norte

Efetivo: 1 082 000 soldados

Gasto militar anual: 4,7 bilhões de dólares (214 dólares por habitante)

Armas nucleares: sim

Assolado pela pobreza e pela fome, este país sustenta um dos estados mais militarizados do planeta. Envolvidos em disputas de território com a Coréia do Sul desde a década de 40, os comunistas do Norte contam com tropas numerosas com muito armamento convencional. Nas últimas décadas, o país desenvolveu tecnologia para produzir armas nucleares

7. Índia

Efetivo: 1 298 000 soldados

Gasto militar anual: 13 bilhões de dólares (13 dólares por habitante)

Armas nucleares: sim

O segundo país mais populoso do planeta sempre esteve em briga com seus vizinhos muçulmanos. Hoje, o maior rival é o Paquistão, com quem disputa terras na região da Caxemira. As aguerridas tropas indianas estão entre as mais bem equipadas do Terceiro Mundo. Além de muitos soldados, a Índia tem armas nucleares e mísseis para transportá-las

8. Paquistão

Efetivo: 620 000 soldados

Gasto militar anual: 2,5 bilhões de dólares (17 dólares por habitante)

Armas nucleares: sim

A maior potência militar muçulmana tem economia e população inferiores às da rival Índia, mas, para criar um "equilíbrio de terror" no sul da Ásia, o Paquistão também investiu em armas nucleares. Pouco se conhece sobre as armas atômicas ou sobre o tamanho do arsenal do país. Mas a existência da bomba dos dois lados da fronteira tem forçado Índia e Paquistão a uma convivência tensa - e "pacífica", na medida do possível

9. Coréia do Sul

Efetivo: 686 000 soldados

Gasto militar anual: 12 bilhões de dólares (266 dólares por habitante)

Armas nucleares: não

Graças à proteção dos Estados Unidos, o país atingiu níveis econômicos, científicos e tecnológicos muito superiores aos do vizinho do norte. Por causa da crise com os comunistas, a Coréia do Sul mantém Forças Armadas poderosas em prontidão na fronteira, embora não tenha armas atômicas. O equipamento é de alta qualidade, comprado dos americanos ou desenvolvido localmente com ajuda ianque

10. Israel

Efetivo: 161 500 soldados

Gasto militar anual: 9,4 bilhões de dólares (1 499 dólares por habitante)

Armas nucleares: sim

Pequeno e pouco populoso, Israel se envolveu em conflitos com os vizinhos árabes e resolveu se armar até os dentes. Para compensar a inferioridade numérica, os israelenses optaram por qualidade: suas tropas estão entre as mais bem treinadas da Terra, a Força Aérea dispõe de tecnologia de ponta e a experiência em combate fez o país desenvolver algumas das melhores armas disponíveis, como o tanque Merkava

* Números referentes a 2002, ano mais recente em que as estatísticas foram compiladas. Fonte: anuário do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos (International Institute for Strategic Studies - IISS)

Impávido colosso
Brasil é o mais bem armado da América do Sul, mas não fica entre os 10 mais do mundo
Efetivo: 287 600 soldados

Gasto militar anual: 9,6 bilhões de dólares (55 dólares por habitante)

Armas nucleares: não

Não dá para cravar uma posição para o Brasil no ranking mundial de exércitos - a única certeza é que não chegaríamos ao Top 10 -, mas dá para fazer algumas comparações. Numericamente, nossas tropas são as maiores da América do Sul. Tecnologicamente, somos semelhantes aos vizinhos. Com fronteiras bem definidas, não há grandes rivalidades regionais. Por isso, o país não tem o mesmo "estímulo" para investir em armas que outros países brigões do Terceiro Mundo. Ainda bem.



Qual é a pessoa mais rica do mundo?De acordo com um ranking de bilionários elaborado todos os anos pela revista americana Forbes, o empresário americano Bill Gates é o homem mais rico do mundo. Aos 48 anos e há uma década no topo dessa cobiçada lista, o criador da Microsoft tem uma fortuna estimada em invejáveis 40,7 bilhões de dólares. Casado e pai de três filhos, William Gates III nasceu em 1955, na cidade de Seattle, e desde cedo se destacou pelo seu intelecto genial. Aos 13 anos criou seu primeiro programa informático. Com 18, entrou em Harvard, uma das universidades mais conceituadas dos Estados Unidos. O garoto prodígio tinha muitas idéias na cabeça e, ainda na faculdade, desenvolveu uma versão do Basic (uma linguagem de computação) para o primeiro micro pessoal, batizado de MITS Altair. Em 1975, fundou a Microsoft, ao lado do amigo de infância Paul Allen - hoje um outro bilionário que aparece entre os cinco homens mais ricos do mundo.

Pouco tempo depois, largou os estudos para se dedicar exclusivamente à sua companhia. Em 1980, Gates criou o sistema operacional MS-DOS para a IBM, então a líder no mercado de softwares. Tempos depois, em 1992, lançou o Windows, tornando a Microsoft uma das empresas americanas mais rentáveis do planeta. Foi nesse mesmo ano que o gênio da computação assumiu pela primeira vez a posição de homem mais rico do mundo, posto que nunca mais largou desde então. Mesmo enfrentando períodos de "vacas magras". Em 2003, por exemplo, ele estava 12 bilhões de dólares mais pobre que em 2002. Não dá pena do coitadinho? Mas Gates não é o único do planeta que pode se dar ao luxo de perder bilhões e ainda continuar valendo ouro. Cerca de 400 bilionários figuram no ranking dos sonhos da Forbes. A fortuna de todos eles somada é equivalente ao PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido, cerca de 1,4 trilhão de dólares!

Endinheirados no mundo...
Na cola de Bill Gates há até um príncipe saudita
EDUARD WARREN BUFFETT - US$ 36 BILHÕES

O segundo homem mais rico do mundo é um megainvestidor do grupo Berkshire Hathaway. Aos 72 anos, é o mais velho entre os dez maiores bilionários do planeta. Entre 2002 e 2003, ele perdeu quase 3,8 bilhões de dólares.

KARL E THEO ALBRECHT - US$ 34 BILHÕES

Donos da rede varejista Aldi, esses dois irmãos alemães estão em terceiro lugar no ranking da Forbes. A dupla herdou a primeira loja em 1948 e hoje tem um império com 4 mil estabelecimentos espalhados pelo mundo.

PAUL ALLEN - US$ 20,1 BILHÕES

Um dos últimos investimentos do co-fundador da Microsoft foi doar 10 milhões de dólares para a busca de ETs... Allen não encontrou nada, mas também não perdeu o título de quarto homem mais rico do planeta.

ALWALEED ALSAUD - US$ 17,7 BILHÕES

Um dos poucos bilionários a manter distância dos Estados Unidos, o quinto colocado no ranking da fortuna é um príncipe saudita. Sua riqueza vem de investimentos e do petróleo, produto abundante naquela região.

LAWRENCE J. ELLISON - US$ 16,6 BILHÕES

Ellison deixou para trás o diploma da Universidade de Illinois para se tornar o principal executivo da Oracle, empresa de software. Hoje, aos 59 anos, é o sexto homem mais rico do mundo e o quinto atrás de Bill Gates.

...E aqui no Brasil
Nosso país só tem banqueiros no ranking de bilionários
JOSEPH E MOISE SAFRA - US$ 3,6 BILHÕES

Perto da lista acima, 3,6 bilhões de dólares parece pouco... Esses dois irmãos são donos do banco Safra e sócios da BellSouth. No ranking mundial, estão em 92º lugar.

ALOYSIO DE ANDRADE FARIA - US$ 2,7 BILHÕES

O criador do Banco Real está na 132ª posição na lista da Forbes. Em 1998, ele vendeu sua instituição financeira para o ABN Amro. Hoje, é proprietário do Banco Alfa.

JÚLIO BOZANO - US$ 1,2 BILHÃO

Esse executivo aparece em 348º lugar no ranking dos bilionários. Depois de vender o seu banco Bozano para o Santander, em 2000, ele se retirou do mundo dos negócios.

LILY SAFRA - US$ 1 BILHÃO

A última brasileira desse seleto clube é cunhada dos irmãos Joseph e Moise e viúva de Edmond Safra, que morreu em 1999. Lily Safra figura na 427ª posição no mundo.



Existem mais pessoas obesas ou famintas no mundo?
por Gabriela Portilho
Há mais gente passando fome do que comendo demais. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), são 834 milhões de famintos contra 400 milhões de obesos. A OMS considera obesa toda pessoa com Índice de Massa Corpórea maior ou igual a 30 – o que equivaleria a uma pessoa de 1,70 metro com 90 quilos, por exemplo. A FAO define subnutridos como pessoas que ingerem menos calorias do que o suficiente para uma vida saudável. Esse número varia muito, dependendo da faixa etária e do sexo, mas uma pessoa de 1,70 metro e 43 quilos, por exemplo, é subnutrida. A FAO anunciou em setembro que o número de famintos chegou aos 925 milhões em 2007. Mas, para poder comparar os dois lados da balança, usamos os dados de 2005 tanto para famintos quanto para obesos.


Suiça
Quais são as melhores cidades do mundo para viver?
por TIAGO JOKURA
Zurique, na Suíça, é o melhor lugar do mundo para viver. Pelo menos segundo a pesquisa anual da Mercer, uma empresa de consultoria em recursos humanos, que avalia a diferença de qualidade de vida entre várias cidades do mundo. No ranking mundial, Zurique é seguida por Viena (Áustria), Genebra (Suíça), Vancouver (Canadá) e Auckland (Nova Zelândia). Rio de Janeiro e São Paulo são as duas cidades brasileiras analisadas pela consultoria e, entre as 215 cidades listadas, ficam na 114ª e 119ª posições, respectivamente. As duas aparecem mal no ranking por causa principalmente dos resultados no quesito segurança pública. A Mercer avalia 39 quesitos, e a pontuação varia em relação a uma nota- padrão 100, que é dada sempre a Nova York. Ou seja, locais com nota maior que 100 têm qualidade de vida melhor do que a cidade americana e as que levam menos de 100 são piores. :

MAL NA PROVA
Nota final de Rio e São Paulo fica bem abaixo das top 5.

Cidade Nota
Zurique 108
Viena 107,9
Genebra 107,9
Vancouver 107,6
Auckland 107,3
Nova York 100
Rio de Janeiro 74,7
São Paulo 74,2
Revista Mundo Estranho

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Imagens da Região da Caxemira


A Caxemira, hoje, é muito diferente da Caxemira de antes de 1947. Em 15 de agosto de 1947, o antigo Império da Índia, a mais importante colônia britânica, se desmembrou e deu origem a dois novos estados: Índia e Paquistão. Os vários principados existentes foram estimulados a se incorporarem a um ou a outro, levando em conta aspectos religiosos, étnicos e geográficos. No entanto, o principado de Jammu e Caxemira, de maioria muçulmana, mas governado por um marajá indiano, tentou preservar sua autonomia, encontrando forte reação por parte do recém criado estado indiano. Com a independência, o marajá da Caxemira preferiu incorporar-se à Índia, começando, então, a questão da Caxemira. O governo indiano não controla toda a Caxemira. O Paquistão ocupa uma área de cerca de 1/3, isto é, as áreas de Gilgit, Baltistão e Jammu ocidental (área verde do mapa). A Índia administra cerca de 2/3, que incluem o Vale da Caxemira, Jammu e Ladakh . A Linha de Controle (LOC) divide a área administrada pela Índia da área ocupada pelo Paquistão. A China ocupa uma parte de Ladakh, chamada de Aksai Chin e Demchok e uma parte adicional transferida pelo Paquistão, em 1963 . A LOC separa a porção chinesa da parte da Caxemira administrada pela Índia. Para conhecer melhor esta que é considerada uma das regiões mais belas do mundo, assim como entender os aspectos que envolvem a disputa de seus territórios pela Índia, Paquistão e China, e os movimentos de resistência que lutam pela autodeterminação do território, clique nos links abaixo.


A VOZ MODERADA SILENCIADA - Parentes do líder separatista Abdul Ghani Lone choram sua morte. Era visto como uma voz moderada na provínica sob disputa. (Srinagagr, 21/05/02)

EFEITO COLATERAL - Rapaz caxemire conserta o telhado de uma escola pública danificado, em 20/05/2002, pelo bombardio indiano em Chakoti, a sudoeste de Muzaffarabad, cidade principal da Caxemira administrada pelo Paquistão.

Uma caxemira olha através do buraco de uma cerca, do lado de fora do cemitério, no dia 3/04/2002, para tentar ver um jovem não identificado que foi encontrado morto nas ruas de Srinagar, a capital de verão do estado da Caxemira ocupado pela Índia.

A polícia indiana arrasta o corpo de um suicida que, em 30/03/2002, estourou uma granada no principal centro comercial do Bazar Raghunath, perto de um conhecido templo. Pelo menos 7 pessoas morreram no ataque.

TENSÃO ROTINEIRA - Um soldado da segurança indiano procura por identidades e armas em rapazes caxemires, perto de um parque no centro de Srinigar, na parte ocupada pela Índia, em 10/02/2002

AVALIANDO O PREJUÍZO - Ghulam Hussain, um residente de Troti, perto da Linha de Controle da Caxemira controlada pelo Paquistão, inspeciona os danos em sua casa, provocados pelas bombas indianas, em 8/01/2002.

JUSTIÇA SUMÁRIA - Soldados indianos diante dos corpos de oito militantes suspeitos, em Mendhar, em 15/02/2002. As forças de segurança indianas mataram os homens porque tentaram cruzar a fronteira do Paquistão para a parte da Caxemira indiana.

ETERNO PERIGO, ESTRAGO ETERNO - Uma garota ajusta a perna artificial no posto de polícia da cidade de Jammu, Índia, onde membros artificiais são conseguidos de graça para as vítimas de minas terrestres, em 4/01/2002. O exército da Índia construiu campos de mina ao longo das fronteiras com a Caxemira, com medo de um recrudescimento do conflito com o Paquistão. Peritos advertem que as minas continuarão sendo um perigo mesmo depois que os ânimos esfriarem no sul da Ásia.

SOLDADOS SUBSTITUEM OS TURISTAS - Tiros ecoam nas montanhas enquanto soldados da fronteira indiana patrulham o lago Dal, em Srinagar, na Caxemira indiana, em 19/02/2002. O fluxo de soldados não substitui os lucros perdidos pela ausência de turistas.

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